Cuiabá, Domingo, 22 de Fevereiro de 2026
NA BOCA DO CAIXA
15.07.2011 | 13h25 Tamanho do texto A- A+

Propina a deputados fez Dilma afastar cúpula do DNIT

Inteligência do Planalto apontou distribuição de dinheiro vivo a parlamentares do PR, segundo blog; presidente quer "faxina"

Agência Brasil/MidiaNews

Dilma Rousseff exigiu uma faxina geral nos Transportes; Pagot (destaque) é um dos punidos

Dilma Rousseff exigiu uma faxina geral nos Transportes; Pagot (destaque) é um dos punidos

ANTONIO DE SOUZA
DA REDAÇÃO

Em que pese os apelos de parte da bancada do PR no Senado - em especial do senador Blairo Maggi -, a presidente Dilma Rousseff não deve manter o mato-grossense Luiz Antonio Pagot à frente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A decisão da presidente é de se fazer uma "limpeza geral" nos quadros do ministérios, após as seguidas denúncias de superfaturamento de obras e de pagamento de propinas por meio de empreiteiras.

Essa decisão, a verdade, já teria sido tomada muito antes de a revista Veja divulgar, com exclusividade, no começo do mês, as denúncias que levaram ao afastamento de Pagot e à exoneração do ministro Alfredo Nascimento.

Nesta sexta-feira (15), em seu blog, o jornalista Cláudio Humberto revela, por exemplo, que o Palácio do Planalto, há tempos, descobrira a existência de um esquema similar ao que derrubou José Dirceu da Casa Civil do Governo Lula - um mensalão no Ministério dos Transportes.

"A presidenta Dilma decidiu encarar a cúpula do Partido da República, afastando-a do comando do Ministério dos Transportes, não por meras 'suspeitas', mas após ser informada, por órgãos de inteligência, de que o PR teria implantado um novo mensalão, com distribuição de dinheiro vivo para parlamentares. A informação foi confirmada por fonte ligada ao Palácio do Planalto. O caso deve ser remetido à Polícia Federal", diz Cláudio Humberto, em sua coluna eletrônica, uma das mais lidas no meio político do país.

Segundo o jornalista, ao tomar conhecimento do esquema, Dilma mandou afastar Mauro Barbosa e Luiz Tito, ex-assessores do ministro, e Luiz Pagot, do DNIT.

"A denúncia a ser investigada é que mais de trinta deputados do PR e outros dez de partidos menores estariam na folha do novo 'mensalão', assinalou Cláudio Humberto. E lembrou que Valdemar Costa Neto (SP), “dono” do PR, é réu do STF no mensalão do era Lula, e está sujeito a mais de um século de prisão.

Faxina geral

Também nesta sexta-feira, o site G1 informou que a presidente Dilma Rousseff quer uma faxina geral nos quadros do Ministério dos Transportes. A ordem foi dada ao  ministro dos Transportes, Paulo Passos, por telefone.

Citando fontes do Palácio do Planalto, a jornalista Cristina Lobo revelou que Dilma tomou conhecimento de novas denúncias envolvendo a pasta pelos jornais hoje e imediatamente telefonou para Paulo Passos. Por três vezes, a presidente repetiu: "Quero um limpa geral"!

Segundo a jornalista, Dilma e Passos tinham conversa prevista hoje no Planalto, por volta do 12h30. Neste horário, foi divulgada uma nota informando a decisão de demitir José Henrique Sadok de Sá, diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), cuja esposa, dona de empreiteira, lucrou R$ 18 milhões com obras do Ministério dos Transportes.

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Sergio  16.07.11 23h40
A PRESIDENTA DILMA PRECISA MUDAR OS RUMOS NO MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO, SUDECO (ANTIGA SECRETARIA DO CENTRO OESTE) POIS LA O DEPUTADO MATOGROSSENSE QUE É ALIADO POLITICO DO MINISTRO,DO MESMO PARTIDO, PARECE QUE TEM A CHAVE DO COFRE, DINHEIRO LÁ SÓ É LIBERADO APÓS PASSAR PELO CONFECIONARIO DE ALGUM EMISSARIO DO DEPUTADO. É UMA VERGONHA.
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ana cristina  16.07.11 14h38
é só a PF observar os deputados e senadores que defenderam o pagot, bem como sua permanencia.
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Luiz Martius  16.07.11 11h58
O DNIT nada mais é do que o DNER com outro nome. Assim,se um Órgão como o DNER era reconhecidamente corrupto, não seria uma simples troca do nome como ocorreu que iria moralizá-lo. A extinção do DNER foi apenas do nome, mas, aqueles que promoviam a corrupção permaneceram no Órgão sob a nova sigla. Não é simplesmente mudando o nome , que, se moraliza o Órgão, mas, através da substituição de todos os membros que o compõem, e, implantando uma filosofia de trabalho consentânea com os bons princípios da admnistração Pública.
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Silvane  15.07.11 18h42
Seria cômico se não fosse trágico.E o Lula,como fica?Foi nas duas gestões dele que tudo começou(Correios,Mensalão, Sanguessugas).Fala sério!!!!!!!
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Elio Delgado  15.07.11 17h18
Servidor publico é assim mesmo, desvia, rouba e ai vem uma punição de exoneração do cargo, só que o dinheiro roubado nunca aparace, voces ja viram alguma devolução...
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