Cuiabá, Domingo, 29 de Março de 2026
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Grupo português atesta viabilidade do VLT para Cuiabá

Primeiro relatório técnico sobre sistema de transporte será entregue à Agecopa no final deste mês

MidiaNews

Grupo português aponta, em entrevista coletiva, a viabilidade do VLT para Cuiabá em 2014

Grupo português aponta, em entrevista coletiva, a viabilidade do VLT para Cuiabá em 2014

ISA SOUSA
DA REDAÇÃO

Até o final deste mês, deve ser entregue à Agência Estadual de Projetos da Copa 2014 (Agecopa) o primeiro relatório a respeito da viabilidade do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Capital. A obra pode ser incluída no contexto da infraestrutura viária visando ao Mundial de Seleções.

Na quarta-feira (2), um grupo empresarial português, cujo nome não foi revelado em função do processo de fusão para a formação de um consórcio internacional, realizou, pela primeira vez, visita técnica nos trechos programados para a implantação do BRT (Bus Rapid Transit ou ônibus rápido), no sistema de transporte coletivo da Grande Cuiabá.

O BRT era, até então, a opção de transporte coletivo urbano programada para estar pronta até a Copa do Mundo de 2014. A Agecopa apresentou ao Governo do Estado dois trechos, que, de acordo com o grupo português, seriam mantidos no VLT.

O primeiro, chamado de "BRT Aeroporto-CPA", começa na região do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, passando pela área central de Cuiabá e finalizando no Centro Político Administrativo, ao longo de toda a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

O segundo trecho, é o "BRT Coxipó-Centro", que começará na região do Coxipó, passando pela Avenida Fernando Corrêa, em direção ao Centro. A obra também inclui terminais e estações de transbordo pela avenida.

Apesar das discussões a respeito do VLT terem começado na década de 1990, a alternativa ao BRT tomou força no início deste ano, por meio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP).

De acordo com Riva, comparado ao BRT, o VLT seria economicamente mais viável, já que o menor custo de execução da obra e de espaço nas ruas e avenidas refletiriam tanto na tarifa do transporte como nas desapropriações dos imóveis.

Durante coletiva, a engenheira civil portuguesa Ana Carmona afirmou que, à primeira vista, Cuiabá tem plenas condições de receber o VLT.

"O presidente da Agecopa, Yenes Magalhães, nos forneceu todos os estudos relacionados ao BRT e à Mobilidade Urbana e, com ele, já teremos uma parcial da viabilidade", disse a engenheira.

Entre outros comparativos com o BRT, o grupo afirmou que o VLT não utiliza combustível fóssil e tem um custo de execução por quilômetro muito inferior. A visita técnica do grupo atendeu a umconvite do deputado Riva e, segundo sua assessoria, não tem relação com a Agecopa e nem Governo do Estado.

VLT

As discussões sobre a implantação do VLT iniciaram na década de 1990. A expectativa é atender a uma demanda diária superior a 20 mil passageiros por dia.

A modalidade de transporte é uma proposta defendida pelo deputado José Riva, que, inclusive, realizou audiência pública em 2010, na Assembleia.

De acordo com o parlamentar, a proposta apresentada, à época, previa a construção de dois ramais do metrô/VLT: um no eixo Aeroporto Marechal Rondon até a região do CPA, e outro interligando a região do Coxipó até a região do bairro Santa Rosa.

Atualmente, um dos grandes problemas da Região Metropolitana de Cuiabá diz respeito ao tráfego de veículos. São vários pontos de gargalos e aproximadamente 215,3 mil veículos trafegam pelas ruas de Cuiabá e Várzea Grande.

O número representa o crescimento de 20% em relação à frota de veículos registrada em 2005, pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).




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13 Comentário(s).

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Rodrigo  04.03.11 08h39
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Ronaldo R  03.03.11 20h10
enquanto isso a população sofre com passagens caras e onibus precarios, sujos e qu não cumprim horarios em 2001 a linha 609 parque cuiabá santa isabel no horario de pico passava de 04 em 04 minutos hoje 10 anos depois em prena 06:30 da manhã fica um intervalo de 00:17 minutos sem passar, onibus .e a populaçao aumentos 03 vezes mais na região nesses 10 anos, ficamos media de uma hora pra conseguir entrar num onibus super lotado, velho sem ar condicionado. estamos no caminho par 2014 parabés policos,empresarios,smtu e mtu. (e o que a população merece???????)
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Carlos Alberto  03.03.11 18h29
O comentarista esqueceu de um detalhe: o tamanho da população destas cidades e o de Cuiabá. Você usa o transporte coletivo, ganha quanto? Cuiabá não tem nem calçada, coleta de lixo, ruas que só é buraco e você quer gastar nosso dinheiro com trêm? Os usuários do transporte coletivo querem qualidade e preço bom.
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eduardo  03.03.11 18h27
Vou fingir que não li os comentários da Gertrudes e do Jason, eles só podem estar de brincadeira.
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Pedro Antonio  03.03.11 17h05
Gertrudes, quanta ignorância a sua... São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, e outras, já tem metrô em suas cidades ou trensurb (espécie de metrô de superfície - VLT). O custo da passagem, nessas cidades, é de cerca de 30% mais barato que o ônibus. Muito mais rápido, silencioso, não polui e é mais barato. Não atrapalha o trânsito. Tem hora de embarque e saída programada (costuma ser de 5 em 5 minutos), entre outras vantagens... Cuiabanada vocês precisam se modernizar!! Ônibus é coisa do passado...
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