Em reunião hoje à tarde, no escritório do Banco do Brasil, em São Paulo, os principais acionistas da Vale decidiram oficialmente não reconduzir Roger Agnelli à presidência da mineradora na reunião do Conselho do próximo dia 19 de abril, quando será escolhido o novo ocupante do cargo.
A reunião contou com a participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do conselho do Bradesco, Lázaro Brandão.
Agnelli deve ficar à frente da Vale até o dia 19 de abril, mas ele já está fechando as gavetas. Hoje, por exemplo, ele ficou só um período, na parte da manhã.
Os acionistas da Vale estavam preparando uma saída festiva para Agnelli, após dez anos na empresa. Durante sua gestão, a Vale saiu de um lucro de R$ 8 bilhões para R$ 30 bilhões.
A festa, no entanto, será muito mais acanhada.
A avaliação do governo e do Bradesco é de que Agnelli, na busca de permanecer no cargo, cometeu muitos erros que desagradaram seus superiores.
Não só ha forte desconfiança de ele próprio ter vazado a informação das conversas do governo com o Bradesco sobre a sua saída, como também foi apontado como quem estimulou políticos e diretores da companhia a se manifestarem contra o governo.
Para o governo e o Bradesco, Agnelli teria ajudado a se enforcar ao fazer de tudo para se manter na presidência da empresa.
O nome do sucessor será fechado na reunião do próximo dia 19. O mais cotado é Tito Martins, presidente da Inco, subsidiária da Vale no Canadá
|
4 Comentário(s).
|
| rogerio 26.03.11 15h21 | ||||
| eu sou leigo no assunto mas segundo a propria reportagem um presidente que conseguiu um lucro admiravel e um respeito para uma empresa que poucas coseguiram em tão pouco tempo( no Brasil)em que e como pode ter desagradado tais pessoas. isso esta mesmo cheirando politicagem. | ||||
|
| Mauro Nogueira 26.03.11 14h42 | ||||
| Estatização branca. O sucesso do modelo de privatização implementado no Brasil machuca profundamente os ideólogos retrógrados de um partido político ( com p minúsculo mesmo!)em que se transformou o PT. Nosso país necessita de lideranças visionárias, éticamente irreprensíveis,comprometidas com a modernização das estruturas arcaicas de nossa sociedade e principalmente, que faça política SEM RANCORES, que é o que se vê claramente nesse embate com a VALE. | ||||
|
| Carlos Eduardo 26.03.11 14h14 | ||||
| O governo deveria interferir na sua casa diretamente, o Lobão não entende de energia e é min istro, assim como muitos, são cargos politicos que homens como José Sarney indicam, nomes sem qualificaÇÃO ou capacidade, eles querem trocar um presidente que triplicou o lucro da empresa, qual o motivo?, sendo devem premiar o Juiz que declarou que a ficha limpa só vale nas proxim as eleições, esse é de confiança do governo. | ||||
|
| Geraldo Assumpção eixeira 26.03.11 14h05 | ||||
| Veremos, em alguns anos, a Vale transformada em cabide de empregos de políticos e o pior, principalmente aqueles que, como por exemplo José Jenuíno, não se elegendo , hoje está empregado . Nossa Presidente poderia ser a primeira mulher Presidente mas também, o primeiro Presidente a ter forças para lutar pela pátria e não por seus apoiadores . Enquanto não nascer essa pessoa e enquanto no Brasil a impunidade, reforçada até pelo próprio STF não acabar definitivamente, NÃO HÁ ESPERANÇAS . Veremos isso na Vale . | ||||
|