


A defesa do segurança Jefferson Luiz Lima Medeiros, 24, pediu a exumação do corpo de Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, 31, apontando que ele teria morrido por erro médico, e não por conta do espancamento sofrido dentro do Goiabeiras Shopping Center, em 29 de agosto passado.
O estudante foi perseguido e agredido dentro da sala de segurança por quatro funcionários, entre eles, o próprio Medeiros. Segundo as investigações da Polícia Civil, eles ainda furtaram R$ 1 mil da vítima, além de acusá-la de tentativa de homicídio. Todos são acusados de homicídio triplamente qualificado e entraram com habeas corpus para responder o processo em liberdade.
Inicialmente, o pedido de exumação não foi acatado pela juíza Maria Aparecida Ferreira Fago, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, que determinou ao Pronto-Socorro da Capital a entrega do prontuário médico de Reginaldo, com todas providências adotadas e remédios ministrados ao paciente.
O PS tem 10 dias para entregar o documento, que será analisado sobre o possível erro médico. Embora Medeiros nunca tenha admitido as agressões contra Reginaldo, a defesa do acusado entende que, pela dinâmica dos fatos, houve, no máximo, lesão corporal seguida de morte, e não homicídio triplamente qualificado.
Para o advogado da família de Reginaldo, Hélio Nishiyama, o pedido de exumação é uma tentativa de protelar o processo. "O perito que fez a necropsia prestou depoimento e respondeu todos os questionamentos sobre o caso. Na época, ele mesmo descartou a necessidade de uma exumação. Isso provocaria ainda mais sofrimento na família", disse.
A juíza indeferiu ainda os pedidos de liberdade solicitados pelos quatro seguranças do Goiabeiras Shopping center acusados da agressão: Ednaldo Rodrigues Belo, Jorge Dourado Nery, Valdenor de Moraes e Medeiros. Ela entende que a marcha processual encontra-se no prazo legal, inexistindo qualquer constrangimento, alegando que a manutenção da prisão será apreciada na fase oportuna.
Depoimentos
A magistrada marcou audiência instrutória para os dias 23 e 24 de novembro, quando serão ouvidas as 34 testemunhas, incluindo as de acusação e defesa, além dos 4 seguranças apontados como agressores de Reginaldo.