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    21.11.09 | 11h06 - Atualizado em 21.11.09 | 11h20
  • Processos judiciais agravaram doença de ex-prefeito Celso Pitta

  • Ele enfrentava processos judiciais na área de família e da Operação Satiagraha


  • Arquivo/Agência Estado

    O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, em 2000


    DA AGÊNCIA ESTADO/ G1

    O advogado responsável por ações na área de família do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, Reno Battaglia, informou há pouco, em entrevista no hospital Sírio-Libanês, que na avaliação do próprio Pitta houve um agravamento de sua doença em decorrência do que ele passou em 2008 e 2009. Ele se referia a processos judiciais enfrentados pelo ex-prefeito na área de família e da Operação Satiagraha da Polícia Federal. O processo desta operação da PF está tramitando na Justiça desde 2008.  

    Segundo o advogado, Pitta enfrentou a doença com muita bravura. "Ele continuou fazendo exercícios e manteve sua dieta, porque era diabético", afirmou. Ele ressaltou que o ex-prefeito passava por dificuldades financeiras conhecidas, "inclusive não tendo como pagar pensão alimentícia" à ex-mulher Niceia Camargo. 

    Pitta chegou a cumprir prisão domiciliar, por 30 dias, em maio deste ano em decorrência do não-pagamento da pensão alimentícia à ex-mulher.  

    De acordo com Battaglia, os processos em que Pitta estava envolvido terão continuidade mesmo após o falecimento do ex-prefeito, para apurar responsabilidades. Ele informou ainda que o patrimônio de Celso Pitta está bloqueado.

    Processos

    Segundo o advogado, o patrimônio de Pitta está bloqueado devido a processos judiciais referentes à gestão dele quando prefeito. Para Battaglia, as ações cíveis a que o ex-prefeito respondia, como o processo referente à pensão alimentícia, não devem ser extintos, mas os processos criminais, como o da Operação Satiagraha, sim.

    O mandato de Pitta foi marcado por suspeitas de corrupção, com denúncias surgindo em março de 2000, principalmente por parte de sua ex-esposa, Nicéia Camargo. As denúncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários - entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios.

    'Bravura'

    Em entrevista coletiva concedida no Hospital Sírio-Libanês, Battaglia disse que Pitta era um "guerreiro" e que enfrentou a doença "com bravura". "Era um atleta, corria e andava. Fazia exercícios em casa", disse.

    Segundo ele, a família vinha sofrendo com a doença. "Estão todos abalados. A atual convivente dele, a mãe, a sobrinha, as pessoas com quem ele tinha contato, com quem eu pude falar. Todos estão muito tristes. Eles já estavam sofrendo muito com a doença."

    Velório e enterro

    Boletim médico divulgado pelo hospital informou que a doença vinha vinha sendo tratada desde janeiro desse ano, quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino.

    De acordo com o boletim, Pitta estava internado desde 3 de novembro, acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelos médicos Raul Cutait e Paulo Hoff.

    O velório está marcado para as 12h, na Assembléia Legislativa, e o enterro, para as 17h, no cemitério Getsêmani, em São Paulo.  

    Eleição e mandato

    Pitta foi eleito em 1996, com 62,2% dos votos, apoiado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP), de quem havia sido secretário. Ele esteve à frente da prefeitura até 2000.

    O mandato de Pitta foi marcado por suspeitas de corrupção, com denúncias surgindo em março de 2000, principalmente por parte de sua ex-esposa, Nicéia Camargo. As denúncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários - entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios.

    Segundo a assessoria do advogado do ex-prefeito, Pitta vinha trabalhando como economista, prestando assessoria a empresas.

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