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/ CIÊNCIA E SAÚDE
Teste genético ajuda a encontrar melhor dieta
Também é possível investigar como o corpo processa alguns nutrientes e vitaminas
DO R7
Feito com uma amostra de saliva, o exame custa R$ 1.200 e está disponível em um único laboratório da capital desde o mês passado. Trazido para o Brasil pelo grupo Dasa Medicina Diagnóstica, o procedimento começou a ser oferecido primeiro no Rio de Janeiro, em fevereiro. Desde que a novidade chegou a São Paulo, a clínica geral Paloma Garcia Franceschi, especializada em promoção de saúde, já indicou o exame para mais de 20 pacientes.
— É uma ferramenta para quem trabalha na promoção de saúde. O foco não é a doença, mas o que se pode corrigir para não adoecer.
Já o endocrinologista carioca Tércio Rocha, que também tem indicado o exame a alguns de seus pacientes, acredita que os mais beneficiados são aqueles que já testaram várias estratégias de emagrecimento e ainda não obtiveram sucesso.
— O teste aponta quais alimentos o paciente metaboliza bem, quais ele metaboliza mal, por que não deve usar determinadas substâncias, qual o gene que dispara compulsões por alguns tipos de alimento.
O laudo do exame, explica Rocha, traz explicações e recomendações didáticas que podem ser aproveitadas pelo médico envolvido no processo de emagrecimento e também pelo educador físico ou pelo nutricionista.
— Não é um laudo para geneticista, mas para clínicos gerais e profissionais da saúde.
Outras especialidades médicas, como cardiologistas e ginecologistas, também podem tirar proveito das informações.
A médica Ilana Renault, pesquisadora do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e consultora do Dasa, exemplifica algumas das aplicações do exame. Ele é capaz de identificar, por exemplo, se o paciente tem dificuldade de metabolizar os derivados do leite. Se esse for o caso, a dieta não poderá ser a do tipo mediterrâneo, que envolve o consumo de muito queijo.
Membro da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), o médico Carlos Alberto Nogueira de Almeida diz que os testes genéticos são uma ferramenta a mais para a determinação de um cardápio personalizado, pois mostram predisposições. Mas, por outro lado, ainda não são a resposta definitiva para se encontrar a dieta ideal.
Almeida lembra que algumas características são determinadas por um conjunto muito grande de genes.
— A obesidade está ligada a mais de 400 genes diferentes. Um teste muito bom, que pegue 70 desses genes, ainda estará deixando de avaliar os outros.
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