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Seleção se prepara para final olímpica com expectativa de ‘entrar na História’
"É uma grande seleção que está jogando há bastante tempo junta"
Reprodução
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DE BBCBRASIL
A Seleção brasileira de futebol entra em campo neste sábado, contra o México, pela final da Olimpíada, sob a pressão de nunca ter vencido o torneio e com a expectativa de "entrar para a História".
Os jogadores, concentrados em St Albans, a meia hora de Londres, ressaltaram várias vezes o caráter "histórico" da partida e a força do adversário – o México, que no último duelo com o time brasileiro principal (não o olímpico), em Dallas, em junho, venceu por 2 a 0.
"É uma grande seleção que está jogando há bastante tempo junta", disse o atacante Neymar, que participou da partida de junho. Ele também disse torcer para que o México não conte com Giovani dos Santos, principal jogador mexicano que está lesionado e é dúvida para a partida de sábado.
O meio-campo Sandro, que é companheiro de Giovani no clube inglês Tottenham, disse que o mexicano "é capaz de decidir o jogo em um lance", mas que a eventual ausência do jogador não tornará a partida mais fácil para os brasileiros: "O México não chegou à toa à final, e temos que estudá-lo, jogue (Giovani) ou não".
"Temos consciência do que representamos e de que podemos ficar na História. Todos estão cientes do que pode ser esse grande jogo de sábado", disse Sandro.
O próprio técnico Mano Menezes já havia destacado anteriormente que a equipe mexicana está há mais tempo atuando junta, em comparação com o pouco tempo de preparo para a seleção brasileira olímpica.
Nas casas de apostas britânicas, o Brasil é apontado como favorito, por ser uma seleção de mais tradição e títulos. Mas Neymar descartou favoritismo, dizendo que todos são iguais numa final.
Pressão
A final de sábado será a terceira do futebol masculino do Brasil em Olimpíadas – as últimas, em que a seleção saiu derrotada, foram em 1984 e 1988.
Neymar admitiu que uma medalha de prata não vai satisfazer a seleção. "Ficaria triste. É uma final e estamos em busca do ouro."
Diante da grande expectativa pelo ouro inédito, o meio-campo Rômulo disse que "a pressão da camisa é grande e a ansiedade sempre tem. Mas está controlada, para não nos atrapalhar lá na frente".
Questionado se está difícil dormir por conta da ansiedade, Neymar disse que "difícil vai ser dormir depois do título, se ele vier".
"São dois anos de trabalho (desde a classificação para a Olimpíada, no torneio sul-americano) e temos apenas 90 minutos para fazer história. É uma chance única, a gente não sabe se vai estar em outra Olímpiada."
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