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Maluf não assina documento para acabar com OSS no Estado

Candidato diz que organizações podem funcionar bem

Thiago Bergamasco/MidiaNews

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Tucano ressaltou que é contra OSS em programas como o Saúde da Família

HELSON FRANÇA
DA REDAÇÃO

Dentre todos os seis candidatos a prefeito de Cuiabá, Guilherme Maluf (PSDB) foi o único a não assinar o Projeto de Lei de iniciativa popular que pretende revogar a Lei Estadual que autoriza a atuação das Organizações Sociais de Saúde (OSS) no Estado.

Representadas por entidades que firmam parceria com o poder público para terceirizarem os serviços nas unidades médicas, as OSS, em tese, funcionam como um instrumento para se privatizar a saúde. O alerta é do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).

O ato de assinatura do documento aconteceu na noite dessa quarta-feira (19) na sede do CRM, durante debate promovido pela entidade, que contou com a presença, pela primeira vez, de todos os postulantes ao Executivo da capital.

Nesta quinta-feira (20), o Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso baixou uma normativa que proíbe o governo de contratar OSS, mas não revoga a Lei Estadual.

Maluf, que se licenciou do cargo de deputado estadual para disputar o pleito, argumentou que não assinou o documento por ter dado parecer favorável à criação da Lei Estadual que autorizou o funcionamento das OSS em Mato Grosso, em votação ocorrida na Assembleia Legislativa há aproximadamente um ano e meio. “Seria incoerência minha assinar”, afirmou.

Mesmo reconhecendo que muitas Organizações Sociais deixam a desejar, Maluf considera que parte delas pode funcionar bem na administração hospitalar.

“As OSS não são de todo mal e podem ser uma importante ferramenta para modernizar o atendimento à população”, defendeu.

Maluf ressaltou, porém, que não é favorável à utilização das OSS nos Programa de Saúde da Família (PSF), postos de sangue - como o Hemocentro do Estado - e no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. De acordo com ele, essas unidades já têm corpo efetivo de funcionários e materiais que devem ser aproveitados.

Desde que a Lei de implantação das OSS no Estado foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), os hospitais regionais de Cáceres, Rondonópolis, Colíder e Alta Floresta passaram a ser gerenciados pelas organizações. Parte do Pronto-Socorro de Cuiabá também é gerida por uma OSS.

Desde o início, o CRM-MT se posicionou contrário à adoção da medida, por entender que a gestão da saúde municipal e estadual é de responsabilidade do poder público.

De acordo com o Conselho, a gestão pelas OSS atrapalha a realização de concursos públicos e desvaloriza a classe médica, pois prevê que os profissionais recebam os salários de acordo com a produtividade. “Na ótica das OSS, os pacientes são números, não pessoas”, critica a presidente do CRM-MT, Dalva Alves das Neves.

"Puxão de orelha"

Logo após dar as boas vindas aos candidatos, a presidente do CRM-MT tratou de endurecer o discurso. Dalva lembrou que é prática comum neste período eleitoral que postulantes façam muitas promessas, que, na maioria das vezes, não são cumpridas. Ela enfatizou que os secretários de Saúde, Estadual e Municipal, são omissos.

“Vejo um governo estadual sem nenhum comprometimento com a saúde. Já em Cuiabá, a saúde encontra-se num verdadeiro caos. O Pronto-Socorro da Capital é um vexame, nos envergonha. É um local onde as pessoas são tratadas sem nenhuma dignidade e respeito. Isso cai nas custas do médico”.

Dalva frisou que o médico não pode ser culpado pelo mau atendimento oferecido à população, pois a estrutura ofertada para a área da saúde é precária. “Não há do que se orgulhar da saúde em Mato Grosso ou em Cuiabá”, desabafou Dalva, aos seis candidatos a prefeito.






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Arislene  21.09.12 07h29
Todos os dias nos deparamos com situações de horror nas unidades de saude.Mas,acredito que,as OSS,seja um forma de encontrar uma saida.Falamos muito sobre problemas que em suma não é privilégio somente do estado.Sei que pode sim ter pontos desfavoráveis sobre as OSSs,mas devemos considerar que há uma vontade politica de fazer com que este caos,seja de alguma forma amenizado.
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