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Policial militar é preso por sequestro e cárcere privado de catador de latinhas

Vítima foi acusada de ter furtado ventiladores de boate

DA REDAÇÃO
O cabo da Polícia Militar J.C.S., de 41 anos, foi preso acusado de sequestro e cárcere privado praticado contra o catador de latinhas W.R.C., de 29 anos. O policial está lotado na Agência Central de Inteligência da PM.

O catador teria sido colocado no porta-malas do Ecosport do policial e sofrido uma sessão de torturas, com participação de mais três pessoas – dois seguranças e o suposto proprietário de uma casa noturna localizada no bairro Ponte Nova, em Cuiabá.

O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (31) e teria sido motivado pelo furto de oito ventiladores da casa noturna ocorrido há vários dias.

A prisão do PM ocorreu por volta das 17 horas, no Beco da Lama, no bairro Porto, após um morador acionar o 1º Batalhão sobre “um homem que apanhou e a acusava de estar com produtos roubados”.

Os policiais que foram verificar a ocorrência encontraram o catador de latinhas todo lesionado no porta-malas. A vítima e o cabo foram levados para o Plantão Metropolitano da Capital, e o policial foi autuado por sequestro e cárcere privado.

Ele pagou fiança e foi liberado para responder em liberdade, como determina a lei. Em seguida, a vítima foi levada até a Policlínica do Planalto.

Na Delegacia, os policiais que atenderam a ocorrência entraram em contato com um dos sócios da casa noturna e sua descrição física não batia com nenhum dos torturadores. Os outros seriam seguranças da empresa privada que presta serviço para a casa noturna.

O caso agora será encaminhado para a Delegacia do Planalto, onde o delegado Genisson Brito deverá identificar e indiciar os autores da tortura.

Retaliação

Segundo relato do catador de latinhas, ele passava em frente à casa noturna quando um vigia o chamou. Ao se aproximar, foi abordado por mais duas pessoas – uma delas seria um dos sócios da casa noturna.

“Fui torturado. Acertaram chutes, me enforcaram, me afogaram, me deram choque. Apanhei demais”, relatou a vítima. Ele diz que seus torturadores inicialmente queriam que ele desse conta dos oito ventiladores furtados.

A vítima respondeu que não sabia, e havia encontrado um deles jogado no mato e desmontado. Então, resolveu pegá-lo para vender as peças.

Ele conta que bolou um plano após ser torturado: resolveu dizer que os ventiladores estavam escondidos numa casa no Beco da Lama. Como os torturadores iriam levá-lo para apontar a casa, acreditava que, se apontasse a casa errada, a pessoa iria chamar a Polícia.

A vítima então, foi colocada amarrada no porta-malas do carro do militar para mostrar a casa. Ao passar no beco, apontou a primeira casa. A proprietária negou estar com os ventiladores. A vítima então, apontou outra casa. O terceiro vizinho entrou em contato com a PM.



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