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Apenas quatro hospitais ainda atendem pelo MT Saúde

Sindicato divulga lista de médicos e unidades de saúde conveniados ao plano

Thiago Bergamasco/MidiaNews

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Clínica Femina, no bairro do Baú, em Cuiabá, avisa que não atende usuário do MT Saúde

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
O Sinterp-MT (Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Assistência e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso) divulgou, na quarta-feira (28), a lista de hospitais, casas de saúde e laboratórios que continuam atendendo pelo MT Saúde, o plano de saúde dos servidores estaduais, subsidiado pelo Governo de Mato Grosso.

A realidade dos 16 mil titulares do plano é preocupante, segundo o presidente do sindicato e membro do Fórum Sindical, Gilmar Brunetto. Isso porque que nenhuma unidade de saúde ou médico estaria atendendo pelo MT Saúde no interior do Estado, e, na Capital, a assistência é considerada precária.

De acordo com a lista, que foi repassada ao Sinterp pela operadora de saúde, apenas quatro hospitais, situados na Grande Cuiabá, continuam prestando serviços aos usuários do plano, sendo três deles com atendimento garantido somente no setor de Pronto-Atendimento.

Além disso, os usuários podem contar ainda com seis laboratórios e oito médicos ainda ativos pelo plano, bem como uma clínica de fisioterapia.

Thiago Bergamasco/MidiaNews

Usuários do MT Saúde buscam atendimento, mas continuam sem assistência

Algumas unidades de saúde na Capital já, até mesmo, fixaram faixas em suas fachadas, informando sobre o não-atendimento pelo plano.

Segundo Brunetto, a falta de atendimento é resultado da falta de pagamento, por parte do Estado, da dívida contraída – e já parcelada – junto à rede credenciada, em acordo fechado em abril deste ano entre os hospitais, clínicas, laboratórios e médicos, o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa, com testemunho do Fórum Sindical.

Abandono


O plano, que antes contava com 22 mil titulares, já foi abandonado por milhares de servidores estaduais, que viam a mensalidade do MT Saúde ser descontada, mensalmente, de suas folhas de pagamento, enquanto o atendimento era negado pela rede credenciada.

Alguns recorreram à Justiça para conseguir atendimento, realização de exames e cirurgias pelo plano, enquanto outros recorreram à assistência médico-hospitalar na rede pública ou de forma particular.

Dívida


O Estado tem uma dívida de R$ 34 milhões com a rede credenciada de atendimento ao MT Saúde. Cerca de R$ 18 milhões são referentes a uma dívida antiga de R$ 44 milhões pelos serviços prestados de médicos, clínicas, hospitais e laboratórios conveniados.

Já os outros R$ 16 milhões são referentes à falta de pagamento para a OS (Organização Social) São Francisco Sistema de Saúde, que assumiu a gestão do MT Saúde em caráter de emergência.

Por conta dos problemas, pelo menos 300 instituições, entre hospitais, clínicas e laboratórios, deixaram de atender os usuários do MT Saúde.

Nova proposta


Está tramitando na Assembleia Legislativa um projeto de lei complementar que regulamenta um novo modelo de gestão do MT Saúde.

O projeto regulamenta o pagamento de um auxílio-saúde e, se for aprovado, dará aos usuários do MT Saúde a possibilidade de escolha entre continuarem conveniados ao plano do Estado ou migrar para uma das operadoras de saúde apresentadas pela empresa Aliança Administradora de Benefícios de Saúde, cujo contrato foi homologado em outubro deste ano, pelo secretário de Estado de Administração, César Zílio.

De acordo com o secretário, o MT Saúde continuará existindo, mas o servidor poderá decidir de continuará ligado ao plano de saúde do Estado ou se prefere receber um auxílio do Estado, direto na folha de pagamento, para se conveniar a uma das operadoras oferecidas. Para isso, será necessário que haja um recadastramento de todos os servidores.

Entre as interessadas estão a Unimed, Amil e SulAmérica.

Outro lado


Em nota enviada ao site, a assessoria da SAD (Secretaria de Estado de Administração) afirmou que, do acordo firmado entre o Governo do Estado e a rede credenciada, restam ser pagos R$ 15 milhões, cuja dívida foi renegociada e o pagamento está sendo feito dentro do cronograma firmado.

Já a dívida contraída com a antiga operadora do plano, a São Francisco Saúde, o Estado afirma que resta pagar apenas R$ 2,4 milhões, que deverão ser quitados no dia 30 de novembro.

"Do acordo feito no início do ano entre o Governo do Estado e a Rede Médica Credenciada, incluindo médicos, hospitais e laboratórios, restaram a ser pagos R$ 16,9 milhões, sendo que depois do acordo com o governador Silval Barbosa, priorizou-se o pagamento às cooperativas, as quais já receberam R$ 1,39 milhão.

Com os R$ 15,51 milhões restantes foi feita uma planilha com uma metodologia de pagamento junto com o Sindmed, sendo que o primeiro pagamento está sendo realizado nesta terça-feira (27) no valor de R$ 3,5 milhões, completando mais R$ 1,5 milhão até o fim desta semana para a rede do interior, devido a demora no envio das notas fiscais. Outro pagamento no valor de R$ 5 milhões está previsto para o dia 20 de dezembro deste ano.

Com a São Francisco Saúde, o Estado acumulou uma dívida de R$ 12,9 milhões, da qual já foram pagos R$ 10,5 milhões, restando R$ 2,4 milhões que serão pagos no dia 30 de novembro, quitando assim essa dívida".

Confira abaixo a lista de unidades e médicos que estão atendendo pelo plano e, em anexo, a cópia, disponibilizada pelo Sinterp-MT, do acordo fechado entre o Governo do Estado e a rede credenciada:

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Lucas  24.01.13 17h11
Esse nosso Governador é mtooo fraco, deixando de lado o principal objetivo, q é priorizar a saúde da população. Quero só ver se ele irá permanecer no governo em 2014, e outra coisa, NUNCA IRÁ SER NOSSO SENADOR!!!! por que quero q o nosso Brasil cresça e não quero q caia cada vez mais, pq esse CIDADO NÃO SABE ADMINISTRAR O NOSSO ESTADO, ENTAUM TBM NÃO SABE ADMINISTRAR O NOSSO PAÍS.
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Paulo Roberto  29.11.12 10h51
Isso é uma falta de respeito com o servidor público, até quando isso vai continuar, estão procurando o rombo financeiro do MT SAÚDE, e esquecendo do ser humano (servidor público), que está pedindo socorro nas Policlinicas e Pronto Socorro, isso é uma vergonha, para uma Capital que é sub-sede da Copa do Mundo de 2014, falta gestão, autoridade, pulso firme ao governador junto aos seus secretariados.
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