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/ A FARRA DAS DROGAS
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Barões do tráfico concentram atuação em Mato Grosso

Um deles, o boliviano Rivero, costumava circular ao lado do então governador Blairo Maggi, segundo a revista Época

Marcos Bergamasco/Secom-MT

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O traficante boliviano Rivero, então prefeito de San Matias, circula ao lado de Maggi, em 2005

RAFAEL COSTA
DA REDAÇÃO

Cinco dos oito homens que controlam o tráfico de drogas no Brasil, dentro ou fora da cadeia, atuam fortemente em Mato Grosso e consideram o Estado essencial para ampliação de negócios ilícitos.

A revelação consta em reportagem especial da revista Época, assinada pelos jornalistas Hudson Côrrea e Leonardo Souza, e que circula nesta semana.

Conforme a publicação, um dos chefes do tráfico Huber Velardi Rivero, ex-prefeito de San Matias, município boliviano que fica a 80 Km de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá).

Sua prisão foi decretada pela Justiça Federal de Mato Grosso, porém, ele continua em liberdade e toca negócios fraudulentos na Bolívia.

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de Mato Grosso, a quadrilha boliviana troca entorpecentes por carros roubados em Cáceres, Cuiabá e Alto Garças (357 km ao Sul de Capital). De Mato Grosso, a cocaína abastece estados brasileiros como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rondônia.

A reportagem revela ainda que o traficante Huber Rivero costumava se encontrar com o então governador Blairo Maggi (PR), em eventos públicos que debatiam a integração econômica do Brasil com a Bolívia.

Um desses encontros ocorreu em fevereiro de 2005, quando Maggi liderou uma expedição estradeiro e foi recebido por Rivero, então prefeito de San Matias. O fato foi registrado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Rivero se afastou da política depois que acusações atingiram sua imagem, porém, elegeu como sucessor o sobrinho Denny Villaroel.

Cáceres: entrada para cocaína

De acordo com a reportagem, o município de Cáceres é controlado por megatraficantes, que enxergam no território a porta de entrada para comercializar drogas. Por conta disso, é a cidade brasileira que mais favorece a entrada da cocaína no país.

Conforme dados fornecidos à revista pelo delegado federal Dennis Maximino do Ó, em 2003, o volume de cocaína apreendida em Cáceres chegava a 100 quilos. Em 2010, saltou para 1,4 mil quilos.

O comércio de drogas comandado por Rivero e seu irmão Adan Ademilson levam ambos a serem considerados pela Polícia Federal "barões do tráfico".

A Procuradoria da República denunciou os dois à Justiça Federal, por fazerem parte de uma quadrilha com a qual foram apreendidos 913 quilos de cocaína e quase meio milhão de dólares, em junho de 2009.

Domínio do tráfico

Quem também usa Mato Grosso como terreno para atividades criminosas é o traficante Lourival Máximo da Fonseca, que está foragido da Justiça brasileira. A PF suspeita que ele esteja escondido na Bolívia.

Conforme Época, os entorpecentes de origem boliviana são lançados em fazendas localizadas em Cáceres. As remessas também são feitas por terra, principalmente em Corumbá (Mato Grosso do Sul).

Os Estados abastecidos com a cocaína são Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

O traficante Maximiliano Dorado Munhoz Filho, mesmo preso no Brasil por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, também ordena o lançamento de cocaína por aviões, em propriedades rurais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para abastecer o comércio da droga em Rondônia, São Paulo e Paraná.

A droga que é vendida para a Europa passa por Mato Grosso.

O traficante Luiz Carlos da Rocha, o "Cabeça Branca", foragido da Justiça brasileira, traz a cocaína da Bolívia em aviões e manda lançá-las em fazendas de Cáceres.

A partir daí, segue em caminhões até o São Paulo e Rio de Janeiro, para abastecer o mercado nacional, e é enviada à Europa, em meio a mercadorias.

Condenado a 17 anos e 8 meses de prisão pela Justiça Federal de Santa Catarina, o traficante brasileiro Jarvis Chimenez Pavão traz entorpecentes da Bolívia em aeronaves paraguaias, que seguem para Cáceres e descem para abastecer Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.




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14 Comentário(s).

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Maraisa  04.10.11 23h09
VOLTA DANTE DE OLIVEIRA, VOLTA PRA TERRA, VOLTA PARA NOS AJUDAR!!!! O MELHOR E MAIS ÍNTEGRO GOVERNADOR NA NOSSA HISTÓRIA, RESPEITADO NACIONALMENTE E INTERNACIONALMENTE ATÉ OS DIAS DE HOJE!!!! ISSO ERA ESTADISTA E HOMEM PÚBLICO!!!
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RAIMUNDO   04.10.11 14h19
QUE FALHOU NESTA VISITA FOI O SERVIÇO DE INTELIGENCIA DO GOVERNADOR, QUE AO SABER QUE O MESMO IRIA FAZER UMA VIAGEM A UM PAIS COMPLETAMENTE DOMINADO POR TRAFICANTES, NÃO CHECOU A LISTA DE RECPICIONISTA DA COMITIVA, UMA FALHA MUITO GRAVE, EM SE TRATAR DE UMA AUTORIDADE BRASILEIRA, ISSO SERVE PARA O GOVERNADOR SIVAL, QUE NÃO INVESTE EM SEGURANÇA PUBLICA E ETAR INVESTIDO EM UMA POLICIA DE FRONTEIRA QUE NÃO É PAPEL DO ESTADO E SIM DO GOVERNO FEDERAL, É DE SE DESCONFIAR DFA LISURA DESTA FORÇA POLICIAL,,,, FICA UM ALERTA PARA O GOVERNO FEDERAL E POLICIA FEDERAL. DIVISÃO DE UM PAIS E COMPETENCIA DAS FORÇAS FEDERAIS....
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silvia  04.10.11 11h54
Isso tudo acontece porque não tem fiscalização nas estradas...Quinhentas vezes passo no trevo do Lagarto....os PFs so estão no computador...se encontrar com ele na BR 070 pode esperar que teve acidente.... Quando prendem algum carregamento...somente ocorre por denuncia...
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Viviane  04.10.11 11h41
Como é que o Blairo iria saber quem é o cara, se ele era Prefeito da cidade. Eu só não tenho dó pq o Blairo apoiou o PT que nunca gostou dele. Toma Blairo!!
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Amanda Duarte  04.10.11 10h21
Se a expedição foi até tal cidade e o prefeito era o sujeito por que que os afoitos de plantão queria que o Governador fosse recebido. Aí já é forçar a amizade!
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