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Cotidiano / CAFÉ E CHEQUES
21.05.2014 | 10h04
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Alvo da PF diz que pagou R$ 1,4 milhão a Chico Galindo

Anotação apreendida mostra relação de pagamentos feitos por Júnior Mendonça

Secom AL

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O ex-prefeito Chico Galindo, que teria recebido lote de cheques de suspeito

RAMON MONTEAGUDO
DA REDAÇÃO
As buscas e apreensões feitas pela Polícia Federal, durante as primeiras fases da Operação Ararath, deflagrada em novembro do ano passado, resultaram na apresentação de diversos documentos e anotações, feitas de próprio punho, pelo empresário Júnior Mendonça.

Ele é suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que abastecia políticos, empresários, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, e até membros do Judiciário de Mato Grosso.

Uma das anotações, apreendida na residência do pai de Júnior Mendonça, citaria pagamentos da ordem de R$ 1,4 milhão ao ex-prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB).

A anotação, ao qual o MidiaNews teve acesso, foi feita em 2009, segundo Mendonça. E se refere a operações financeiras realizadas a "mando e indicação" do então secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes.

Segundo a investigação, ele usaria as empresas Amazônia Petróleo e Globo Fomento, de Mendonça, como um banco paralelo, para fazer pagamentos e lavar dinheiro.

Na anotação, constava o saldo da conta corrente da empresa de Mendonça, em dezembro de 2009: mais de R$ 13,8 milhões.

Café e lote de cheques

Segundo Mendonça, o pagamento a Galindo, no valor de R$ 1,4 milhão, foi feito no apartamento do ex-prefeito.

Ele foi pessoalmente repassar o dinheiro ao ex-prefeito. À Polícia Federal, Mendonça conta que foi recebido pelo próprio Galindo. E que, após tomar um café, entregou ao político um lote de cheques, cujo emitente era a empresa Amazônia Petróleo.

Os cheques, todos do Bradesco, somavam a quantia de R$1,4 milhão.

Segundo Mendonça, o valor se referia a parte de pagamento de um negócio, realizado com Galindo, na compra de um canal de televisão, que foi instalado em um prédio comercial na Avenida da Prainha, em frente ao colégio são Gonçalo.

Na mesma anotação, Mendonça relacionou vários outros pagamentos, como para o Mixto Esporte Clube, no valor de R$ 250 mil.

Há também a anotação de suposto pagamento de R$ 1,5 milhão, ao então conselheiro do Alencar Soares, do Tribunal de Contas do Estado.

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Renato  23.05.14 15h44
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_Marcelo_  21.05.14 13h45
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Maria Aparceida Resende Souza  21.05.14 11h15
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