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Cotidiano / "DADOS DA DÍVIDA"
21.05.2014 | 11h57
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Ministro do STF cita "caderno espiral" de Silval Barbosa

Dias Tofolli considerou informação de Júnior Mendonça sobre "acerto de contas"

STF

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O ministro Dias Tofolli, que decretou busca e apreensão no apartamento de Silval

DA REDAÇÃO
O ministro Dias Tofolli, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou como “elemento mais relevante” para decretar a busca e apreensão na residência do governador Silval Barbosa (PMDB), em Cuiabá, a existência de um “caderno de espiral, de tamanho universitário”.

É nesse caderno, que segundo o empresário Júnior Mendonça, alvo primeiro da Operação Ararath, Silval tinha anotado "todos os dados de uma dívida", referente a um “acerto de contas”.

"Em uma oportunidade, em que esteve no gabinete de SIlval Barbosa, durante um acerto de contas, o declarante viu Silval folhear um caderno espiral, de suas anotações, para conferir os dados a respeito da dívida"


O ministro do STF cita o depoimento de Mendonça, tomado em 24 de abril deste ano.

Na ocasião, ele declarou que ouviu dizer eu Silval Barbosa mantém em seu apartamento um caderno onde registra suas negociações.

“Em uma oportunidade, em que esteve no gabinete de SIlval Barbosa, durante um acerto de contas, o declarante viu Silval folhear um caderno espiral, de suas anotações, para conferir os dados a respeito da dívida”.

No depoimento, Júnior Mendonça não soube dizer se esse caderno de anotações é o mesmo que o governador manteria em seu apartamento.

"Cadeia de relacionamentos"

Segundo Tofolli, esses elementos “perfazem fundadas razões para autorizar busca e apreensão na residência de Silval Barbosa".

A busca foi feita na manhã de ontem (20), pela Polícia Federal, no apartamento de Silval, localizado no Edifício Riviera da América, em Cuiabá.

"E, quando menos, plausível que ele mantenha registro desses valores, de seu emprego ou guarde escritos, mesmo em meio virtual, que elucidem a cadeia de contatos e relacionamentos que possibilitaram a contratação desses empréstimos", citou o ministro.

Na decisão, datada de 15 de maio passado, o ministro Dias Tofolli ressaltou que não julgou necessário ampliar a busca ao gabinete de Silval Barbosa.

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3 Comentário(s).

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Barbara  25.05.14 08h59
Sinto-me envergonhada de ser brasileira as vezes, por me manter omissa diante de fatos como esses. Vejo o quanto nosso país, principalmente meu município precisa de verbas para a educação, o prédio escolar ruindo, a merenda escolar reduzida ao extremo, falta de funcionário para manter a organização e limpeza do prédio. E esses “ladrões” “roubando” na nossa cara, pintando e bordando com nosso dinheiro, e nós todos aqui só assistindo como se não nos prejudicassem em nada. Na greve dos profissionais da educação estadual esses “vigaristas” assim como tantos outros, afirmando que a folha de pagamento estava encharcada, mendigando uma mixaria de aumento comparado ao salário “deles”. E agora aparece de cara lavada “roubando” dos cofres públicos, e agora como ele explica a declaração que deu sobre os aumentos salariais? Acorda Brasil, vamos expulsar essa corja.
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Angelo Falcão de Figueiredo  22.05.14 07h51
Gostaria de saber se nesses casos atingindo a classe política o STF vai utilizar a teoria do "domínio de fato"? Afinal, essa teoria deve valer pra todo mundo, já que a Justiça é igual para todos!!
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Rodrigo  21.05.14 13h32
Agora sim, dará gosto de torcer para o Brasil na Copa!
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