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Cotidiano / ACUSADO DE ESTUPRO
16.02.2017 | 15h11
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Câmara arquiva pedido de cassação de vereador acusado de estupro

Presidente do Legislativo, vereador Justino Malheiros diz que “Casa só cumpriu a lei”

Marcus Mesquita/MidiaNews

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Chico 2000 (PR) chegou a ficar preso por cerca de 20 dias no Centro de Custódia de Cuiabá

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá decidiu nesta quinta-feira (16) arquivar os pedidos de cassação por quebra de decoro contra o vereador Chico 2000 (PR), acusado de abusar sexualmente da própria enteada de 11 anos, durante uma festa em sua residência.

 

Ao MidiaNews, o presidente do parlamento, vereador Justino Malheiros (PV), disse que a decisão foi embasada em um parecer da Comissão de Ética, que levou em consideração o fato de o vereador ainda não ter sido condenado pelo suposto crime.

 

“Cumprimos a lei. A Lei Orgânica do Município, em seu artigo 20, inciso 8, diz que só pode perder mandado o vereador com sentença transitada em julgado [quando não há possibilidade de recorrer], o que não é o caso do vereador Chico 2000”, afirmou.

 

A Lei Orgânica do Município, em seu artigo 20, inciso 8, diz que só pode perder mandado o vereador com sentença transitada e julgada, o que não é o caso do vereador Chico 2000

Havia dois pedidos de cassação tramitando contra o vereador no Legislativo. Um partiu da ONG Moral e o outro de uma associação que defende os direitos da infância e juventude.

 

De acordo com Malheiros, a Câmara irá esperar uma decisão judicial sobre o caso para depois "tomar as medidas cabíveis".

 

Atualmente, o processo criminal contra o vereador - que chegou a ficar preso por cerca de 20 dias no Centro de Custódia de Cuiabá - encontra-se em investigação na Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Deddica).

 

O delegado Daniel Valente já adiantou, porém, que vai indiciar o vereador pelo crime de estupro de vulnerável.

 

De lá, o processo será remetido ao Ministério Público Estadual (MPE) para que um promotor de Justiça decida se denuncia ou não o parlamentar pelo suposto crime.

 

Caso ocorra a denúncia, o procedimento será levado para análise do juiz da Vara Especializada da Infância e da Juventude de Cuiabá. Se o magistrado acatar a denúncia, Chico 2000 passará a ser réu.

 

O caso

 

Conforme a menina, o caso teria ocorrido no dia 13 de outubro, durante uma festa em comemoração ao aniversário da mãe dela na casa do vereador.

 

No boletim de ocorrência, ela contou que o parlamentar teria pedido para que ela sentasse em seu colo e passado a mão em seus seios e barriga. Em outra ocasião, contou a menor, ele quase teria tocado em seu órgão genital.

 

A menina disse que preferiu não comentar o caso para a mãe na ocasião porque não queria estragar a festa de aniversário dela.

 

“Todavia, narra que hoje 26.11.2016 teve uma discussão com Chico e mãe, e enviou um pedido de socorro para a tia paterna. Informa que nesse tempo a vítima foi para a casa de uma amiga que mora perto da sua casa, e a tia a buscou lá”, diz trecho do boletim de ocorrência. 

 

A mãe da menina perdeu sua guarda no dia 7 de dezembro, em decorrência de um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), acatado pela juíza da Vara de Infância e Juventude da Capital, Gleide Bispo Santos. 

 

Chico 2000, por sua vez, negou o crime e afirmou que a enteada é “problemática” e arquitetou a situação para justificar o seu mau comportamento no colégio.

 

“O que eu posso dizer é que esse é o maior absurdo que pode estar acontecendo comigo. Estou com 61 anos de idade, tenho duas filhas, netos, sempre primei pelo respeito. Quem me conhece sabe o meu comportamento. Sempre procurei ser muito correto, tanto na Câmara Municipal, como na minha vida pessoal. Basta olhar o meu passado para saber se o que está acontecendo é verdade ou é uma baita de uma covardia”, pontuou, chorando.

 

Leia mais:

 

Delegado diz que irá indiciar vereador por abuso de enteada




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8 Comentário(s).

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EVA AUXILIADORA GARCIA DA SILVA  17.02.17 11h11
QUERO AQUI FAZER MEU COMENTARIO CONHEÇO O CHICO A RESPEITO MUITO ACREDITO MUITO NA SUA HONESTIDADE ,SINCERO , HONESTO, UM HOMEM QUE POUCOS EXISTEM EXCELENTE PROFISSIONAL , UM BOM PAI, RESPEITADOR TENHO PROVAS DE TUDO QUE ESTOU FALANDO.eu sei acredito na justiça de Deus que a verdade um dia vai aparecer na justiça do homem nao acredito ele passou por tudo isso sem merecer ,os verdadeiro criminoso esta solto fazendo arqitetando maldade falando mal de uma pessoa sincera trabalhador,um grande amigo um pai maravilhosa que por onde passa so deicha coisa boas quero aqui agradecer a Deus mas uma vezpor tudo que esta acontecendo de bom a favor do meu grande amigo chico 2000 beijo fique com Deus.
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Antonio de Deus  17.02.17 09h11
Acredito na inocência do Chico, isso será esclarecido pela justiça mostrando a verdade para a população.
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Letícia  16.02.17 19h46
Decisão sensata dos vereadores. Como disse em uma entrevista no último dia 11/02 a Juíza Gleide Bispo Santos da Vara da Infância e Juventude de Cuiaba, ela disse que tem ocorrido falsas acusações de abusos com intuito de reaver guarda do filho. Acusações como essas podem destruir a reputação de qualquer pessoa.
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JOAO  16.02.17 17h33
Falsas denúncias de estupro são cada vez mais comuns, sempre acreditei na inocência do vereador
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Geraldo  16.02.17 17h02
Simples assim. O óbvio. Pelo que sei, não existe nem uma ação penal, apenas inquérito. Claro que fizeram o certo. Parabéns, vereadores.
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