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10.02.2019 | 09h45 Tamanho do texto A- A+

Com 5 mil discos no acervo, sebo reúne raridades da era do vinil

Há dois anos, paixão pela música fez casal unir coleções e criar o "Tchá Por Discos", em Cuiabá

Alair Ribeiro/MidiaNews

A aura em torno dos discos de vinil não se dá somente por conta da estética

KARINA STEIN
DA REDAÇÃO

Amantes de discos de vinil tem um lugar certo na Capital para compartilhar sua paixão. Criado em 2017, o sebo "Tchá Por Discos" reúne mais de 5 mil discos nacionais e internacionais em seu acervo, além de DVDs, CDs, fitas cassete e filmes em VHS, que juntos somam mais de mil itens.

 

Priscilla Figueiredo, 30, e Maximilliano Amorim, 36, eram amigos e se apaixonaram. Ela tinha uma coleção pequena de discos e ele já reunia vários títulos em seu acervo pessoal.

 

Depois de receber de um familiar um grande lote de discos, Priscilla teve a ideia de abrir um sebo, já que não poderia ficar com todos os títulos.

 

O sebo foi batizado por um amigo do casal, um inglês radicado no Brasil. Eles queriam algo que remetessem à cultura cuiabana e foi assim que o nome "Tchá Por Discos" surgiu. 

 

O sebo funciona no coração da casa, que fica no Bairro Boa Esperança. As visitas são feitas apenas com hora marcada, pois Priscilla e Max conciliam os trabalhos com a venda dos discos.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Tcha por Discos

Max Amorim e Priscilla Figueiredo, donos da Tchá Por Discos

O cômodo é tomado por caixas e mais caixas de discos dos mais variados gêneros musicais. À primeira vista, podemos encontrar Clara Nunes, ABBA, Kid Vinil, Michael Jackson, Freddie Mercury, Ella Fitzgerald e Elis Regina.

 

A decoração do espaço fica por conta de relíquias da infância dos anos 80 e 90, como o brinquedo musical Genius e o Pense Bem, da Tec Toy, além de miniaturas de carros antigos feitas de ferro, que também estão disponíveis para a venda.

 

O acervo se renova a todo momento. Muitas pessoas procuram o sebo para dar um destino às coleções, que em alguns casos ficam paradas em casa sem nenhum propósito.

 

A divulgação acontece principalmente no boca a boca. “É bem trabalho de formiguinha mesmo, as pessoas têm que saber que a gente existe”, conta Priscilla.

 

Os discos são vendidos a partir de R$ 3, passando por preços médios de R$ 30 e R$ 45. Dependendo do estado de conservação e de quão rara for a edição, os preços podem chegar a R$ 100 ou até R$ 200. 

 

Durante a nossa visita, o título mais caro disponível era o álbum "Tusk", da banda norte-americana Fleetwood Mac. A edição de colecionador do disco duplo lançado em 1979 sai por R$ 750, porém o valor é negociável.

 

O casal explica que não é só o valor do material físico que conta na hora da venda. A trajetória do artista e o papel do disco na história da música também agregam valor.

 

“Não adianta pensar ‘ah, vou vender por vender discos’. Tem que vender os discos com carinho, tem que ter sentimento. O disco não é só uma mídia como CD, DVD. Você sabe quanto perrengue um músico desses passa para chegar no estúdio para gravar?”, ressalta Max.

 

O espaço da Tchá Por Discos recebe clientes de diversas idades, mas o que chama atenção é a visita de famílias. “Vem pai, mãe e filho juntos. O pai mostra para o filho [os discos] e fala ‘olha, isso aqui que é música’, é bonitinho”, conta Priscilla.

 

Para quem quiser começar a colecionar alguns discos, eles alertam para os cuidados que o vinil exige. O recomendado é que ele seja armazenado dentro de um saco plástico transparente, para evitar poeira.

Tem que vender os discos com carinho, tem que ter sentimento


O ideal é que ele fique em pé em uma caixa, como os discos ficam no sebo, e de preferência com apoios na frente e na parte de trás, para que o disco não escorregue ou fique torto.

 

‘Roda Vinil’

 

Além da Tchá Por Discos, o casal organiza também a feira "Roda Vinil", evento que reúne outros colecionadores da capital para a troca e venda de itens colecionáveis.

 

O encontro já teve edições em vários pontos da cidade, incluindo na sede do sebo. O início foi com os discos, mas a variedade de objetos foi aumentando com o tempo.

 

“A gente pegou agora uma coleção grande de selos. Tem outras coleções sendo envolvidas além da coleção de disco. Já está virando um ‘Roda Coleção’. O vinil é o principal para atrair outras coleções e é uma das principais coleções que o ser humano moderno urbano tem feito”, declara Max.

 

Para quem quiser saber mais sobre o Tchá Por Discos, o sebo tem perfis no Instagram e no Facebook, onde eles divulgam novos títulos que entraram para o catálogo, além das datas das próximas edições do Roda Vinil.

 

 

 

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