Cuiabá, Domingo, 24 de Março de 2019
SANTA CASA
14.03.2019 | 09h45 Tamanho do texto A- A+

Em CPI, ex-presidente nega mau uso de verba e acusa secretário

Antônio Preza, que deixou a direção do hospital, prestou depoimento em comissão na Câmara

Divulgação

O ex-presidente da Santa Casa de Cuiabá, Antônio Preza, presta depoimento em CPI

DA REDAÇÃO

O ex-presidente da Santa Casa de Cuiabá, Antonio Preza, negou irregularidades e mau uso dos recursos públicos no hospital filantrópico, que interrompeu o atendimento na última segunda-feira (11) em razão de uma grave crise financeira.

 

Ele depôs ontem à tarde na Comissão Parlamentar de Inquérito dos Hospitais Filantrópicos, na Câmara Municipal de Cuiabá.

 

“Todos os recursos públicos que recebemos, que vieram para a Santa Casa, foram prestados contas e aprovados”, afirmou o médico, que deixou a direção do hospital em janeiro em razão do desgaste com a Prefeitura. Ele foi substituído por Carlos Coutinho.

As interpretações equivocadas sobre este assunto quem está dando é a Secretaria Municipal de Saúde

 

Ele também fez acusações ao secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Possas de Carvalho, com quem travou uma queda de braço pela liberação de recursos.

 

"As interpretações equivocadas sobre este assunto quem está dando é a Secretaria Municipal de Saúde. Vou dizer mais: esse secretário que está aí, está fazendo a mesma coisa que o anterior, eu espero que o final dele não seja o mesmo. Todos os pontos levantados pela Prefeitura em nota é uma mentira do secretário", acusou, referindo-se a Huark Correia, que foi preso na Operação Sangria. 

 

A nota a que se referiu o médico foi divulgada no início da semana pelo Alencastro, informando que a unidade é quem deve R$ 24 milhões ao Município e atribuindo à Delegacia Fazendária o pedido para que a Controladoria Geral do Estado fizesse uma auditoria na Santa Casa.

 

Recursos

 

Ainda durante o depoimento, o ex-presidente repassou números sobre os gastos e recursos que foram recebidos.

 

Questionado sobre as dificuldades financeiras da unidade, ele explicou que em 2018, por exemplo, o hospital ficou paralisado por vários meses tendo gerado débitos mensais.

 

“No ano passado ficamos com os serviços paralisados por mais ou menos seis meses, somente atendendo aos pacientes que já estavam internados no hospital. Não tivemos entradas, mas tivemos gastos para manter pacientes e funcionários”, explicou.

 

O ex-presidente foi questionado ainda sobre a solução para os problemas da Santa Casa hoje e também sobre as denúncias de altos salários dentro da Instituição.

 

“Essa história de que funcionários estariam ganhando mais de R$ 40 mil não procede. O maior vencimento pago é de uma funcionária no valor de R$ 20 mil, que trabalha há mais de 20 anos na Santa Casa. Ela recebe esse valor pelo tempo de serviço”, disse. 

 

“Para que a Santa Casa volte ao funcionamento, é necessário dinheiro, não tem outra solução. A Santa Casa deve cerca de R$ 80 milhões. Só com a entrada de recursos poderá continuar prestando seus serviços para a sociedade", afirmou.

 

Após o depoimento, o relator da Comissão, vereador Chico 2000, informou durante a oitiva que o relatório da CPI não será mais entregue na próxima semana, visto que ainda serão necessárias outras oitivas.

 

“Não vamos terminar aqui. Precisaremos realizar outras oitivas. A partir desse depoimento, deveremos convocar novamente o secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho. Vamos também solicitar a intervenção na Santa Casa de Cuiabá”, explicou.

 

“Após esse depoimento eu fiquei respaldado do pensamento em fazer a indicação para essa intervenção. Tivemos o exemplo da Santa Casa de Campo Grande, onde ocorreu uma Intervenção pelo Executivo e está em funcionamento”, afirmou o presidente da Câmara, vereador Misael Galvão.




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