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Cotidiano / INVESTIGAÇÃO
13.08.2017 | 09h11
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“Me atacaram”, diz promotora sobre denúncias de chantagem

Lindinalva Rodrigues e Gerson Barbosa poderão responder a um PAD por suspeita de terem usado o cargo para fins pessoais

Alair Ribeiro/Midianews

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A promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues

VALQUIRIA CASTIL
DO CIRCUITO MT

A promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues afirmou ao Circuito Mato Grosso que as denúncias feitas contra ela e o colega de profissão Gerson Natalício Barbosa de terem supostamente usado dos cargos para obter vantagem pessoal, é uma “história plantada”. Os dois são alvos de um pedido de instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) requerido pela Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP).

 

O conteúdo do procedimento envolve a instauração de inquérito contra o condomínio em que a promotora mora, Terra Selvagem Condomínio e Golfe Clube, em Cuiabá, no qual em 2003 teve a sua casa invadida e assaltada. Segundo Lindinalva, ela teria buscado um respaldo do condomínio, que não deu retorno a ela, com isso ela buscou denunciar a situação.

 

Gerson Natalício foi o responsável por abrir o procedimento de investigação contra o condomínio. Consta na portaria do requerimento do PAD, que ele teria se valido da função para “chantagear” os representantes dizendo que poderia tomar providências quanto às irregularidades ambientais e urbanísticas do empreendimento, para impedir a continuidade de obras no condomínio.

 

Contudo, Lindinalva afirma ter agido como consumidora ao entrar com a ação contra o condomínio que comercializou o local como “seguro e tranquilo”.

 

“Me atacaram. Por eu ter o cargo de promotora, eles não desvincularam isso da minha denúncia como consumidora. Quando me venderam o terreno eu já era promotora, não fiz nada de errado, não ganhei com essas ações. Se tivesse tido algum benefício, se tivessem arrumado o condomínio, que era o meu sonho, dado aquilo que venderam, mas não fizeram absolutamente nada disso”, desabafou.

 

“Não obtive nenhuma vantagem com essa ação do MPE, nem com o inquérito civil instaurado pelo Gerson porque eu tive a total desvalorização do meu patrimônio. Se eu quiser vender ninguém vai querer comprar, por conta de todas essas irregularidades que persistem lá e que deve ser resolvidas nessa ação civil pública”, continuou.

 

Lindinalva nega as acusações contra si e contra Gerson Natalício e diz que está tranquila quanto ao pedido do processo, no qual ressalta a oportunidade para ambos se defenderem das acusações.

 

“Vejo com naturalidade que eles queiram investigar essa denúncia, até para que a gente tenha a oportunidade de provar a nossa inocência”, declara.

 

Para a promotora, as acusações seriam parte de uma criação para poderem se defender das dezenas de processos que tratam de irregularidades no condomínio e protelar o que os representantes devem aos consumidores. “Gostaria que parassem de falar que isso foi uma influência, negando que nunca teve irregularidade no condomínio e que tudo isso seria resultado por conta da amizade do Gerson por mim. Ele nunca me ajudou com esse procedimento, pelo contrário, só me prejudicou financeiramente”, afirma.

 

“Para eles fazerem a defesa deles nessa ação civil pública eles querem plantar uma história de que não tem nada de irregular lá e que tudo isso é uma perseguição do MPE por minha causa que ‘porque ninguém deu atenção pra ela, ninguém indenizou, ninguém quis conversar sobre isso’.

 

 Lindinalva revela que nos 23 anos de carreira nunca recebeu nenhum tipo de punição por conta de sua atuação e que essa situação não irá mudar em nada a sua vida.

 

“Isso não vai mudar em nada na minha vida, a não ser o trabalho de ter que ir e fazer minha defesa, pra me dar uma oportunidade de provar a nossa inocência do que eles estão afirmando”, finalizou.

 

 Após o requerimento da Corregedoria Nacional do Ministério Público, o pedido deve ser analisado pelo Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público que poderá dar a anuência para que a investigação seja feita. 

 

Entre denúncias contra o Terra Selvagem estão uma ação civil pública proposta pela promotora Ana Luiza Peterlini, em junho deste ano, apontando "irregularidades gravíssimas" por danos ambientais. Na ação, Peterlini requere uma indenização de R$ 29,7 milhões.




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