Cuiabá, Quinta-Feira, 21 de Fevereiro de 2019
HOSPITAL SEM FIM
12.02.2019 | 15h50 Tamanho do texto A- A+

MPE apura atraso em retomada e entrega da obra do Júlio Müller

Orçada inicialmente em R$ 116 milhões, construção deveria ser entregue em 2014

Arquivo/MidiaNews

A promotora de Justiça Audrey Ility (detalhe), do Ministério Público Estadual

BRUNA BARBOSA
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito civil para investigar a demora para a retomada e finalização da obra do novo Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), que está parada desde 2016.

 

Conforme a portaria que abre a investigação, a Secretaria de Estado de Cidades, responsável pela obra, chegou a instaurar um processo administrativo com o objetivo de apurar o descumprimento injustificado do cronograma de obras; os vícios construtivos; o não atendimento das solicitações de fiscalização, a ausência das ARTs, dentre outras irregularidades, em tese, cometidas pelo consórcio construtor.

 

“Considerando que, solicitada à Secid informações sobre a conclusão do PA, informou que foi prorrogado por mais 60 dias, com a previsão do término para 28/11/2018; sendo certo que tais informações são imprescindíveis para a atuação deste Órgão”, consta na portaria, assinada pela promotora Audrey Ility.

 

Hospital Júlio Muller

 A obra do novo hospital Julio Müller

Orçada em R$ 116 milhões à época, a obra foi iniciada em 2012 e, conforme o cronograma inicial, deveria ter sido entregue em 2014. Cinco anos se passaram e até hoje o que se vê no local é um esqueleto.

  

Ainda conforme o documento, o termo final para conclusão do hospital, após vários, adiamentos ocorreu em 28 de janeiro “e não consta dos autos comprovação da retomada ou conclusão da obra”. 

  

Irregularidades

  

No ano passado, a Controladoria Geral da União (CGU), em Mato Grosso, apontou irregularidades no convênio firmado entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Governo do Estado, através da Secid, para a construção do novo HUJM.

  

Com base no relatório da CGU, o Ministério Público Federal informou, na época, que investigaria a execução da obra.

  

A parte dos recursos que cabia à UFMT dentro do convênio era de R$ 72,1 milhões e foi totalmente disponibilizada para a obra, segundo o MPF. No entanto, ficou faltando a contrapartida do Estado, o que impediu a retomada da obra.

    

Conforme o relatório da CGU divulgado no ano passado, caso a obra não seja finalizado, o prejuízo seria de R$ 11.669.158,36 milhões, que já haviam sido investidos na construção.

 




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