Cuiabá, Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
CONFUSÃO
12.07.2018 | 09h03 Tamanho do texto A- A+

Pintor atropelado entra com ação na Justiça contra advogado

Martiniano Cabral foi atropelado na noite de sexta-feira em frente a uma distribuidora no bairro CPA IV

Reprodução

Imagens da câmera de segurança mostram o momento em que o pintor e mais uma pessoa são atropelados

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O pintor Martiniano Cabral, de 54 anos, entrou com uma ação de reparação de danos contra o advogado Dyego Nunes da Silva Souza, 32. O valor do pedido não foi divulgado.

 

O advogado foi detido sob suspeita de atropelar o pintor na noite de 6 de julho, em frente a uma distribuidora de bebidas no bairro CPA IV, e depois fugir sem prestar socorro.

 

MidiaNews apurou que uma outra vítima do atropelamento - ainda sem identificação divulgada - também entrará com o mesmo pedido.

 

O caso tomou notoriedade após o advogado e amigo de Dyego, Luciano Nascimento, denunciar os policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE) por truculência na ação que levou à detenção do suspeito e do próprio defensor.

 

Nas redes sociais, vídeos do momento da ação policial foram compartilhados por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e da Associação Brasileira dos Advogados Criminais (Abracrim-MT). As entidades dizem que houve truculência e que Luciano foi espancado.  

 

Após o atropelamento, Martiniano Cabral foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro de Cuiabá. Lá foi diagnosticado três fraturas pelo corpo - bacia, costela e joelho.

 

Com as lesões, Martiniano que é pintor e pescador profissional, ficará sem trabalhar por tempo indeterminado.

 

O ocorrido foi registrado por uma câmera de segurança do local. Na segunda-feira (9), a vítima foi ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar o exame de corpo de delito.

 

Confusão

 

O caso ocorreu por volta das 18h30 da sexta-feira (6), após o jogo entre Brasil e Bélgica pela Copa da Rússia. Dyego conduzia um Fiesta Sedan prata, que atingiu dois pedestres, ferindo Cabral mais gravemente.

 

O boletim de ocorrência relata que houve uma confusão após o acidente. Depois da denúncia, policiais disseram que se deslocaram até a residência do advogado, no Bairro Morada da Serra.

 

No local, avistaram o veículo envolvido no acidente com o para-brisa quebrado.

 

Conforme os policiais, o homem identificado como Luciano se apresentou como advogado, mas não mostrou sua carteira da OAB. Depois disso, ainda segundo o relato dos policiais, teria soltado um cachorro da raça pitbull, que avançou em direção aos agentes.

 

Tal fato teria motivado a intervenção de homens da Gerência de Operações Especiais (GOE), que já haviam sido avisados do caso via Ciosp.

 

Os policiais efetuaram a prisão de Dyego, por conta do atropelamento. “Durante a prisão foi solicitada a chave do veículo para uma senhora [...], a qual informou ter repassado a chave para o suposto advogado Luciano, sendo então solicitado a ele que entregasse a chave, porém, tendo ele se recusado, obstruindo o trabalho policial, lhe foi dado voz de prisão que foi realizado pelos componentes da equipe GOE”, acrescenta o B.O..

 

Na noite do acidente, a OAB de Mato Grosso condenou a ação. O presidente da entidade, Leonardo Campos, foi até a Central de Flagrantes com membros do Tribunal de Prerrogativas e da Comissão de Direito Penal da entidade para prestar apoio.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Corregedoria recebe documentos e investigará conduta de policiais

 

Novo vídeo mostra atropelamento por outro ângulo




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
5 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Marciel sousa de jesus  12.07.18 18h55
Vergonhosa a atitude do infrator, do advogado e principalmente a "oba".Parabéns aos policiais advogado não esta acima da lei
12
0
Marcos Justos   12.07.18 13h37
Marcos Justos , seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Luciano Ramalho   12.07.18 13h34
A OAB deveria é atender as necessidades jurídicas da vítima atropelada,e não açoitar o advogado que agiu de forma criminosa . Deveria aí da entrar com representação contra esses advogados que denigrem a ordem.
37
2
SEBASTIAO  12.07.18 12h22
OS AGENTES AGIRAM DE FORMA INCORRETA, POIS DEVERIAM ESPERAR CALMAMENTE DO LADO DE FORA COM ROSAS NAS MÃOS E CARTAZES COM OS DIZERES "PARA QUE ELE SE ENTREGASSE", "NÃO A VIOLENCIA" E ETC...
29
2
Paulo Boss  12.07.18 12h10
Paulo Boss, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas