Cuiabá, Quarta-Feira, 24 de Outubro de 2018
ENTERRADA VIVA
07.06.2018 | 15h30 Tamanho do texto A- A+

Por falta de oxigenação, bebê indígena pode ter sequelas graves

Estado da recém-nascida é considerado grave, mas estável; médicos tratam infecção generalizada

Reprodução

Menina chegou a Cuiabá nesta quarta-feira (6)

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A recém-nascida enterrada viva pela bisavó em Canarana (838 km de Cuiabá) corre o risco de ter sequelas graves em razão da falta de oxigenação ao longo das 7h em que permaneceu embaixo da terra.

 

Conforme informações do diretor da Santa Casa de Misecórdia, Antônio Preza, a menina foi diagnosticada com um quadro de anoxia grave – falta de oxigênio no cérebro. 

 

“Isso pode determinar uma sequela grave, mas isso só saberemos com o desenvolvimento da criança”, explicou o médico.

 

O bebê, que é da etnia Kamayurá, chegou em Cuiabá na noite desta quarta-feira (6), e foi internada na Santa Casa de Misericórdia.

 

O problema atual é infecção generalizada. Ela foi enterrada, ficou horas respirando terra, e por isso o quadro de infecção – isso é que estamos tratando agora

De acordo com boletim médico, o bebê está com infecção generalizada, distúrbio de coagulação e apresentou uma hemorragia digestiva - que exigiu uma transfusão de sangue nesta quinta-feira (7).

 

O diretor explica que, agora, a prioridade é tratar a infecção generalizada da criança. “O problema atual é infecção generalizada. Ela foi enterrada, ficou horas respirando terra, e por isso o quadro de infecção. Isso é o que estamos tratando agora”, disse à reportagem. 

 

Segundo a unidade hospitalar, serão necessárias 24h de observação para emitir um novo boletim médico.

 

O caso

 

Segundo a denúncia, uma indígena de 15 anos teria dado à luz por volta do meio dia na terça-feira (5). O bebê foi enterrado no terreno da residência da família.

 

No local, a bisavó da garota confirmou o ato, dizendo que a criança teria nascido morta por ser prematura. Ela alegou que não comunicou a ninguém por ser este um costume da etnia.

 

Uma enfermeira da Casai (Casa de Saúde do Índio), ao assumir o expediente, soube do caso e avisou a polícia e o chefe da unidade. Em decorrência do tempo, o local foi isolado pela equipe policial para o trabalho da perícia técnica. Mas, ao escavarem, os policias ouviram o choro do bebê.




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COMENTÁRIOS
4 Comentário(s).

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jackeline-luciana@hotmail.com  08.06.18 15h08

PARABENS A TODOS OS PROFISSIONAIS QUE AJUDARÃO E AINDA ESTÃO AJUDANDO ESSA PEQUENA,ELA É LINDA,QUE DEUS A ABENÇÕE QUE ELA CONSIGA SUPERAR MAIS ESSE DESAFIO,ESPERO DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO QUE ELA ENCONTRE UMA FAMILIA QUE VÁ DA A ELA MUITO AMOR.


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Cristina  08.06.18 12h40

Desde que tive conhecimento desse caso, uma tristeza profunda tomou conta de mim, tive e tenho vontade de chorar cada vez que lembro desse fato. Quanta maldade, quanta frieza com um ser tão puro. Senhor, só peço que essa criança não sofra mais do que já sofreu... tenha piedade de sua alma. Que encontre uma família onde seja muito bem recebida e lhe dê muito amor, muito amor.


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Paulo  07.06.18 18h39

Com certeza essa pequena Guerreira, obterá mais essa Vitória. Parabéns aos profissionais que resgataram e estão cuidando dessa Princesa. O Amor que lhe foi negado por um momento, está e será retribuido em dobro por todos.😇❤


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Marcelo  07.06.18 16h09

Parabéns aos profissionais que atuaram neste caso... Tanto na localização da menina quanto agora no tratamento... FORAM E SÃO VERDADEIROS HERÓIS ANÔNIMOS.