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Equilíbrio / BEN ESTAR /SAÚDE
17.04.2017 | 20h30
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Mulheres substituem anticoncepcionais por aplicativos no celular

No controle Mulheres substituem anticoncepcionais por aplicativos no celular

DE O TEMPO

Do calendário para a palma da mão. É mais ou menos assim que a famosa tabelinha – talvez o mais antigo método para acompanhamento do ciclo menstrual – está reconquistando algumas adeptas. Transportada para aplicativos dentro dos smartphones, a modernização desse método contraceptivo utiliza inteligência artificial e informações fornecidas pelas usuárias para identificar o ciclo fértil.

Um desses aplicativos, o Natural Cycles, foi recentemente aprovado pelo Ministério da Saúde da Alemanha para prevenir a gravidez indesejada. A ideia surgiu quando o casal de físicos Elina Berglund e Raoul Scherwizl estava à procura de um método de contracepção natural e eficaz. Eles então se dedicaram a desenvolver um algoritmo que detecta e prevê o período de ovulação. O próprio casal testou a ferramenta, primeiro como método contraceptivo e, depois, para engravidar – e tiveram sucesso na primeira tentativa.

Em outros estudos realizados posteriormente, o Natural Cycles mostrou ser até mais seguro do que a camisinha (como contraceptivo apenas, não como método para prevenir doenças), com taxas de eficácia parecidas às das pílulas e menos efeitos colaterais do que os anticoncepcionais orais e o Dispositivo Intrauterino (DIU). Em testes realizados com 1.000 mulheres, menos de cinco engravidaram em um ano de uso.

O aplicativo se baseia principalmente pela temperatura da mulher, que deve ser medida diariamente por um termômetro digital. A mulher pode ter uma variação de até meio 0,5ºC no período ovulatório, segundo a ginecologista e membro da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) Cláudia Salomão.

Com essa informação, o algoritmo do software calcula os níveis hormonais e identifica as diferentes fases do ciclo. Estimativas apontam que o app já conta com mais de 150 mil usuárias em 161 países. O plano mensal do aplicativo custa US$ 6,90 (R$ 21,70), e o plano anual com o termômetro basal incluso custa US$ 49,90 (R$ 157).

Adesão. Com a ajuda da tecnologia, as brasileiras também já se renderam aos aplicativos para observar o próprio ciclo menstrual, especialmente pacientes jovens, observa a ginecologista. “Elas têm conseguido passar dados e eventos do ciclo com mais frequência e naturalidade do que quando elas tinham que anotar na agenda ou no papel”, afirma Cláudia.

Os benefícios dos softwares também passam, segundo a médica, pelo fato de as pacientes começarem a conhecer melhor o próprio corpo, permitir registrar sintomas e como elas se sentiram em cada período, e isso também auxilia o médico. Algumas ferramentas disponibilizam ainda jogos para diminuir a irritabilidade na TPM.

A personal trainer Jéssica Matias, 28, usa o aplicativo WomanLog. “Nunca usei outros métodos, além da camisinha, pois sempre tive meu ciclo regular e acho o uso de outros recursos muito agressivo para as mulheres. Eu optei pelo WomanLog por ser mais simples de mexer e por ter a opção de fazer a média dos ciclos. Ele já faz o cálculo da próxima menstruação baseada nas anteriores”, diz.

Risco. Observar a regularidade do ciclo é muito importante antes de optar pelo uso exclusivo dos aplicativos, alerta a médica. “Só é possível confiar na identificação do período fértil pelos aplicativos se o ciclo for absolutamente regular, senão tem uma margem de erro grande e, com isso, vem a gravidez não planejada”, orienta.

Antes de passar a usar exclusivamente esse recurso, a ginecologista diz que o paciente deve “dominar a máquina e não se deixar dominar por ela”, além de buscar informações com profissionais da saúde. O ideal seria começar combinando com outros métodos contraceptivos, completa Cláudia.

Polêmica. O uso dessas ferramentas ainda preocupa algumas mulheres e entidades de defesa de direitos humanos, pois as usuárias precisam registrar informações pessoais. É fundamental ficar atento a termos de adesão de aplicativos.

 

Fonte     http://www.otempo.com.br/interessa/sa%C3%BAde-e-ci%C3%AAncia/mulheres-substituem-anticoncepcionais-por-aplicativos-no-celular-1.1461684




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