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Judiciário / 2ª FASE DA VENTRÍLOQUO
05.10.2016 | 14h43
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Gaeco deflagra operação e prende chefe de gabinete de deputado

Policiais cumprem mandado de prisão e busca e apreensão neste momento em Cuiabá

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A operação foi deflagrada nesta quarta-feira

DA REDAÇÃO

O Gaeco  (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) deflagrou na tarde desta quarta-feira a segunda fase da Operação Ventríloquo, denominada "Filhos de Gepeto", uma alusão ao personagem "Pinóchio".

 

Francisvaldo Mendes Pacheco, chefe de gabinete do deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), foi preso preventivamente por volta das 14h15.

 

Em seguida, agentes do Gaeco o conduziram até a sua residência, para realizar busca e apreensão expedida pela Justiça.

 

A operação apura suposto esquema que teria desviado R$ 9,4 milhões da Assembleia, por meio de pagamentos indevidos ao então advogado do HSBC e delator dos crimes, Joaquim Fábio Mielli Camargo.

 

Verifica-se que Francisvaldo Mendes Pacheco recebeu mais R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) do “esquema”, através do cheque nº 139, de Joaquim Fabio Mielli Camargo

No pedido de prisão, o Gaeco afirmou que o chefe de gabinete se beneficiou de pelo menos R$ 300 mil do esquema.

 

O órgão relatou que o advogado Julio Cesar Domingues Rodrigues, considerado "lobista do esquema, a mando de Mielli, procurou o deputado Romoaldo Junior para conseguir a liberação dos valores que a AL-MT devia ao HSBC.

 

Na ocasião, segundo o Gaeco, Julio Rodrigues entrou em contato com Franscivaldo Mendes, que teria exigido para si  "um percentagem do valor que viesse a ser pago, o que posteriormente efetivamente veio a ocorrer".

 

"Conforme quebra de sigilo bancário autorizado judicialmente, logrou-se apurar que a importância de R$ 241.900,00 (duzentos e quarenta e um mil e novecentos reais), que foi depositada em duas parcelas por Joaquim Fabio Mielli Camargo em favor da empresa Canal Livre Comercio e Serviços Ltda, nas datas de 28/04/2014 (R$ 72.000,00) e 08/05/2014 (R$ 169.900,00)", diz trecho.

 

O Gaeco explicou que os depósitos foram feitos na empresa de Rodrigo Santiago Frisson, mas que o destinatário final seria Francisvaldo, uma vez que o empresário declarou "que não conhecia a pessoa do depositante (Joaquim) e acreditava que os depósitos tinham relação com um empréstimo feito por ele à pessoa de Francisvaldo Mendes Pacheco".

 

"Na mesma toada, verifica-se que Francisvaldo Mendes Pacheco recebeu mais R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) do “esquema”, através do cheque nº 139, de Joaquim Fabio Mielli Camargo, do Banco Safra agência 145, conta corrente 12431, que foi repassado por Francisvaldo para a pessoa de Fernando Luiz Piran, com o objetivo de quitar um empréstimo feito por ele com este último em outubro de 2013 (vide termo de declarações de fls. 1272/1273)".

 

Citado

 

Francisvaldo Pacheco chegou a ser citado durante as audiências derivadas da 1ª fase da operação. A menção ao assessor foi feita pelo advogado Julio Cesar Domingues Rodrigues, apontado como o "lobista" das tratativas.

 

Marco Aurélio

O promotor de Justiça Marco Aurélio Melo, chefe do Gaeco

Em audiência ocorrida em abril, ele rebateu as declarações do delator e acusou Joaquim Mielli de ter feito um "conluio" com o deputado Romoaldo Júnior, cujo objetivo seria não citar o parlamentar na delação feita ao MPE.

 

O advogado afirmou que quando foi chamado por Joaquim Mielli para tratar do processo de execução da divida da Assembleia com o HSBC, Mielli teria pedido que ele criasse meios para conseguir a solução do problema.

 

“Não sabia como iria fazer isso. Então procurei Francisvaldo Mendes Pacheco, assessor do deputado Romoaldo Júnior", contou ele à juíza Selma Arruda.

 

O assessor de Romoaldo também foi citado pelo empresário Rodrigo Santiago Frison, proprietário da Canal Livre Comércio e Serviços Ltda., em depoimento prestado em novembro de 2015.

 

Ele disse que o depósito de R$ 240 mil feito pelo advogado Joaquim Fábio Mielli Camargo na conta de sua empresa, era referente a quitação de um empréstimo concedido por ele ao servidor Francisvaldo Mendes Pacheco.

 

Frisson justificou que conheceu o servidor em um restaurante em Várzea Grande, ocasião em que o filho de Romoaldo fez a apresentação dos dois. O empresário também alegou que já havia realizado outros empréstimos ao funcionário do gabinete de Romoaldo. Todos estes, segundo Frison, quitados corretamente.

 

Chefe do Gaeco fala que dinheiro pagou conta de assessor (atualizado às 15h14)

 

O promotor de Justiça Marco Aurélio de Castro, coordenador do Gaeco, disse ao MidiaNews que o chefe de gabinete de Romoaldo Júnior foi beneficiado pelo esquema.

 

"Parte do dinheiro desviado foi usado para pagar dívidas dele", afirmou o promotor. A dívida, segundo Castro, seria de R$ 300 mil.

 

O chefe do Gaeco disse esperar que o assessor da Assembleia colabore com as investigações, esclarecendo detalhes sobre a fraude.

 

 




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