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Judiciário / CAUTELARES
07.02.2017 | 10h02
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Juíza permite que alvo do Gaeco frequente a Maçonaria e viaje

Francisvaldo Pacheco é acusado de integrar esquema que teria desviado R$ 9,4 milhões da Assembleia

Marcus Mesquita/MidiaNews

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O ex-assessor Francisvaldo Pacheco: reuniões na Maçonaria autorizadas

LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, autorizou o ex-assessor do deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), Francisvaldo Pacheco, a comparecer nas reuniões da Maçonaria.

 

A decisão foi dada na tarde da última segunda-feira (06). Francisvaldo Pacheco, o "Dico", chegou a ser preso pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), no ano passado, durante a 2ª fase da Operação Ventríloquo, mas foi posteriormente solto e está sob monitoramento de tornozeleira.

 

Segundo a denúncia, ele teria recebido R$ 301,9 mil do esquema que, em tese, desviou R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa, em 2014, por meio do pagamento indevido de uma dívida do órgão com o banco HSBC (atual Bradesco) ao delator Joaquim Mielli, então advogado do banco.

 

"Autorizo a frequência a loja maçônica todas as segundas-feiras das 19h30 as 23:00 horas, conforme requerimento", decidiu Selma Arruda.

 

A magistrada também permitiu que Francisvaldo possa acompanhar as viagens da dupla de sertaneja universitário Rico & Léo, da qual ele é empresário, desde que ele "preceda as viagens de apresentação mensal de sua agenda, afim de que a Central de Monitoramento possa ser avisada a respeito".

 

"A apresentação da programação de viagens deve vir pelo menos com cinco dias de antecedência da viagem", determinou Selma Arruda.

 

A denúncia

 

De acordo com a denúncia, entre 2013 e 2014, os deputados Romoaldo Júnior e Mauro Savi, em parceria com o ex-deputado José Riva e os demais acusados, - Francisvaldo Mendes Pacheco, Julio Cesar Domingues Rodrigues, Anderson Flavio de Godoi , Luiz Marcio Bastos Pommot e Joaquim Fábio Mielli Camargo - teriam constituído "organização criminosa" estruturalmente ordenada com objetivo de "saquear os cofres" da Assembleia.

 

Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), com a colaboração de outras pessoas ainda não identificadas, os investigados "teriam se apropriado ilicitamente de recursos do Legislativo em proveito próprio".

 

Ainda na denúncia, o MPE afirmou que no período compreendido entre fevereiro e abril de 2014, houve o desvio dos cofres da Assembleia de cerca de R$ 9.480.547,69, "valendo-se da facilidade que proporcionava a condição de servidores públicos e agentes políticos de alguns de seus membros".

 

Segundo o MPE, no mesmo período os acusados teriam ocultado e dissimulado a natureza e a origem dos valores, contando com o auxílio dos empresários e assessores parlamentares José Antonio Lopes, Ana Paula Ferrari Aguiar, Claudinei Teixeira Diniz, Marcelo Henrique Cini, Cleber Antônio Cini, Valdir Daroit, Leila Clementina Sinigaglia Daroit, Odenil Rodrigues de Almeida e Edilson Guermandi de Queiroz, todos denunciados na ação.

 

Consta na ação que as investigações demonstram que o deputado Gilmar Fabris teria sido beneficiário de R$ 95 mil do dinheiro desviado. Segundo o MPE, o parlamentar tinha "ciência da origem espúria dos recursos". Os promotores disseram que ele teria providenciado sua “lavagem” por meio de sua ex-assessora Ana Paula Ferrari Aguiar.

 

Foi também requerida a condenação do grupo ao pagamento de indenização pelos prejuízos materiais sofridos pelo erário, no valor de R$ 9.480.547,69, além da condenação pelos danos morais coletivos sofridos pelo Estado.

 

Foi fixada uma indenização no montante de R$ 10 milhões, cujo valor deverá ser investido em prol das áreas de saúde e educação.




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Luiz Carlos Porto  08.02.17 06h16
Nesse país somente os maus e desonestos prosperam. Às pessoas boas e honestas só resta o direito de permanecerem caladas e serem assaltadas em forma de impostos pelo governo. Horror.
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