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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
12.10.2017 | 06h30
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A greve no Detran

Ninguém tem o direito de prejudicar a população em nome de interesses classistas ou salariais

Iniciada no dia 11 de setembro, a greve geral dos servidores do Detran de Mato Grosso completou um mês, com zero de avanço nas negociações.

 

De concreto, prejuízos financeiros ao mercado de veículos, aos usuários e ao próprio governo que deixa de arrecadar impostos sobre um valor aproximado de R$ 1 bilhão que deixou de ser negociado na comercialização de carros novos e usados.

 

Impactado pela crise da chamada "Grampolândia Pantaneira", o governo estadual perdeu a capacidade de lidar com uma segunda crise representada pela greve no Detran.

 

Aqui vão alguns números. Segundo o professor Ricardo Lauper, presidente da associação dos revendedores de carros usados, deixaram de ser comercializados em setembro, por conta da greve, 15.551 veículos, que representam negócios na ordem de R$ 500 milhões.

Impactado pela crise da chamada "Grampolândia Pantaneira", o governo estadual perdeu a capacidade de lidar com uma segunda crise representada pela greve no Detran

 

Já a distribuição de veículos novos, segundo o coordenador no estado, Paulo Bôscolo, em agosto foram emplacados 3.400 veículos, indicando uma tendência de crescimento num mercado muito atingido pela crise econômica desses três últimos anos.

 

Porém, no mês de setembro foram 2.200 veículos emplacados.

 

Ainda que o direito de greve seja assegurado, os direitos da sociedade são muito maiores do que os interesses de um grupo de funcionários públicos sob orientação político-partidária de um sindicato de classe.

 

Ao governo está faltando perceber que 3.344 mil habitantes representam muito mais do que grupos de servidores públicos fora de controle.

 

Ninguém tem o direito de prejudicar a população em nome de interesses classistas ou salariais.

 

Ainda mais gente paga pelo dinheiro público arrecadado justamente de quem é o prejudicado nessa equação.

 

O Governo do Estado não pode continuar nessa paralisia em relação à greve no Detran.

 

Ao Poder Legislativo cabem responsabilidades legais. Ao Judiciário também.

 

Ao Ministério Público, tão ágil fora das questões do serviço público, precisa sair do corporativismo e denunciar os prejuízos ao interesse social.

 

De concreto resta à sociedade assistir a greve navegar infinitamente em águas mansas, prejudicando a economia estadual, o governo e, principalmente os cidadãos.

 

"Os servidores do Detran estão de férias coletivas mais uma vez", ouvi de um empresário, na semana passada.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br

www.onofreribeiro.com.br




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2 Comentário(s).

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Fernando  14.10.17 21h11
O governo tem que privatizar o detran, o mais rápido possível...
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clodoaldo barbosa  13.10.17 15h16
os servidores estão no seu direito legitimo de lutar pela recomposição salarial, quanto a determinados jornalistas que acham que trabalhador tem que se submeter a tudo e não devem lutar pelos seus direitos só me resta lamentar e repudiar. governador trate com respeitos seus servidores
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