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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
14.11.2017 | 06h30
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Condutas novas na ética

Daqui pra frente, seja no campo individual, seja no campo corporativo, a sustentabilidade sai do seu conceito ambiental inicial para outro mais rígido

Na última sexta-feira, participei como palestrante num evento do Sicredi em torno desse mesmo assunto e do planejamento estratégico da corporação.

 

No sábado, participei como mediador num debate da Unimed a respeito do mesmo tema. E, no mesmo sábado, a Universidade Estadual de Mato Grosso também esteve reunida em Cuiabá pra tratar desse mesmo assunto.

 

Isso revela que a percepção dessas instituições caminha na direção de compreender que não será mais possível qualquer relação empresarial ou pública que não esteja pautada na transparência.

           

Depois dos escândalos levantados a partir da Operação Lava Jato, alguns termos tomaram conta dos mundos corporativos públicos e privados.

 

Antes, não se fala em compliance, muito menos em integridade e transparência.

 

Agora, está se tornando condição obrigatória nas relações das empresas entre si e nas relações com o Governo.

Na medida em que a cidadania brasileira inicia um lento processo de amadurecimento, não cabe mais ser enganada da maneira como é enganada por partidos políticos

 

Possivelmente, a integridade venha a contribuir poderosamente pra matar a política corrupta brasileira.

 

Construída à margem da sociedade, a política tornou-se um consumidor do dinheiro público pra construir impérios de poder empresarial e político.

 

Na medida em que a cidadania brasileira inicia um lento processo de amadurecimento, não cabe mais ser enganada da maneira como é enganada por partidos políticos, por dirigentes partidários, por parlamentares, por corporações políticas e pelo exercício público de gestão.

           

A preocupação no Sicredi e na Unimed é bem clara: manter as instituições sustentáveis por longo tempo.

 

Os dirigentes, João Spenthof do Sicredi e Rubem Carlos, da Unimed, sabem perfeitamente que sem uma política sustentável de transparência e integridade, as corporações não sobreviverão.

 

E, na medida em que elas mantiverem a política de compliance, mudarão condutas nos órgãos públicos onde a corrupção ou a falta de regras de transparência ainda vigoram.

           

Daqui pra frente, seja no campo individual, seja no campo corporativo, a sustentabilidade sai do seu conceito ambiental inicial para outro mais rígido. O da ética. 

 

Sem planejamento, sem compliance e sem transparência qualquer corporação não resistirá à pressão dos tempos tecnológicos de controle e aos desejos éticos da sociedade.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onoferibeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br




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