Cuiabá, Quarta-Feira, 20 de Março de 2019
CAIUBI KUHN
08.01.2019 | 07h04 Tamanho do texto A- A+

Pantanal: Reserva da biosfera

Precisamos valorizar nosso Pantanal, colocar em destaque sua beleza e seus títulos

No mundo todo, se dá aos títulos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) um valor significativo, em minhas viagens sempre que ia a uma região, estava em destaque o reconhecimento que o local possui por essa agencia da Organização das Nações Unidas (ONU). Muitas pessoas não sabem, mas desde 2000 o Pantanal possui o título de reserva da biosfera.

 

A delimitação da Reserva da Biosfera do Pantanal abrange os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e uma pequena parcela de Goiás. Desde as cabeceiras dos rios até a planície pantaneira. Mas qual a importância deste título? Como pode ser usado? Os títulos UNESCOS destacam lugares no mundo que possuem uma importância global. Além da Reserva da Biosfera, a UNESCO também reconhece o patrimônio natural e cultural através do título de Patrimônio Mundial e as áreas com geologia excepcional podem receber o título de Geoparques Mundiais da UNESCO.

Os títulos UNESCOS podem ser uma ferramenta importante para projetar o turismo de uma região e valorizar produtos existentes

Esses títulos trazem responsabilidades, como de se fazer uma gestão adequada destes territórios, mas também representam uma oportunidade de destacar a região no âmbito internacional. Os títulos UNESCOS podem ser uma ferramenta importante para projetar o turismo de uma região e valorizar produtos existentes. O Pantanal possui esse título há 19 anos, contudo pouco escuto sobre isso, além dessa informação ser praticamente ausente nas informações disponibilizadas aos turistas.

 

Precisamos valorizar nosso Pantanal, colocar em destaque sua beleza e seus títulos, precisamos também nos organizar para consolidar outras propostas que ampliarão a visibilidade internacional do Mato Grosso, como a criação do Geoparque de Chapada dos Guimarães. Ao fazermos este tipo de ação, estaremos em sintonia com os projetos de turismo de natureza que mais deram certo no mundo. Cabe a nós fazer a nossa parte para valorizar o que temos de melhor e para que o mundo todo conheça nossas belezas naturais e culturais, além da deliciosa culinária regional.

 

CAIUBI KUHN é geólogo, mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e docente do Instituto de Engenharia UFMT-VG.




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2 Comentário(s).

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Chico Bento  08.01.19 12h55
Gostei do artigo, mas quem vai cuidar do Geoparque? Assim como o de Chapadas dos Guimarães, que queima todos os anos, este ficaria a Deus dará também!
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Tatiane Corrêa  08.01.19 08h56
ótima matéria !
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