Cuiabá, Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2018
PAULO ESTEVES
13.01.2018 | 20h00 Tamanho do texto A- A+

Tire o “s” da crise

Mais do que preço, precisamos vender valor ao que estamos ofertando, no que somos e fazemos de diferente

Após o fechamento positivo do ano 2017, podemos dizer oficialmente que o Brasil saiu da crise econômica.

 

Pelo menos para o segmento de varejo de materiais para construção em Mato Grosso, pois obtivemos uma alta de 4,5% em relação a 2016. O número ainda não supera o bom desempenho que tivemos em 2015, mas mostra que estamos novamente nos trilhos.

 

Muitos dizem que 2016 é um ano para ser esquecido, eu diria que devemos gravá-lo na memória para não repetirmos os erros do passado, cujos nos levaram  àquele cenário tenebroso.

 

A crise, infelizmente, levou muitas empresas à falência. Em contrapartida, a dor foi a alavanca para muitas outras melhorarem a eficiência de seus negócios, voltando os olhos para sua estrutura interna e otimizando a operação, realizando mais com menos. 

O mundo se transforma a cada dia, as empresas têm de acompanhar essas mudanças. O empreendedor que não renova/inova é engolido pelo mercado

 

Com o cenário econômico não favorável na maioria dos setores da economia, vimos as margens de lucratividade das organizações caírem muito, empresários trabalhando, muitas vezes, apenas para manter a operação rodando e arcar com os compromissos a vencer, no segmento do varejo de materiais para construção, não foi diferente. 

 

Neste período, infelizmente, a prostituição de preços de produto tomou conta. Em um cenário na qual o consumidor compra menos, o resultado é baixo lucro. Para o empresário a situação é desesperadora e desafiante ao mesmo tempo.

 

A tempestade passou, e muito mais do que apenas sobreviver, é importante que o empreendedor do varejo de materiais de construção volte a olhar com atenção a rentabilidade do seu negócio. 

 

Mais do que preço, precisamos vender valor ao que estamos ofertando, no que somos, construímos e fazemos de diferente.

 

Assim como os lojistas aprenderam com as dificuldades enfrentadas, o consumidor também entendeu a necessidade em dar maior valor ao dinheiro dele e a si mesmo, ao seu potencial de consumo. 

 

O mundo se transforma a cada dia, as empresas têm de acompanhar essas mudanças. O empreendedor que não renova/inova é engolido pelo mercado. 

 

Precisamos nos atualizar, trabalhar layout de loja, tendências de novos produtos, estudar a mudança do comportamento de compra do nosso consumidor, fazer o cliente se emocionar ao ver a exposição do que ofertamos para sua obra, investir no capital humano da empresa, entre vários outros pontos.

 

Trabalhe para que o cliente o procure por ser o melhor, e não o mais barato.

 

PAULO ESTEVES é administrador, diretor comercial do Grupo Verdão Construção e Acabamento, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, pós- graduado em Gestão de Negócios pela FDC e vice-presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Mato Grosso (Acomac-MT).




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José Gonçalves  13.01.18 16h09
Teoria td muito facil, na pratica a coisa é bem diferente....sai no dia a dia e começa a por em pratica o que vc teoriza daí vai vai entender que uma coisa é a teoria e a outra é a pratica....vai por mim que pratico isso 24 hs por dia.
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