Cuiabá, Segunda-Feira, 25 de Março de 2019
OPERAÇÃO
13.03.2019 | 07h26 Tamanho do texto A- A+

PF apura desvio em prefeitura de MT; médico recebeu R$ 780 mil

Operação cumpre 3 mandados de busca e apreensão em Salto do Céu; médico teve bens bloqueados

Divulgação/PF

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na Secretaria de Saúde de Salto do Céu

DA REDAÇÃO

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Onipresente, com o objetivo de apreender provas relacionadas à contratação ilegal de um médico no município de Salto do Céu (a 349 km de Cuiabá).

 

Esta é a segunda fase das investigações que visam combater desvios de recursos públicos federais no município.

 

Ao todo, três mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz federal Rodrigo Bahia Accioly Lins, da 1ª Vara da Justiça Federal de Cáceres, e estão sendo cumpridos em operação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU).

 

A PF faz buscas em uma residência, um consultório médico e na Secretaria Municipal de Saúde de Salto do Céu.

 

As investigações indicam que, de 2014 a 2017 um médico teria recebido salários vultosos da Prefeitura de Salto do Céu. Informações do governo de Rondônia apontam que o mesmo profissional, no período de março de 2014 a março de 2016, trabalhou na Delegacia Regional da Polícia Civil em Ariquemes, cumprindo 40 horas semanais. A cidade rondoniense está localizada a 1.113 km de Salto do Céu, o que tornava impossível a prestação do serviço nos dois locais.

 

Diante dos fatos, concluiu-se que os cerca de R$ 780 mil pagos ao médico pela prefeitura foram indevidos, devendo ser restituídos aos cofres públicos.

 

As diligências ainda mostram que o médico recebeu mais de R$ 1 milhão em contratos com o município. Em razão disso, atendendo a um pedido da PF, a Justiça Federal em Cáceres determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de valores do investigado até o limite de R$ 1,1 milhão para garantir o ressarcimento ao poder público.

 

O profissional foi afastado das funções que continuava exercendo até a presente data. Outros servidores públicos também são investigados por permitirem a suposta prática ilegal.

 

"Onipresente"

 

O nome da operação é uma referência a seres dotados de poder especial, que detêm o poder de estarem presentes ao mesmo tempo em diferentes locais.




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