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Política / TETO DE GASTOS
17.02.2017 | 11h07
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“Espero um debate de ideias, sem vandalismo ou arruaça”

Chefe da Casa Civil diz que servidores entendem o esforço para manter as finanças do Estado em dia

Marcus Mesquita/MidiaNews

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O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques não acredita em "batalha" por conta de projeto

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques disse ter "certeza" de que o debate em torno do projeto de lei de autoria do Executivo, que prevê um limite para os gastos públicos em Mato Grosso, ocorrerá de forma pacífica entre Governo, servidores e deputados estaduais.

 

Para ele, o cenário de “batalha” travado entre essas partes no ano passado, quando ocorreu a discussão sobre a concessão ou não da Revisão Geral Anual (RGA) do funcionalismo público, não vai se repetir.

 

“Espero e vamos trabalhar para que haja um debate de ideias. Não há nenhum motivo para passar perto do que acontece no Rio de Janeiro, por exemplo, onde projetos de lei são votados sob barulho de bombas e odor de gás lacrimogênio. Não há necessidade disso aqui no Estado”, disse o secretário.

 

Não há nenhum motivo para passar perto do que acontece no Rio de Janeiro, por exemplo, onde projetos de lei são votados sob barulho de bombas e odor de gás lacrimogênio

“Acredito que os debates serão de ideias, de convencimento, sem vandalismo, sem arruaça, sem baderna. Tenho certeza que Mato Grosso vai dar exemplo para o Brasil de como se discute um projeto polêmico”, afirmou.

 

As declarações foram dadas pelo secretário na manhã desta sexta-feira (17), durante entrevista à Rádio Capital FM.

 

Na avaliação de Taques, os servidores públicos do Estado estão, neste momento, mais “maduros” e conscientes da situação econômica enfrentada pelo País e por Mato Grosso.

 

Ele afirmou, inclusive, que os servidores têm a consciência de que Mato Grosso é um dos Estados que está com salários em dia e o único que concedeu parte da RGA dos servidores no ano passado, em que pese os valores ainda estarem sendo pagos.

 

“Me encontrei esses dias com um servidor público de carreira do Estado. Ele tem 27 anos no serviço público e me disse que outro dia estava numa reunião da família e um parente disse que não sabia por que os servidores reclamavam, pois ele estava desempregado há mais de um ano. Esse servidor me disse que está mais atento à realidade e outros servidores também”, afirmou o secretário.

 

“Aqui em Mato Grosso, o servidor recebe seu salário, estamos pagando RGA. Vejo, com toda sinceridade, que o momento é outro. Vejo que servidor percebe o esforço do Governo para manter finanças em dia, os salários em dia”, disse Taques.

 

Diálogo

 

Vejo que servidor percebe o esforço do Governo para manter finanças em dias

O chefe da Casa Civil afirmou também que o Governo vai manter uma postura de diálogo com os servidores.

 

Há consciência por parte do Executivo também de que o funcionalismo público irá brigar por seus direitos, o que, para o secretário, é natural.

 

“Acho que temos que reforçar mais diálogo, debater o tema com o servidor público. Não estou dizendo que servidor não vai lutar pelos direitos. Acho que deve lutar, é nartural. Mas tenho convicção de que há amadurecimento maior e um comprometimento pelo que passa Mato Grosso”, disse.

 

“Mistério”

 

O secretário, contudo, preferiu não dar detalhes sobre o projeto de teto de gastos, que vem sendo elaborado pelo Executivo desde o ano passado.

 

Taques afirmou que alguns ajustes ainda estão sendo feitos pela equipe econômica do Governo e que, antes de encaminhar o projeto à Assembleia Legislativa, ainda irá realizar uma reunião com os deputados da base governista.

 

“Ainda não podemos detalhar o conteúdo, pois o texto não foi finalizado. Neste momento, temos reuniões quase diárias com a equipe econômica. Estamos utilizando o que foi feito pela União, mas adaptando a realidade de Mato Grosso”, afirmou.

 

“Tomamos muita cautela para não ficar dando informações pela metade, para não causar nenhuma insegurança. Sabemos o quanto uma fala mal colocada pode gerar insegurança a vários setores, a vários pais de família. Estamos debruçados sobre como fazer o melhor projeto para a realidade de Mato Grosso. Não estamos pensando em questões eleitorais, estamos pensando no futuro. Trata-se de um planejamento a médio e longo prazos”, concluiu o secretário.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Taques diz que projeto congelará salários somente do Executivo

 

Congelamento de salário deve valer para todos, diz líder de Taques

 

Não conceder RGA a servidores do MPE seria injusto, diz Prado

 




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8 Comentário(s).

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Joenil  17.02.17 16h02
Daqui a uns 15 meses ou seja pouco mais de um ano,esse governo terá outro discurso,as promessas,espero que os funcionários públicos e seus familiares de coração de a resposta,a esses que estão nesse desgoverno,não é só apenas o que eles estão fazendo com os funcionários públicos não e sim com toda a sociedade, que a desmotivação chega ao cidadão lá em cada canto do nosso estado,e para completar me mostrem porque eu até hoje não vi obras feitas nessa gestão,lamentável mais é o que tem de verdade não fizeram nada para o povo matogrossense. ..
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Lourenço Cruz  17.02.17 14h02
Vandalismo e arruaça é o que os senhores vem fazendo com os servidores do executivo, mas isso vai acabar. 2018 vem ai.
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jader  17.02.17 13h50
VANDALISMO E ARRUAÇA SÃO PRÁTICAS DO GOVERNO CONTRA AS CONTAS PÚBLICAS. NÓS SERVIDORES TEMOS MUITA EDUCAÇÃO, ESTUDAMOS PARA ESTAR ONDE ESTAMOS.
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4
NATANAEL  17.02.17 13h00
NÃO TEM PROBLEMA. 2018 SERA UM ANO INESQUECÍVEL.
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jr cesar  17.02.17 12h57
Pois é! vamos lá: como AUMENTAR A CONTRIBUIÇÃO DA PREVIDÊNCIA, e ainda não conceder nosso justo RGA, sendo ainda que a inflação está comendo tudo? nos somos e outros estão, vão fazer e deixarão mais uma vez os monturos para limparmos, e isso no proxímos e no outro...e temos de pagar a conta? o judiciário, legislativo, e mpe já disseram que não o farão pois é INJUSTO COM OS SERVIDORES E AÍ? e arruaça...por favor tentando criminalizar o servidor com esses discursos obtusos e maculosos
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