Cuiabá, Segunda-Feira, 21 de Janeiro de 2019
A CONTA NÃO FECHA
09.01.2019 | 22h32 Tamanho do texto A- A+

Folha dos servidores cresceu 79% em 4 anos; arrecadação, 45%

Aumentos aprovados por Silval Barbosa gerou caos financeiros e dificuldades para investimentos

Alair Ribeiro/Midianews

O governador Mauro Mendes, que enfrenta dificuldades por folhas salariais herdadas

DA REDAÇÃO

Em quatro anos, o custo da folha salarial dos servidores públicos de Mato Grosso cresceu 79%. Já a arrecadação, neste mesmo período, cresceu 45%. 

 

Atualmente, a folha consome 81% da receita corrente líquida do Estado. Essa situação foi agravada pelas leis de cargos e salários, aprovadas pelo ex-governador Silval Barbosa, no final de sua gestão.

 

A "caixa de bondade", que estourou na gestão seguinte, comprometeu o custeio da máquina pública, inviabilizando investimentos e a prestação de serviços básicos à população.

 

Se o custo da folha continuar a crescer na mesma proporção dos últimos anos, segundo fontes ouvidas pela reportagem, em pouco tempo o Estado terá recursos apenas para pagar salários.

 

Para se ter uma ideia da gravidade da questão, em 2014 o Estado teve uma receita líquida de pouco mais de R$ 11,3 bilhões. Desse valor, R$ 8,1bilhões foram utilizados para o pagamento de salários dos servidores. 

 

Em 2018, apenas quatro anos depois, o valor gasto com a folha subiu para R$ 12,9 bilhões - e a arrecadação líquida foi de R$ 16 bilhões.

 

Ainda no ano passado, para o custeio do Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública, o governo repassou ainda a quantia de R$ 600 milhões. 

 

O reflexo disso é possível perceber em todos os setores do Estado, inclusive no pagamento do salário dos próprios servidores. Com um crescimento de receita inferior ao crescimento da folha de pagamento, já falta dinheiro para saldar os salários e também para quitar fornecedores e prestadores de serviços.

 

Atualmente o Estado tem a quantia de R$ 3,9 bilhões em restos a pagar, nesse rol também se encontra o 13º salário do servidor público, que não foi quitado em dezembro de 2018. 

 

Entre os anos de 2014 e 2018 a inflação acumulada foi de R$ 30,91%.




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COMENTÁRIOS
17 Comentário(s).

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ademilson   11.01.19 14h04
acho que todos os gestores anteriores tem sua parcela de culpa o servidor nao e culpado por essa situacao porem e hora de solucao ir a luta, todos juntos e arrumar a casa 🙏🙏pra tudo tem solucao basta ter coragem pra enfrentar 🙌🙌🙋
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Paulo Almeida  11.01.19 08h12
RGA tem que ser revisado,... salario do servidor publico tem que estar indexado ao salario minimo! se houve aumento de 3% esse é o valor que eles direito!!! não existe RGA de 11% RGA de Ajuste Inflacionario... não estão satisfeitos peça exoneração!!! Venha para iniciativa privada, e vejam se terão revisão inflacionaria... não aguentamos pagar imposto pra manter privilégios de servidores que nem se quer prestam serviços descente.
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EDILSON R DA SILVA  10.01.19 15h42
Excelência, não vá cometer os mesmos erros que anteriores. A folha não é o problema e sim gestão. Caríssimo Governador e minha opção eleitoral, penso que se continuar nesta linha pode surgir problemas do além.
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Antonio   10.01.19 12h56
Não é a Folha salarial do funcionalismo público que subiu tudo isso, só um simples levantamento aritmético já da para ver quantas pessoas o governo contratou nesse período e aí se faz a conta, então não vem com essa que a Folha salarial que subiu.
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sediclaur  10.01.19 12h16
Teriam que ser revistas as contratações de funcionários destes últimos 4 anos então, porque a única coisa que explicaria esse aumento da folha de pagamentos seriam contratações de pessoal em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque até o RGA do funcionalismo nesse período foi parcelado.
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