ENQUETES

Como você avalia o atendimento do Detran-MT?

PUBLICIDADE

Política / FAESPE
23.06.2017 | 19h00
Tamanho do texto A- A+

Fundação investigada tem contrato de R$ 6 milhões com a Sinfra

"Esse convênio tem sido gerido de uma forma bastante austera", disse secretário da Pasta

Marcus Mesquita/MidiaNews

Clique para ampliar

O secretário Marcelo Duarte, que comanda a Secretaria de Infraestrutura

DOUGLAS TRIELLI E THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O secretário Estado de Infraestrutura, Marcelo Duarte, revelou que a Pasta tem um contrato de R$ 6 milhões com a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe), alvo da Operação Convescote, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

 

Segundo Duarte, o contrato foi firmado em maio de 2015 e passa por uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) a pedido do governador Pedro Taques (PSDB).

 

“A Faespe é ligada à Unemat. Infelizmente, teve essa situação que tem que ser apurada. Estou sabendo pelos jornais. Mas o contrato está sendo acompanhado já há algum tempo pela CGE e, tenho certeza, que não vamos ter problema nenhum. De maneira alguma”, disse em conversa com a imprensa, na manhã desta sexta-feira (23).

 

Temos tranquilidade em afirmar que esse convênio tem sido gerido de uma forma bastante austera na Secretaria

O contrato, de acordo com o secretário, é amplo e tem diversas funções. Há, inclusive, funcionários que trabalham dentro da Sinfra.

 

Ele não acredita que serão encontradas irregularidades na prestação desses serviços.

 

“Nós temos tranquilidade em afirmar que esse convênio tem sido gerido de uma forma bastante austera na Secretaria. Todos os serviços e produtos ali contidos estão sendo efetivamente prestados. Eu acompanho pessoalmente. Inclusive, as pessoas contratadas pela Faespe prestam serviços dentro da Secretaria, identificadas com crachá”, afirmou.

 

“Eles prestam vários serviços. Trabalham lá dentro em várias áreas. É um convênio bastante amplo. Por exemplo, na melhoria da gestão, da parte jurídica, entre outros. O grande foco é a gestão, porque entendo que a gestão é a chave de tudo. Sem gestão você não consegue chegar a lugar nenhum”, disse.

 

A necessidade do contrato

 

Segundo o secretário, foi preciso firmar contrato com a Faespe por conta do alto número de obras que estão sob a alçada da Pasta.

 

“Esse convênio foi uma das estratégias que adotamos para alavancar a Secretaria nesses dois anos. A Sinfra toca, hoje, quase 200 obras em todo o Estado e precisa de muita ajuda para fazer com que essas obras aconteçam no prazo correto, na qualidade correta”, completou.

 

O esquema

 

De acordo com o Gaeco, os alvos da Operação Convescote, deflagrada no dia 20 de junho, desviaram mais de R$ 3 milhões dos cofres públicos.

 

O esquema de desvios de recursos, segundo o Gaeco, era viabilizado pelos pagamentos que órgãos como a Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, além da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) e Prefeitura de Rondonópolis, faziam por meio de convênios com a Faespe para prestação de serviços diversos.

 

A Faespe, por sua vez, subcontratava empresas (algumas delas "fantasmas"), cujos serviços eram pagos com dinheiro público.

 

Porém, conforme o Gaeco, quem atesta as notas fiscais dos mencionados "serviços" era um funcionário da própria Faespe e não um servidor público escalado para fiscalizar e supervisionar citados convênios.

 

Foram alvo de mandados de prisão preventiva: Claudio Roberto Borges Sassioto, Marcos Moreno Miranda, Luiz Benvenuti Castelo Branco de Oliveira, Jose Carias da Silva Neto Neto, Karinny Emanuelle Campos Muzzi de Oliveira (já em prisão domiciliar), João Paulo Silva Queiroz, José Antônio Pita Sassioto, Hallan Goncalves de Freitas, Marcos Jose da Silva, Jocilene Rodrigues de Assunção e Eder Gomes de Moura.

 

Já Marcos Antonio de Souza, Fadia Kassin Fares Garcia, José Augusto Proenca de Barros e Lázaro Romualdo Gonçalves de Amorin foram conduzidos coercitivamente para prestar esclarecimentos.

 

Quatro dos 11 acusados já conseguiram deixar a cadeia. Karinny Emanuelle Campos Muzzi de Oliveira, Jocilene Rodrigues de Assunção e Marcos Moreno Miranda tiveram as prisões preventivas convertidas em domiciliares, por decisão da juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.

 

Já João Paulo Silva Queiroz conseguiu liberdade, sem nenhuma medida cautelar, também por decisão da magistrada.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Juíza: oficial tentou subornar servidora para acessar inquérito

 

Gaeco prende mulher de ex-vereador, servidor do TJ e mais nove

 

Convênio entre AL e Faespe prevê pagamento de R$ 100 milhões

 

Veja a relação dos 11 acusados de esquema presos pelo Gaeco

 




Clique aqui e faça seu comentário


3 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Wagner  23.06.17 18h07
Quer dizer que o governo paga 2 vezes pelo mesmo serviço? paga o salario dos gestores para fazer gestão da Sinfra e paga esta Fundação para fazer gestão da Sinfra?
5
0
Maria  23.06.17 14h19
Fazer concurso não querem ne??mas contratar mais de 100 pessoas para "gerir" a pasta, isso querem!! Passou da hora de concurso na Sinfra, a maior parte dos servidores estão aposentando ou prestes a aposentar.... tome melhores atitudes Secretário
14
4
Roger  23.06.17 13h04
Pelo que o nobre Secretário disse é evidente que a contratação é irregular, pois serviu para preencher a falta de servidores públicos de carreira no órgão. O correto é colocar servidores concursados, que garantem continuidade para a Administração e maior controle, mas o gestor preferiu essa terceirização, precária e questionável. Logo o contrato terá que ser desfeito e os serviços da secretaria serão prejudicados, infelizmente. Mesmo que os serviços estejam sendo prestados, a contratação é irregular.
17
5

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

1999-2017 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados