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Política / “ARAPONGAGEM”
12.05.2017 | 14h08
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Gaeco diz que não investigou grampos envolvendo autoridades

Denúncia teria motivado saída de chefe da Casa Civil, Paulo Taques; caso é investigado pela PGR

MidiaNews

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O chefe do Gaeco, Marcos Bulhões: não houve investigação envolvendo autoridades de MT

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), promotor de Justiça Marcos Bulhões, afirmou que não houve, por parte do grupo, nenhuma investigação envolvendo autoridades que teriam sido vítimas de um esquema de escutas ilegais em Mato Grosso.

 

Segundo ele, a denúncia de “grampos” clandestinos supostamente realizados pelo Palácio Paiaguás, e que é alvo de investigação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tem qualquer relação com outro fato já arquivado pelo Gaeco.

 

Na última quinta-feira (11), o Gabinete de Comunicação do Estado comunicou a saída do então secretário Paulo Taques do comando da Casa Civil. Uma das justificativas, é que ele iria se dedicar, como advogado, a investigação em curso na PGR.

 

“A denúncia, supostamente recebida por eles anonimamente, foi feita pelo ex-secretário ao governador em outubro de 2015. Ato contínuo, o governador remeteu o caso ao Ministério Público Estadual, por meio do GAECO para investigação. No mesmo mês de outubro de 2015, porém, o Gaeco fez a Promoção do Arquivamento das investigações por insuficiência de evidências do denunciado”, dizia nota do Gcom.

As informações apresentadas pelo Governador do Estado, que resultaram no arquivamento do Procedimento de Investigação, não guardam relação com os fatos que teriam ocorrido na Comarca de Cáceres

 

O chefe do Gaeco, por sua vez, “esclarece que as informações apresentadas pelo Governador do Estado, por meio do Ofício 446/2015, que resultaram no arquivamento do Procedimento de Investigação, não guardam relação com os fatos que teriam ocorrido na Comarca de Cáceres”, disse Bulhões, em nota encaminhada a imprensa.

 

Ocorre que o esquema de grampos funcionaria por meio da chamada "barriga de aluguel", quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.

 

No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.

 

A decisão que autorizou as escutas contra a quadrilha seria da Comarca de Cáceres, na fronteira do Brasil com a Bolívia.

 

“O que aconteceu foi o seguinte: existe uma investigação lá no interior, onde foi pedido pelo promotor ao juiz que fizesse uma interceptação. Isso aconteceu no interior. Esse fato que o governador encaminhou para a gente”, disse Bulhões, ao MidiaNews.  

 

“Mas esse fato não fala qual a ilegalidade, não identifica ninguém. Era algo genérico. Por ser genérico demais, o promotor Marco Aurélio (à época chefe do Gaeco) arquivou a denúncia”, afirmou.

 

O promotor disse ainda que é preciso deixar claro que os supostos fatos ocorridos em Cáceres não foram encaminhados para análise do Gaeco.

 

“O governador remeteu sim um problema, que não é de Cáceres. Houve sim um arquivamento de uma denúncia, mas não é nada de Cáceres que é o que está pipocando aí na imprensa”, disse.

 

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