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Política / ESCUTAS ILEGAIS
15.05.2017 | 15h25
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Magistrado e filha de Arcanjo estão entre supostos grampeados; veja

As interceptações clandestinas teriam sido feitas sob a conivência do governador Pedro Taques

Reprodução

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O desembargador José Ferreira Leite, um dos supostos alvos de grampos ilegais em MT

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O desembargador José Ferreira Leite, médicos, servidores da Assembleia Legislativa (AL-MT), assessores de deputado estadual e de um vereador por Cuiabá, e a filha do ex-chefe do crime organizado em Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro, estariam entre os alvos de supostas escutas telefônicas feitas pela Polícia Militar de Mato Grosso.

 

A relação com nomes e os respectivos apelidos foi divulgada pelo site O Livre.

 

Todos seriam vitimas do esquema de grampos ilegais denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque quando ele ocupou a secretaria de Estado de Segurança Pública, em 2015.

 

As interceptações clandestinas teriam sido feitas, em tese, sob a conivência do governador e realizadas por meio da tática de “barriga de aluguel”, quando números de telefones de cidadãos, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.

 

No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.

 

Conforme a relação, o nome do desembargador José Ferreira Leite teria sido incluído nas interceptações, em agosto de 2015.  Na lista, ele aparece como um “capanga” da Fazenda Grandene, em Cáceres.

 

Outro nome que chama atenção na lista é o da filha do ex-comendador João Arcanjo, Kelly Arcanjo Ribeiro Zen. Ela recebeu o codinome de “Careca” e foi apontada na relação como comparsa de “Clemilson”, que ao que tudo indica seria um dos supostos traficantes.

 

Os nomes de cinco médicos de Mato Grosso  também aparecem entres os supostos alvos das escutas. São eles: Sergio Dezanetti (de Alta Floresta), Luciano Florisbelo da Silva (do Hospital Santa Rosa, de Cuiabá), Paullineli Fraga Martins (médico perito, de Alta Floresta), Helio Ferreira de Lima Junior (médico ginecologista) e Hugo Miguel Viegas Coelho (médico da Policlínica de Várzea Grande).

 

Também teria sido alvo das escutas uma linha telefônica de titularidade do desportista Carlinhos Bergamasco, que faleceu em 2012. Ele foi, durante muitos anos, assessor parlamentar dos ex-deputados Renê Barbour, Pedro Henry e Eliene Lima.

 

Na relação, Carlinhos também é citado como “capanga” da Fazenda Grandene. Sua esposa, Gisele Bergamasco também consta na relação,com o nome de “Camila” e que, supostamente, seria “esposa de Clemilson”. A lista revela que Gisele trabalhava, pelo menos até agosto de 2015, na Casa Militar.

 

Um servidor da Assembleia Legislativa, Mario Edmundo Costa Marques Filho, também aparece na relação. Ele seria o “PM que auxilia o transporte” da suposta quadrilha.  

 

“HNI” foi o codinome usado para identificar o assessor do deputado Wagner Ramos, Eduardo Gomes Silva Filho. Ele é outro da lista identificado como Policial Militar.

 

Paiaguás nega prática

 

Em coletiva realizada na última semana, o governador Pedro Taques, afirmou que nunca pediu para grampear ilegalmente adversários políticos, advogados e jornalistas e que só teve conhecimento na quinta-feira (11), por meio da imprensa, de que integrantes da Polícia Militar do Estado poderiam estar agindo de tal forma.

 

Taques relatou que já orientou o atual secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, a investigar o caso dos supostos “grampos” ilegais.

 

O governador pediu ainda a suspensão das atividades do "Guardião" - sistema utilizado pelo Ministério Público para fazer as interceptações telefônicas - até os esclarecimentos dos fatos.

 

Veja a lista de supostos grampeados: