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Política / PREVENTIVA
11.10.2017 | 17h43
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Perri determina nova prisão de cabo acusado de operar grampos

Gerson Corrêa Júnior é suspeito de ter escondido o equipamento que fazia as escutas ilegais

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O cabo Gerson Corrêa Júnior: nova prisão preventiva decretada

LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), determinou uma nova prisão preventiva contra o cabo Gerson Corrêa Júnior, réu da ação penal que apura o esquema de interceptações telefônicas clandestinas no Estado.

 

A decisão foi dada na tarde desta quarta-feira (11), atendendo ao pedido formulado pelos delegados Ana Cristina Feldner e Flavio Stringueta, que conduzem as investigações da chamada "Grampolândia".  

 

Gerson Corrêa já está preso preventivamente desde maio, por determinação do juiz Marcos Faleiros. Ele está detido no Centro de Custódia da Capital (CCC).

 

A segunda prisão foi motivada pelas suspeitas de que o cabo teria sido o responsável por ocultar o equipamento que fazia a "arapongagem".

 

De acordo com Perri, o empresário José Marilson da Silva, ex-sócio proprietário da Empresa SIMPLES IP, que foi preso na Operação Esdras, e posteriormente solto, era responsável pelo desenvolvimento do software do Sistema Sentinela, que realizava as interceptações clandestinas.

 

"José Marilson da Silva afirmou que o equipamento foi retirado pelo Cb. PM Gerson Corrêa, informação esta que foi confirmada pela testemunha Henrique Siqueira. Ambos declararam que o equipamento Sentinela foi retirado da empresa Titânia e entregue nas mãos do PM Gerson".

 

O desembargador destacou que o cabo Gerson Corrêa foi o operador principal dos sistemas Wytron e Sentinela, "bem como foi o responsável por estruturar, juntamente com o Cel. Zaqueu Barbosa, o fictício Núcleo de Inteligência da PMTT".

 

"De acordo com a investigação em andamento, o Cb. PM Gerson foi responsável pela instalação do equipamento, e passou praticamente todo mês de setembro de 2014 ouvindo diversas conversas, em uma sala comercial alugada no Edifício Master Center, apresentando os resultados de seu trabalho, por meio de relatórios, ao Cel. PM Zaqueu, demonstrando, assim, de forma incontestável, o envolvimento e a ligação de ambos na prática delituosa".

 

Perri destaca que o prestígio de Gerson era tamanho dentro da corporação que, em outubro de 2014, procurou o coronel Zaqueu e exigiu que mais gente fizesse parte do quadro de funcionários. 
 
“Porque não tinha condições de ouvir todos os áudios. Tantas já eram as interceptações telefônicas clandestinas, que um só homem não podia mais realizá-las”, escreveu Perri.
 
Diante disso, o desembargador concluiu que “inversamente à lógica dos fatos, o Cb. Gerson Correa não era – como, de fato, não é – o elo mais fraco do grupo criminoso, mesmo estando diante de presença de Coronéis”.
 
Perri fundamenta o pedido de detenção em duas situações. “A primeira deles, e que podemos considerar a mola propulsora de todas as investigações deflagradas [investigação-matriz], diz respeito aos fatos ocorridos na Comarca de Cáceres, com a inclusão de pessoas estranhas à investigação, introduzidas como se criminosas fossem, para o fim de se quebrar sigilos telefônicos de forma oculta”.
 
O outro ponto abordado pelo desembargador é o fato de Gerson ter uma ligação estreita com o ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco.
 
“[...] Em bilhete apreendido com a investigada Helen Christy, durante a Operação Esdras, verifica-se toda lealdade – e por que não dizer, a irmandade – do Cb. PM Gerson para com o Cel. PM Lesco, demonstrando a forte ligação da organização criminosa formada, que o trata, inclusive, como ‘irmão’”.
 
Além da prisão, foi determinada busca e apreensão na casa do Gerson Correa.



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Oséias   12.10.17 13h42
Oséias , seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas

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