Cuiabá, Sexta-Feira, 13 de Fevereiro de 2026
RGA SUSPENSA
24.09.2018 | 16h26 Tamanho do texto A- A+

Servidores dão 48 horas para o Governo e ameaçam fazer greve

Sindicalistas se reuniram na frente da Secretaria de Estado de Gestão na tarde desta segunda-feira (24)

Reprodução

Os servidores exigem o pagamento da parcela da RGA

Os servidores exigem o pagamento da parcela da RGA

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Aproximadamente 600 servidores públicos se reuniram na frente da Secretaria de Estado de Gestão na tarde desta segunda-feira (24) para exigir o pagamento da terceira parcela da Revisão Geral Anual (RGA), referente a 2017. O pagamento da parcela foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (leia abaixo).

 

Em assembleia geral convocada pelo Fórum Sindical – entidade que reúne mais de 30 categorias dos servidores públicos de Mato Grosso – foi estabelecido o prazo de 48h para que o Governo inclua na folha de pagamento a terceira parcela da RGA, de 2,20%.

 

“Caso até o dia 26 ele não implemente a tabela, nós nos reuniremos também na porta da Seges, como foi hoje, para deliberarmos se haverá a paralisação de 24 horas. Caso não resolver, determinaremos uma de 48h, e se não resolver, partir para o movimento paredista total”, disse o presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental e representante do Fórum Sindical, Edmundo César Leite.

 

Alair Ribeiro/Midia News

Edmundo Cesar Leite

Representante do Fórum Sindical, Edmundo César Leite

Conforme o Governo do Estado, o pagamento da parcela da RGA ficou proibido por decisão do Tribunal de Contas do Estado, em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

A Secretaria de Controle Externo (Secex) concluiu que ao conceder o pagamento da RGA, o governador incorreu em duas irregularidades de natureza gravíssima.

 

Uma delas é que o pagamento “desrespeita o índice prudencial e máximo definido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), com aumento real aos servidores do Poder Executivo do Estado”.

 

Segundo o sindicalista, a decisão não impede que o Governo pague a revisão aos servidores. “Deram um cautelar alegando Lei de Responsabilidade Fiscal, porém não estamos engolindo essa situação. E o Governo poderia ter entrado na Justiça e feito o que fosse necessário para derrubar essa medida do TCE”, disse ao MidiaNews

 

Cunho eleitoreiro

 

Para o líder sindical, a possível paralisação não pode ser vista como um ato de cunho eleitoreiro, já que o acordo estava previsto desde o ano passado.

 

“Nada a ver uma coisa com a outra. Essa lei [da RGA] foi implementada no ano passado. Nunca imaginaríamos que precisaríamos lutar para o estado obedecer a lei. Não há candidatos no palanque”, disse Edmundo.

 

Entenda o caso

 

O Tribunal de Contas do Estado, em decisão monocrática e posteriormente homologada pelo Plenário, suspendeu o reajuste geral anual dos servidores do Poder Executivo de Mato Grosso no que se refere ao pagamento da parcela que incide no mês de setembro de 2018.

 

O Governo do Estado já pagou aos servidores estaduais as duas primeiras parcelas do reajuste (2,19% em novembro de 2017 e 2,19% em abril de 2018). O reajuste é calculado com base na inflação anual.

 

Em 2015 o reajuste aos servidores por perdas inflacionárias foi de 6,23%. Já em 2016 foi de 11,28%. Em 2017, o reajuste foi 6,58%. No ano de 2018 o reajuste foi de 4,19%, também com o pagamento parcelado em duas vezes.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Taques diz que vai analisar decisão do TCE: “Não tenho pressa”

 

Governo cobra celeridade do TCE para garantir pagamento do RGA

 

 

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COMENTÁRIOS
7 Comentário(s).

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Fiscal   25.09.18 14h29
Mato grosso tem potencial para aumentar a arrecadação em pelo menos 2,5 bilhões, mas os manda chuvas do Governo estão atrelados ao negócios privados. Todo anos, ao invés de reduzir, aumenta os incentivos fiscais para o grupo dominante. Em 2006 a receita tributária representava 10,19% do PIB e hoje ela representa apenas 7,78%. Uma redução de 2,41% de redução da volume de arrecadação sobre o PIB. Se cada ponto percentual representa em torno de 1,0 bilhão então teríamos pelo menos mais 2.410.000.000,00 de arrecadação ao dados e legislação do ano 2010. O que acontece é que o Governo da incentivo demais, reduz a arrecadação e coloca a culpa no servidor público. A folha não é tão grande , grande é a ineficiência desse Governo.
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Tomas Turbano  25.09.18 08h13
O problema é a discrepância de salários nos poderes...Deveria nivelar tudo!!!
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Albanir berigo  24.09.18 21h08
Os funcionários se encontram aproveitando do período político, pondo o governador no canto; vão quebrar a cara se o Mauro Mendes, for eleito; quero só escutar a choraradeira
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Antonio  24.09.18 20h57
Cuidado, "servidor privado". Já pensou que tem um monte de gente mais preparada que você trabalhando pro Governo e se esse pessoal resolver seguir teu conselho, vai ter concorrência na sua vaga? Será que você tem gabarito pra competir? Pensa bem...
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Servidor público   24.09.18 19h22
Caro servidor privado. Você realmente não entende de nada! A RGA não é algo eleitoreiro. É um direito garantido em lei. A RGA é um aumento que temos por causa do aumento do salário mínimo. Quer dizer que o salário pode aumentar para vocês da iniciativa privada e para nós não?Você deveria era pedir demissão da iniciativa privada e sumir no mundo. Antes de comentar algo veja o que realmente é.
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