Cuiabá, Segunda-Feira, 21 de Janeiro de 2019
ESTADO EM CRISE
12.01.2019 | 15h03 Tamanho do texto A- A+

Servidores recuam de greve imediata e sinalizam "trégua" a Mauro

Sindicalistas demonstram que situação caótica do Estado pode piorar em caso de paralisação

Alair Ribeiro/MídiaNews

Presidente do Sinpaig, Edmundo César, diz que servidores estão em diálogo com Executivo

DIEGO FREDERICI
FOLHAMAX

Membros do Fórum Sindical, organização que agrega a maior parte das classes de servidores do Poder Executivo de Mato Grosso, defendem a mobilização do funcionalismo como forma de pressionar o governador Mauro Mendes (DEM) principalmente em relação aos salários e parte do 13º atrasado. No entanto, o tom utilizado por alguns dos representantes do grupo ainda é observar a situação pelo menos até o mês de fevereiro, descartando uma greve “imediata”.

 

As informações são do programa Resumo do Dia da última quinta-feira (10). Edmundo César, presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig), analisa que apesar dos embates recentes entre o Poder Executivo e os servidores apontarem para uma possível greve, o Fórum Sindical vem orientando as classes a “evitar” a medida no momento.

 

Ele disse que os trabalhadores estão em “conversação”, mas teme que, se não houver acordo, o último recurso seja mesmo o da paralisação. “A gente está tentando evitar, mas parece que a coisa vai ter que partir para esse lado, o remédio mais forte, que nós temos, que é a paralisação. Mas ainda estamos em conversação. Ainda estamos em processo de formação para chegar nesse último momento que e a greve”, explicou.

 

Na mesma linha, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Orcarlino Alves, informou que a orientação do Fórum Sindical é “manter as categorias mobilizados”. Segundo ele, a situação é “crítica” e uma greve “precisa ser muito bem pensada”. “

 

A orientação é conduzir e dialogar com as bases em assembleias gerais e manter as categorias mobilizadas. Escutaremos as opiniões e mantaremos estado de assembleia permanente que nos permite os novos encontros sem formalidades estatutárias e garantidas em legislação vigente. A situação é crítica e uma greve precisa ser muito bem pensada e não a toque  de caixa”, ponderou.

 

Mauro Mendes comentou a mobilização dos servidores públicos do Poder Executivo Estadual. Na última quinta-feira, após entregar projetos na AL-MT referentes a arrecadação e a reforma administrativa do Estado, o governador disse que se a paralisação resolvesse ele “seria o primeiro a entrar em greve”. “Se fizer greve resolver o problema do Estado, eu sou o primeiro que vou entrar em greve. Vou convidar todo mundo para entrar em greve porque aí, dois, três meses depois não tem mais nenhum problema em Mato Grosso. A greve não resolve o problema. Ela vai piorar muito mais o problema do Governo do Estado”, analisou.

 

O governador se reuniu com o Fórum Sindical na última segunda-feira (7). Na ocasião, Mauro Mendes pediu a “compreensão” do funcionalismo sobre o atraso nos salários e no 13º.

 

Veja vídeo:

 

 




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