Cuiabá, Segunda-Feira, 21 de Janeiro de 2019
LUTA PELA MANUTENÇÃO
12.01.2019 | 14h23 Tamanho do texto A- A+

Sindicato defende Empaer e afirma que já reduziu 35% da folha

O governador Mauro Mendes fez duras críticas a empresa pública e pretende extingui-la

Reprodução

Fachada da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer)

DA GAZETA DIGITAL

Uma das empresas públicas com previsão de extinção e alvo de duras críticas por parte do governador Mauro Mendes (DEM), a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) atende mais de 140 mil famílias e já reduziu cerca de 35% da folha salarial com adesões do Programa de Demissão Voluntária (PDV). A informação foi transmitida ao Gazeta Digital pelo Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp).  

 

Para o sindicato, mesmo com os altos salários, a solução não é extinguir a empresa. O presidente do Sinterp, Pedro Carlotto, afirmou que a Empaer já tomou medidas para a redução de gastos, como a adesão de mais de 100 servidores ao PDV lançado no ano passado.

 

“Apenas com essa medida teremos uma redução de 35% na folha, que tem um gasto mensal de R$ 7,8 milhões”.   

 

Um dos pontos criticados pelo governador são as dívidas trabalhistas que a Empaer herdou da antiga Companhia de Armazéns e Silos do Estado (Casemat), por causa de uma fusão na década de 1990. Seriam mais de R$ 100 milhões, enquanto o patrimônio da Empaer é menor que esse valor, com R$ 24,3 milhões em prédios e R$ 40,8  milhões em centros de pesquisa.  

 

“A Secretaria de Agricultura Familiar não consegue atender a demanda, por isso hoje a Empaer executa as políticas públicas de responsabilidade da Secretaria. Trabalhamos com os pequenos produtores, só em 2018 atendemos 52.815 famílias. Sem esse atendimento essas pessoas podem migrar para as cidades e trazer um impacto social ainda maior”, avalia o sindicalista.   

 

Sobre os supersalários apontados por Mauro Mendes, o presidente do Sinterp alega que o alto grau de instrução afeta na remuneração e o caso específico, citado por Mendes, da servidora que teria saído de uma remuneração de R$ 1.300 em 2011 para cerca de R$ 13 mil em 2018 faz parte de um reenquadramento.  

 

“Em 2011 foi autorizada uma equiparação salarial da Empaer com outras instituições afins. Isso trouxe o aumento de salários, mas só chega a esse valor quem tem capacitação e tempo de serviço. Essa servidora que foi citada se capacitou e tem 45 anos de carreira”, explica o presidente.   

 

Segundo Carlotto, a categoria solicitou audiência com o governador para apresentar os dados e medidas propostas para melhorar a situação da empresa. “Desde o período da transição estamos tentando falar com Mauro Mendes. Apoiamos o governador no sentido de enxugar a máquina. Sabemos que a situação não é boa e temos muito a contribuir com as soluções”.




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2 Comentário(s).

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rafael  13.01.19 11h41
Conheço pessoas que já estão aposentadas, e que ainda trabalham e recebem alto salário para não fazer nada, só enganação, dados falsos. A maioria só bate o ponto e vai embora. Tem que fazer uma CPI, e investigar, onerando os cofres públicos.
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Maria Izabel  13.01.19 10h09
Infelizmente, este órgão é um tremendo cabide de emprego. Os funcionários vão aposentando e de cara já são nomeados para altos cargos comissionados. O que não entendo é por que precisam de incentivos para serem mandados emboras. São celetistas e pronto.
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