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Política / CONTRA-ATAQUE
13.05.2017 | 09h42
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Taques diz que promotor tentou intervir em nomeação de chefe do MPE

“Se ele ficou chateado, magoado, eu não posso dizer a vocês", disse governador

MidiaNews

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O governador Pedro Taques ao lado do promotor de Justiça Mauro Zaque e o ex-comandante da PM, Zaqueu Barbosa

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o promotor de Justiça, Mauro Zaque tentou intervir, quando ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública, na escolha do procurador-geral da Justiça do Ministério Público Estadual (MPE) para o biênio 2015/2017.

 

A declaração foi feita durante entrevista coletiva à imprensa na tarde de sexta-feira (12), para esclarecer denúncia feita pelo promotor sobre a existência de uma suposta rede clandestina de “grampos” telefônicos no Estado.

 

Na denúncia, Mauro Zaque aponta que interceptações telefônicas ilegais foram feitas pela Polícia Militar de Mato Grosso, sob a conivência de Taques. Os alvos dos grampos seriam adversários políticos do governador, advogados e jornalistas.

 

O caso é alvo de investigação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

 

Se ele ficou chateado, magoado, eu não posso dizer a vocês. Agora uma coisa é certa: governador não pode aceitar chantagem de quem quer que seja, quem nomeia sou eu, quem exonera sou eu

“Os senhores se recordam que o doutor Paulo Prado quando foi escolhido por mim para ser procurador da Justiça eu escolhi no último dia da lista tríplice? Fui muito criticado por isso. É que o doutor Mauro Zaque me ligou dizendo o seguinte: que tinha sido feito um acordo entre o segundo colocado e o grupo dele que tirou o quarto lugar com a colega Ana Luiza Peterlini, e se eu poderia indicar o José Antônio Borges. Ele [Mauro Zaque] estava me parece nos Estados Unidos eu respondi que escolheria o mais votado”, disse o governardor.

 

Questionado se a denúncia do promotor contra ele seria uma vingança,  Taques preferiu não comentar.  

 

“Se ele ficou chateado, magoado, eu não posso dizer a vocês. Agora uma coisa é certa: governador não pode aceitar chantagem de quem quer que seja, quem nomeia sou eu, quem exonera sou eu”, afirmou.  

 

Conforme informações, o promotor teve conhecimento do caso pelo ex-comandante da PM, Zaqueu Barbosa. Mauro teria levado a denúncia para o governador em novembro de 2015. Taques, porém, nega ter recebido a informação e afirma que tomou ciência dos fatos neste semana pela imprensa.

 

Taques disse ainda, que vai  acionar o promotor Mauro Zaque na Procuradoria Geral de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público pelos crimes de falsificação de documento público, prevaricação e denunciação caluniosa.

 

A denúncia

 

Coronéis da Polícia Militar, mais assessores do primeiro escalão do Palácio Paiaguás, se utilizariam do esquema para monitorar adversários políticos, jornalistas, advogados e empresários.

 

O esquema funcionaria por meio da chamada "barriga de aluguel", quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.

 

No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.

 

Ao pedir a quebra dos telefones dos supostos membros da quadrilha, teriam sido inseridos, ilegalmente, na lista encaminhada à Justiça, os telefones que interessariam ao Executivo monitorar.

 

A decisão que autorizou as escutas contra a quadrilha seria da Comarca de Cáceres, na fronteira do Brasil com a Bolívia.

 

O inquérito sobre o caso está na Procuradoria Geral da República, sob comando do procurador Rodrigo Janot.

 

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