Cuiabá, Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018
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10.10.2018 | 17h30 Tamanho do texto A- A+

'Vou até a enfermaria', diz Haddad sobre debate com Bolsonaro

Candidato do PT afirmou que os 'brasileiros precisam saber a verdade sobre as coisas'

Heuler Andrey/Folhapress

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad

DO G1

Em entrevista coletiva para jornalistas da imprensa internacional nesta quarta-feira (10) o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, convocou o adversário Jair Bolsonaro (PSL) a comparecer aos debates televisivos. Bolsonaro afirmou que não irá ao primeiro debate do segundo turno por questão de saúde.

 

"Eu vou na enfermaria em que ele estiver para debater o país. Os brasileiros precisam saber a verdade sobre as coisas. Vamos tratar isso de forma adulta e não fazendo criancice na internet contando com a boa fé das pessoas que são crédulas. Muita gente acredita no que recebe no WhatsApp, mas lá você não tem o contraditório. No debate você tem", disse Haddad.

 

Ao falar sobre notícias falsas quem têm sido distribuídas durante a campanha, o petista afirmou que a Justiça brasileira não consegue conter os danos de imagem que elas produzem.

 

"A justiça cassa, vão lá e produzem outros (...) Eu entendo que no segundo turno o peso das fake news é menor, se tiver debate. Não há como se acovardar no debate. Ele vai ter que enfrentar. As atitudes covardes de redes sociais são impossíveis no debate face a face. Temos que passar a limpo muita coisa", disse.

 

'Erros' do PT
 

Questionado sobre por que o PT não admitia "erros" no governo, Haddad disse que sempre foi pessoalmente "crítico aos equívocos cometidos" em entrevistas e artigos que escreveu.

 

"A questão das desonerações (tributárias) foram, na minha opinião, um ponto. Inclusive reconhecido pela própria Dilma [Rousseff] de condução da política econômica no final do seu primeiro mandato. Eu tenho sido muito franco na análise que fiz dos nossos governos", afirmou.

 

Para Haddad, o maior erro do PT foi não ter feito uma reforma política.

 

"Na minha opinião o maior erro foi não ter feito a reforma política. Isso abriu brechas em todo o sistema político para que pessoas se comportassem de maneira equivocada. Tínhamos que ter enfrentado o debate sobre financiamento empresarial de campanha. Precisou o STF declarar inconstitucional. Eu penso que isso deve ser reconhecido. Erramos nesse aspecto. Tínhamos que ter enfrentado isso na primeira hora, em 2003", disse.

 

Venezuela
 

Perguntado sobre se acha que a Venezuela é uma democracia ou ditadura, Haddad defendeu a diplomacia para lidar com o país vizinho.

 

"O papel do Brasil é de líder do continente. Nós devemos ajudar os países que estão com problemas a encontrar um caminho de fortalecimento da soberania nacional e popular. Temos mecanismos para isso. Não precisamos tomar partido. Não precisamos de base militar. Não precisamos declarar guerra a vizinho nenhum. Isso é uma tradição da diplomacia brasileira", disse.

 

Haddad citou medidas adotadas pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula.

 

"Temos que retomar a boa diplomacia brasileira. A que não se envolve em conflitos internos. Respeita a autodeterminação dos povos, mas exerce a liderança", completou.

 

Ele afirmou ainda que pergunta deveria ser feita a Bolsonaro.

 

"Essa pergunta você deveria dirigir a quem defendeu a ditadura no Brasil, a tortura e a cultura do estupro, o meu adversário. Meu adversário até hoje defende torturadores abertamente", afirmou Haddad.

 

Nova logomarca

 

No segundo turno, a campanha de Fernando Haddad e Manuela D'Ávila fez ajustes para tentar atrair mais eleitores. Além de incorporar o ex-governador e senador eleito Jacques Wagner à coordenação da campanha presidencial, o PT reformulou a comunicação visual.

 

A principal mudança foi a retirada de Lula das peças publicitárias, tanto em relação a imagens quanto a menções ao nome do ex-presidente. Além disso, houve mudança na logomarca da campanha. A assessoria do PT informou que, nesta reta final, lançou um novo "enxoval" para a campanha de Haddad.

 

Uma das novas logomarcas do candidato petista não tem mais a tradicional cor vermelha do PT. Em outras, os tons em vermelho foram reduzidos e, no lugar, foram inseridos mais verde e amarelo.

 

Peça da primeira fase da campanha de Haddad à Presidência, que exibia o ex-presidente Lula — Foto: Reprodução, PT

 

Nova logomarca da campanha de Haddad sem a presença de Lula — Foto: Assessoria do PT




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COMENTÁRIOS
4 Comentário(s).

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Paulo Roberto  11.10.18 08h56
Para quem vai todas as segundas em Curitiba pedir orientações de um preso, esperar um comentário desses é fácil...
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Roberto  11.10.18 08h02
Petista mostrando sua verdadeira face! Sabe que esta prestes a perder a eleição e fica com este jogo sujo,na tentativa de estressar o candidato Bolsonaro e com isso,arruinar ainda mais seu estado de saúde. O cara esta fazendo cocô em uma sacola e este cidadão não tem o mínimo de respeito pelo próximo! Más a era petista esta acabando graças a Deus! Eles são capazes de tudo para se manter no poder,de tudo mesmo! E esse camarada tirou a foto do Lula do seu cartão,muda de ideia rápido nhe...
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Rodrigo   11.10.18 07h40
Quem vai na cadeia fazer plano de governo não iria numa enfermaria?
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Dionissio  11.10.18 06h12
Que pena o PT perdeu sua identidade tirando o vermelho comunista da sua bandeira e usurpando do verde amarelo do bolsonaro.
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