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Variedades / "PÉ NO CHÃO"
13.08.2017 | 08h58
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'Anitta puxa, mas amo minha terra', diz Pabllo sobre carreira 'gringa'

Pabllo assinou recentemente contrato com gravadora e se prepara para gravar em outubro, em Los Angeles

VOUGUE

Cantora, inquieta, mas com o pé no chão, a drag queen contabiliza palmas. Pabllo Vittar ultrapassa 2,9 milhões de seguidores em suas redes sociais - superando uma das drags mais famosas do mundo, RuPaul, do reality show RuPaul’s Drag Race.

 

É dona da música mais executada do Carnaval, Todo Dia, acaba de lançar o clipe Sua Cara, em parceria com Anitta e Major Lazer, e conta as horas para estrear com Preta Gil sua participação no dueto no single da cantora Decote, do álbum Todas as Cores.

 

Pabllo assinou recentemente contrato com gravadora e se prepara para gravar em outubro, em Los Angeles, seu segundo álbum. O primeiro foi Vai Passar Mal, lançado em fevereiro de 2017, com um pop genuinamente brasileiro, cheio de referências fortes e dançantes do Nordeste como axé, brega, forró e arrocha.

 

Mas todo sucesso tem um começo: Phabullo Rodrigues da Silva imita divas do pop desde a infância, o que condiz com o primeiro nome de batismo de sua personagem drag: Pabllo Knowles, uma ode à Beyoncé. Foi depois do sucesso de sua paródia Open Bar - que acumula hoje 26 milhões de visualizações - que a carreira deslanchou.

 

Alçando voo internacional, no último dia 17.07, as personagens do Ru Paul’s Drag Race, Aganja Estranja, Jujubee, Shangela e Latrice Royale, fizeram uma dublagem do hit K.O, durante a Queer Expo, um evento de cultura pop e LGBTQ que acontece todo ano na Austrália.

 

Em entrevista exclusiva à Vogue Brasil, ela reflete sobre o sucesso e a importância do seu papel na cena LGBTQ. Confira:

 

Como você enxerga a importância da realização de festas como a “Combatchy”, nova criação de Anitta, na cena LGBTQ?


É importante mostrar que não existe rivalidade entre ninguém, que todos podem ter sucesso e trabalharem juntos e “pisar” muito. Nós juntas foi muito melhor do que separadas em um palco!

 

O que significou para você ter sido a primeira convidada desse “duelo” com a Anitta, dividindo o mesmo palco que a cantora?


Como a Anitta sempre fala, isso representou, acima de tudo, um gesto de igualdade. Todos temos que entender que somos iguais e que temos os mesmos direitos. Uma artista do porte da Anitta dar essa abertura e mostrar para todo mundo que é assim que funciona faz com que muitas pessoas enxerguem artistas LGBTQ como quaisquer outros artistas, e isso é muito lindo, uma atitude muito bonita!

 

Em algum momento você se sente tímida no palco? Qual é a hora que você mais se solta e incorpora a cantora Pabllo Vittar?


Jamais! Eu montada me sinto plena, linda, livre, me sinto em casa, estou onde quero e devo estar, o palco é onde me sinto eu mesma. O frio na barriga existe, claro, porque sem ele não tem significado fazer a arte que fazemos. Mas a energia, a resposta direta do público, tudo isso faz com que me sinta muito viva!

 

Você se inspira em algum ícone ou em algo específico para as suas performances artísticas que são tão contagiantes?


Me inspiro em tudo que vejo e vivo, pessoas, músicas, apresentações, lugares, histórias que vivi, busco o melhor de todo mundo e junto em quem eu sou. Em quem eu quero ser.

 

Como você enxerga sua ascensão ultra veloz? Considera que o seu sucesso foi ocasionado por quais motivos?


Enxergo como resultado de uma luta, uma batalha sem fim, algo que me dá muito prazer. São vários os motivos. Eu penso que vivo disso, respiro isso, nosso trabalho é nossa vida!

 

A sua ascensão rápida lhe ocasionou medo em algum momento?


Não tenho medo do sucesso e das responsabilidades. Tenho minhas crenças e elas são verdadeiras. Aprendo todo dia uma coisa nova e, se sou porta voz de algo que acredito, isso não me provoca medo, pelo contrário, tem me dado forças para aprender mais e ir adiante e, com minha arte e voz, repassar isso para as pessoas. O mundo anda precisando.

 

Sua Cara já é um sucesso internacional. Como você enxerga uma possível projeção da sua de carreira fora do Brasil? Você pensa nisso?


A Anitta anda me puxando lá para fora, né? Mas penso que, aqui no Brasil, ainda tenho muita coisa para explorar! Eu amo minha terra, amo nossos ritmos e, se for para ter uma carreira internacional, é para levar nossa cultura e nossas belezas para serem reconhecidas e exaltadas.

 

Você é a drag queen com mais números de seguidores no mundo e conquistou até a playlist das Ru Paul’s, que gravaram dublando sua canção K.O e divulgaram em suas redes. O que isso significa para você?


Eu vi isso! Me mandaram no Twitter e eu repostei na hora. Quase morri, né? Pensei: “Meus ídolos sabem quem eu sou!”. Sofri, chorei e sorri com todas elas durante todo o programa, e ver elas me dublando foi um sentimento muito sobrenatural e muito gostoso!

 

Amo moda, mas faço a minha própria. Uso o que me sinto bem e o que sei que fica bem em mim.

Aproveitando o assunto sobre o programa americano RuPaul’s Drag Race, você participaria caso fosse chamada?


Acho que não. Mão consigo fazer tudo aquilo que elas fazem de fazer roupa, costurar, colar roupa, não sei costurar mesmo! Mas seria incrível tomar um café com a Mama Ru!

 

Quanto tempo você leva para se produzir? Qual foi a inspiração do look para o lançamento do clipe Sua Cara e para a festa Combatchy, por exemplo?


Nossa depende muito! Na festa "Combatchy" eu tive muito pouco tempo, cheguei no Rio tarde e a gente estava com o horário apertado. Corri e fiquei pronta em uma horinha, mais ou menos, mas gosto de me maquiar devagar e ouvindo música. Demoro 1h30, 2h quando posso. Eu tenho um stylist que me entende muito, tínhamos feito primeiro um look que não fazia jus ao momento, queria algo realmente marcante.

 

Como é sua relação com a moda e beleza na hora de montar a Pabllo Vittar? Segue tendências, tem algum designer favorito?


Amo moda, mas faço a minha própria. Uso o que me sinto bem e o que sei que fica bem em mim. Claro que procuro sempre ver o que está acontecendo na cena, mas confio muito nos amigos que trabalham comigo. Então moda é uma parte muito ativa da minha vida.

 

Qual sua maior inspiração de estilo para os shows? Tem algum ícone que te inspira na hora de se montar, seja nas roupas ou na maquiagem?


Amo muito a Kylie (Jenner), a Kim (Kardashian), Beyoncé e Rihanna, sigo todas elas. É coisa como disse, eu armazeno referências em tudo que vejo, videoclipes, shows, desfiles. Tenho vários amigos que trabalham com moda. Nós criamos juntos e as sugestões deles são sempre bem vindas. A maquiagem é minha: amo me maquiar e sempre me inspiro em tutoriais de revistas e vídeos, e vou experimentando em mim e nas minhas amigas até surgir algo original para o palco.

 

Qual conselho daria para quem enfrenta dificuldades para se aceitar ou para ser aceito?


Seja você mesmo. Quando você se aceita, o mundo melhora. Não é uma fase fácil, mudanças em geral são sempre difíceis, mas o resultado depois nos faz ser quem realmente somos. Nunca sigam um padrão ou esperem aprovação de alguém, façam o que seu coração mandar. Lembrem-se sempre, vocês são "indestrutíveis".

 

Pode adiantar à Vogue próximas novidades?


Vamos gravar o clipe de Corpo Sensual e vai ser nosso próximo single, junto a Matheus Carrilho, vai ser babado! Sem falar no single da Preta (Gil) que eu participo, Decote.

 




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