Aos pouquinhos, a moda vai deixando para trás algumas ideias e conceitos, percebendo que a beleza se revela por vários caminhos. A canadense Winnie Harlow, portadora de vitiligo, virou favorita de Marc Jacobs, que passou a escalar a moça, com campanha para a Diesel no currículo, para seus desfiles.
A americana Ashley Graham, celebrada por suas curvas, entrou para o time de tops de Michael Kors. No outro lado do globo, na Austrália, Madeline Stuart fez história ao ser apontada como a primeira supermodelo com síndrome de Down.
Aos 21 anos, ela destaca que a indústria está mesmo aberta à diversidade e que as pessoas estão enxergando o cenário com olhos diferentes. Afinal, representatividade importa, sim.
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— Quero que todos saibam que a beleza vem em muitos tamanhos e formas; devemos nos amar e ser gentis — comenta Madeline, que concedeu esta entrevista por e-mail com a assistência da mãe, Rosanne, sua grande incentivadora e agente. — Acho que mamãe me dá força para enfrentar os desafios. Nunca tive medo das coisas. Não fui educada dessa maneira. Fui criada para acreditar em mim, com coragem para viver a vida ao máximo.
De repente, estava na crista da onda, desfilando em Nova York, Londres e Paris. Ela passa somente três meses por ano em casa, em Brisbane, sua cidade natal. No resto do tempo, é nômade, como qualquer top model.
— Sou apenas uma garota normal, com muitas oportunidades, e que é grata. Dou duro para ficar no topo do jogo e espero ter a chance de manter minha carreira por um longo período — diz a modelo, afirmando que não vê problema nas empresas usarem sua condição para promover produtos. — Isso derruba barreiras. É uma vitória. Sou uma mulher de negócios. Então, não pense em mim como um caso de caridade com o qual só podem trabalhar se possuírem as mais honradas intenções que não sejam as vendas. Isso só anularia o propósito.
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