13.05.2009 | 10h:45

CASO EIKO UEMURA


Polícia vai fazer acareação entre advogado e babá

Delegado João Bosco quer advogado e empregada da família em novo depoimento

O delegado titular de Chapada dos Guimarães, João Bosco, que comanda o inquérito sobre a morte de Eiko Nayara Uemura, 23, ocorrida no dia 29 de abril, afirmou ao MidiaNews que ainda existem muitas dúvidas em torno desse caso. Por este motivo, o policial solicitou, nesta quarta-feira (13), uma acareação entre o advogado Sebastião Carlos Araújo Prado, 33, que assumiu oficialmente o caso extraconjugal com Eiko, e Ednéia da Conceição, 19, funcionária da filha do empresário Júlio Uemura, Gisselma Benedita Brito Uemura.

João Bosco explicou que restaram muitas dúvidas e questionamentos, sobretudo, a respeito das jóias, que foram furtadas de um cofre na casa de Gisselma por Eiko, em cumplicidade com Ednéia. Posteriormente, as jóias foram entregues para o advogado Sebastião Prado. A família Uemura afirma que existiriam mais jóias furtadas, além das que foram entregues por Prado, na segunda-feira (11), ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). E que não teriam sido recuperadas nem 30% do total roubado.

Outro ponto que provocou dúvidas foi o fato de que, segundo a funcionária Ednéia Conceição afirmou em depoimento, um relógio Rolex entregue por Sebastião Prado foi roubado no dia 27 de abril e ele afirmar, também em depoimento, que estava com os pertences desde o início de abril, logo após a realização da Operação Gafanhoto, no início de março. "Ficaram muitas dúvidas e, como ambos afirmaram que estão dispostos a colaborar com as investigações, iremos fazer a acareação e verificar quem mentiu na história", destacou João Bosco.

Depoimento

Na manhã desta quarta, o delegado João Bosco ouviu a esposa do advogado Sebastião Prado, Gilian, que confirmou o recebimento da ligação de Eiko - que, até então, seria somente uma conhecida do casal, pois namorou um amigo da família, que não mora mais em Cuiabá - às 21h05, procurando pelo seu marido e teria dito: "Estou chegando no lugar onde eu queria".

No depoimento, Gilian disse que seu marido demonstrou preocupação com Eiko e que, pela manhã, ligou algumas vezes para a jovem, que não teria atendido ao celular, o que o teria preocupado. Na mesma manhã em que ele ligava, Eiko teve seu corpo encontrado no Portão do Inferno, a 47 km de Cuiabá, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

Um fato que será apurado pelo delegado João Bosco, por exemplo, é que, às 21h19, Eiko utilizou o cartão de crédito para comprar duas garrafas de água no Posto Luma, localizado em Cuiabá. Sendo assim, ela não poderia estar no Portão do Inferno, às 21h05, horário do último telefonema. "Vou verificar se o horário da máquina do cartão não está ajustado com o horário de Brasília", destacou o delegado.

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