Morreu nesta noite da última quinta-feira (28) o nono bebê na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Mulher, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com nota da Secretaria de Saúde do município, as mortes não têm relação, mas a Polícia Civil já investiga duas as nove mortes registradas na unidade.
Segundo a secretaria, o menino, chamado Jorge Miguel, chegou a ficar internado dez dias depois do nascimento para tratar de uma sífilis congênita, teve alta e foi para a casa. No início do mês ele voltou a ser internado com pneumonia aguda. Segundo a nota, o bebê tinha peso baixo e a causa da morte foi uma bronquiolite, um agravamento da pneumonia.
Parentes das crianças denunciam que as mortes foram provocadas por infecção hospitalar.
O delegado Oscar de Sá Alves, titular da 72ª DP (São Gonçalo), informou que instaurou inquérito para apurar dois registro de ocorrência realizado naquela unidade policial de dois bebês prematuros que morreram no Hospital da Mulher, em São Gonçalo. Segundo o delegado, um caso é de um bebê prematuro que nasceu morto e outro de um bebê prematuro que foi encaminhado para casa e voltou para o hospital , morrendo na UTI neonatal. O titular disse ainda que está ouvindo todos os envolvidos (médicos, administradores do hospital e os pais da crianças), aguarda os laudos do IML da causa morte dos bebês e solicitou fiscalização do Conselho Regional de Medicina e Conselho Regional de Enfermagem para aquela unidade hospitalar.
A unidade nega e afirma que não existe um surto de infecção hospitalar na UTI neonatal e que as causas das mortes dos bebês não foram as mesmas. Segundo a unidade, as crianças tinham no máximo 1,3 kg, nasceram de forma prematura e com algum tipo de comprometimento, como má formação pulmonar, obstrução intestinal, má formação óssea ou infecção.
Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, a maternidade do Hospital da Mulher atende a casos de alto risco. De acordo com a direção do hospital, grande parte das mães que procuram a maternidade não faz acompanhamento pré-natal e muitas delas chegam com problemas de saúde que acabam sendo transferidos para os bebês durante o parto.