Os problemas que deixaram o mercado de ações volátil em 2011, ano em que o Ibovespa terminou com uma queda de 18,11%, continuam em 2012. A desaceleração econômica no Brasil, nos EUA e na China e a crise da dívida dos países europeus continuam a deixar os investidores indispostos a correr riscos com renda variável. Assim, as corretoras recomendam que os investidores apostem em ações com caráter mais defensivo, menos expostas às volatilidades do mercado e com melhores fluxos de caixa. Entre mais sugeridas estão OGX, Pão de Açúcar e ALL, além das blue chips Vale, Petrobras e Itau Unibanco.
"As perguntas para 2012 continuam basicamente as mesmas de 2011," dizem os analistas da Um Investimentos. "A Europa conseguirá reverter seu quadro? Quão forte será a desaceleração chinesa? Os dados positivos dos EUA se sustentarão no longo prazo? Quão profunda será a recessão no continente europeu?," citam, dizendo que o mercado não tem nenhuma certeza sobre as respostas.
Como o cenário continua bastante parecido com o do ano passado, eles sugerem ao investidor uma postura ainda mais conservadora. "Apesar de diversos papéis, de vários setores, estarem com múltiplos atrativos, preferimos manter uma alocação mais conservadora, aumentando a exposição em ações defensivas, com endividamento baixo," afirmam em relatório que acompanha sua carteira recomendada para janeiro.
Os analistas do HSBC concordam. "Frente à manutenção do cenário de aversão a risco no curto prazo, mantivemos nossa exposição em setores mais defensivos, com maior previsibilidade de fluxo de caixa e solidez de balanço," afirmam em relatório de estratégia, em que elevam a participação das ações da Redecard e da Brasil Foods em sua carteira recomendada para janeiro.
Neste ano, a volatilidade dos mercados deve ser acentuada por alguns eventos importantes, como as eleições nos EUA e na França, "países chave para evolução da já frágil economia mundial," diz a Um Investimentos. Respeitando a busca por mais defesa, eles incluíram em suas recomendações para janeiro as ações da Brasil Brokers, do Banco do Brasil e da M.Dias Branco.
Além do HSBC e da UM Investimentos, o iG consultou também outras seis corretoras brasileiras: Ágora, Rico, Ativa, Concórdia, Souza Barros e Novinvest. Veja abaixo as dez ações mais sugeridas para janeiro pelas seis casas, lembrando que a expectativa dos analistas em suas carteiras recomendadas é de superar o desempenho do Ibovespa, que é o principal índice da bolsa de valores brasileira.
Empresa - ticker (número de recomendações)
1) Itau Unibanco - ITUB 4 (5)
2) Petrobras - PETR4 (5)
3) OGX - OGXP3 (4)
4) Vale - VALE5 e VALE3 (4)
5) Pão de Açúcar - PCAR4 (3)
6) ALL - ALLL3 (3)
7) Bradesco - BBDC4 (2)
8) CCR - CCRO3 (2)
9) Cetip - CTIP3 (2)
10) Eztec - EZTC3 (2)
11) Gerdau - GGBR4 (2)
12) Localiza - RENT3 (2)
13) Odontoprev - ODPV3 (2)
14) M.Dias Branco - MDIA3 (2)
15) Redecard - RDCD3 (2)
16) Tim - TIMP3 (2)
17) Lojas Renner - LREN3 (2)
Entre as ações que foram excluídas de uma ou mais carteiras, ou que tiveram suas exposições reduzidas, estão Lojas Renner, Iochpe-Maxion, AES Tietê, Totvs, Petrobras, Vale, Br Malls, Braskem, PDG Realty, Hypermarcas e Suzano.
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