Cuiabá, Quinta-Feira, 2 de Abril de 2026
MERCADO DE CAPITAIS
03.01.2012 | 12h30 Tamanho do texto A- A+

Analistas sugerem carteira de ações mais defensiva para janeiro

Como os problemas de 2011 continuam em 2012, corretoras sugerem que investidor aposte em empresas pouco endividadas

IG

Os problemas que deixaram o mercado de ações volátil em 2011, ano em que o Ibovespa terminou com uma queda de 18,11%, continuam em 2012. A desaceleração econômica no Brasil, nos EUA e na China e a crise da dívida dos países europeus continuam a deixar os investidores indispostos a correr riscos com renda variável. Assim, as corretoras recomendam que os investidores apostem em ações com caráter mais defensivo, menos expostas às volatilidades do mercado e com melhores fluxos de caixa. Entre mais sugeridas estão OGX, Pão de Açúcar e ALL, além das blue chips Vale, Petrobras e Itau Unibanco.

"As perguntas para 2012 continuam basicamente as mesmas de 2011," dizem os analistas da Um Investimentos. "A Europa conseguirá reverter seu quadro? Quão forte será a desaceleração chinesa? Os dados positivos dos EUA se sustentarão no longo prazo? Quão profunda será a recessão no continente europeu?," citam, dizendo que o mercado não tem nenhuma certeza sobre as respostas.

Como o cenário continua bastante parecido com o do ano passado, eles sugerem ao investidor uma postura ainda mais conservadora. "Apesar de diversos papéis, de vários setores, estarem com múltiplos atrativos, preferimos manter uma alocação mais conservadora, aumentando a exposição em ações defensivas, com endividamento baixo," afirmam em relatório que acompanha sua carteira recomendada para janeiro.

Os analistas do HSBC concordam. "Frente à manutenção do cenário de aversão a risco no curto prazo, mantivemos nossa exposição em setores mais defensivos, com maior previsibilidade de fluxo de caixa e solidez de balanço," afirmam em relatório de estratégia, em que elevam a participação das ações da Redecard e da Brasil Foods em sua carteira recomendada para janeiro.

Neste ano, a volatilidade dos mercados deve ser acentuada por alguns eventos importantes, como as eleições nos EUA e na França, "países chave para evolução da já frágil economia mundial," diz a Um Investimentos. Respeitando a busca por mais defesa, eles incluíram em suas recomendações para janeiro as ações da Brasil Brokers, do Banco do Brasil e da M.Dias Branco.

Além do HSBC e da UM Investimentos, o iG consultou também outras seis corretoras brasileiras: Ágora, Rico, Ativa, Concórdia, Souza Barros e Novinvest. Veja abaixo as dez ações mais sugeridas para janeiro pelas seis casas, lembrando que a expectativa dos analistas em suas carteiras recomendadas é de superar o desempenho do Ibovespa, que é o principal índice da bolsa de valores brasileira.

Empresa - ticker (número de recomendações)


1) Itau Unibanco - ITUB 4 (5)


2) Petrobras - PETR4 (5)


3) OGX - OGXP3 (4)


4) Vale - VALE5 e VALE3 (4)


5) Pão de Açúcar - PCAR4 (3)


6) ALL - ALLL3 (3)

7) Bradesco - BBDC4 (2)


8) CCR - CCRO3 (2)


9) Cetip - CTIP3 (2)


10) Eztec - EZTC3 (2)


11) Gerdau - GGBR4 (2)


12) Localiza - RENT3 (2)


13) Odontoprev - ODPV3 (2)


14) M.Dias Branco - MDIA3 (2)


15) Redecard - RDCD3 (2)


16) Tim - TIMP3 (2)


17) Lojas Renner - LREN3 (2)

Entre as ações que foram excluídas de uma ou mais carteiras, ou que tiveram suas exposições reduzidas, estão Lojas Renner, Iochpe-Maxion, AES Tietê, Totvs, Petrobras, Vale, Br Malls, Braskem, PDG Realty, Hypermarcas e Suzano.

 




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