Grávida de 8 meses, a operadora de telemarketing Thaís de Lima Pavanelli ficou por mais de quatro horas à espera de atendimento em uma unidade de saúde de Ribeirão Preto (SP) na sexta-feira (4).
“Fui pedir para o enfermeiro me atender e ele foi sem educação, disse que colocaria quem quisesse na frente”, afirmou a gestante, que tinha chegado à Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) do bairro Quintino Facci II à tarde para fazer uma consulta.
De acordo com pacientes entrevistados pela reportagem, dois médicos se revezavam no atendimento – informação negada pela Prefeitura - e os funcionários da recepção foram negligentes em relação à fila que se estendeu até a noite.
Na espera por uma consulta, a auxiliar de limpeza Maria de Lourdes da Silva afirmou que, além de não darem esclarecimentos, os atendentes davam risada quando eram questionados. “Eles têm que colocar pessoas que querem trabalhar aqui”, disse a salgadeira Benevinda Belina, mãe da operadora de telemarketing grávida.
Resposta
A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que os problemas de atendimento na UBDS do Quintino Facci II foram provocados pelo excesso de pacientes e que sete médicos, sendo quatro clínicos gerais e três pediatras, faziam as consultas.
Em relação à postura dos funcionários, a assessoria informou que serão realizados cursos de qualificação em atendimento com os enfermeiros. Reclamações podem ser registradas na ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde, pelo telefone (16) 3977-9436, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.