Cuiabá, Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE
12.06.2013 | 17h45 Tamanho do texto A- A+

Prostitutas de campanha do governo desautorizam uso de imagem

Ministro da Saúde mandou tirar mensagem 'Sou feliz sendo prostituta'

DO G1
Um grupo de seis prostitutas que posaram para fotos de campanha do Ministério da Saúde veiculada nas redes sociais e destinada a reduzir o estigma da profissão desautorizou o uso de suas imagens pela pasta, segundo a organização Rede Brasileira de Prostitutas.

A entidade informou que as mulheres iniciaram nesta terça-feira (11) o envio, por correio, de notificações extrajudiciais ao ministério, pedindo a suspensão de toda a campanha.

A campanha foi lançada por ocasião do Dia Internacional das Prostitutas (2 de junho), e, além de defender o respeito pela atividade das profissionais do sexo, abordava a mobilização para o combate a doenças sexualmente transmissíveis.

No último dia 4, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, determinou a suspensão da divulgação da mensagem "Sou feliz sendo prostituta" e determinou que a campanha se restringisse à prevenção. "Não existirá nenhum material assinado pelo Ministério da Saúde que não seja material restrito às orientações de como se prevenir das DSTs", afirmou o ministro.

A presidente da Associação de Prostitutas de Minas Gerais, Maria Aparecida Menezes, foi fotografada para a campanha e disse estar insatisfeita com o uso de sua imagem em um folheto que, para ela, trata exclusivamente da associação da prostituição com doenças sexualmente transmissíveis.

“Quero a minha foto no cartaz que diz ‘Amo o que faço’. Não quero que continue ‘Sem camisinha, não dá’ porque isso vincula a população de prostitutas aos índices de HIV [...]. Não somos população com nível alto de HIV. Meus direitos foram violados e eu não quero fazer parte dessa segunda campanha que continua na internet”, declarou Aparecida.

O G1 entrou em contato com assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

De acordo com o assessor jurídico da Rede Brasileira de Prostitutas, Roberto Chateaubriand, a organização elaborou a notificação pelo fato de as mulheres que participaram da propaganda considerarem que houve descumprimento de acordo.

“A notificação é para tirar do ar, não tem valor legal. Serve apenas para dizer que ao interlocutor que ele não está correto”, disse Chateaubriand.

Segundo o assessor, o ministério já convidou a organização para uma reunião sobre o tema, mas a data ainda não foi definida.



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2 Comentário(s).

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EDUARDO RAMOS BASTOS  14.06.13 05h38
CINSERAMENTE,VIVIMOS EM UM ESTA DO DE DIREITO,AS PROSTITUTAS TEM TOD OS OS SEUS DIREITOS PRESERVADOS,SOU A FAVOR DELAS A LUTAR PELOS SEUS DIREIT OS,AFINAL DE CONTAS ESSA JA É UMA PRO FISSÃO ANTIGA, TEM MESMO É QUE REGULAMENTAR ESSA PROFISSÃO,VAMOS DEICHAR DE DEMAGOGIA,OK
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Sunau Oliveira  14.06.13 05h25
Não tem o que comentar, a foto ja diz por si, aqui no Brasil todos são felizes, daqui uns dias vai ser a vez de outras campanhas exemplo: "Passo fome e sou feliz" "Sou traficante e sou feliz" "Sou mendigo e sou feliz" ACORDA BRASIL!
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