KARINE MIRANDA
DA REDAÇÃO
Apesar de algumas falhas registradas durante a Copa do Mundo, realizado em junho deste ano, Cuiabá foi exemplo de empolgação e superou as expectativas quando conseguiu unir turistas e cuiabanos para lotarem a Arena Pantanal.
Pelo menos, 148 mil turistas, segundo o Ministério do Turismo, estiveram em solo cuiabano para acompanhar o Mundial.
A movimentação foi tanta que, desde que Cuiabá foi fundada, a capital nunca tinha recebido tantos turistas, de culturas e idiomas tão distintos, quanto os que vieram para assistir aos jogos.
O Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ficou abarrotado de pessoas, caravanas de ônibus e carros lotaram a cidade e teve até turistas que optaram por fazer do estacionamento do shopping, o seu lar.
Muitos chilenos, que estiveram em massa na capital, por exemplo, aproveitaram da hospitalidade dos cuiabanos e foram se acomodando onde dava.
Além dos leitos de quartos disponibilizados pelo programa Cama e Café, do Governo, a Prefeitura de Cuiabá também disponibilizou um local, no bairro Distrito Industrial, para ser estacionamento das vans e trailler que traziam famílias inteiras para assistirem aos jogos da Copa.
O primeiro jogo na Arena foi das seleções de Chile e Austrália. A partida foi marcada por um estádio repleto de torcedores, muitos gritos, animação e excesso. Rojões foram disparados por torcedores do setor Leste e garrafas e latas de bebidas foram vistas dentro do estádio.
A ação era proibida dentro do estádio e gerou diversas críticas tanto dos dirigentes da seleção quanto da imprensa mundial, que tinha os olhos voltados para Cuiabá.
A falta de segurança e policiamento, inclusive, foi duramente criticada e classificada como “inadmissível” pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo.
No entanto, no segundo jogo entre Rússia e Coreia do Sul, a fiscalização foi rigorosa. Pelo menos, 37,6 mil torcedores que foram à Arena Pantanal para conferir a partida passaram pela revista e pelo detector de metais na área de inspeção de segurança.
Policiais militares e membros da Força Nacional estiveram no entorno do estádio e impediram, até mesmo, pequenos adereços de fantasias usadas por torcedores sul-coreanos. Contudo, a partida foi destaque Mundial pela presença da torcida, que deu show na Arena.
Apesar destes times serem considerados fracos e inexpressivos, os torcedores se tornaram exemplos de animação e conseguiram lotar o estádio na partida que era vista como a mais fraca da Copa. E o desempenho da torcida não parou por aí.
No terceiro jogo em Cuiabá, entre Nigéria e Bosnia, 40.499 mil torcedores realizaram um espetáculo a parte, apesar de muitas vaias direcionadas ao trio de arbitragem e à presidente Dilma Rousseff (PT).
O jogo marcou o recorde de público na Arena Pantanal desde a sua inauguração e contou, inclusive, com torcedores ilustres, como o humorista Marcelo Adnet.
Já na despedida da Copa, a Colômbia confirmou o seu favoritismo e venceu o Japão, na partida com 40.340 mil torcedores que fizeram festa do início ao fim.
No entanto, a Copa em Cuiabá não se resumiu à Arena Pantanal.
Fan Fest e baresAs boates, bares e casas noturnas da capital ficaram lotadas de festeiros. A Praça Popular, no bairro Goiabeiras, foi o
point da Copa e dividia espaço apenas com o Fan Fest que exibiu os jogos do Mundial em Cuiabá e da seleção brasileira, além de ter shows musicais e apresentações regionais.
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MidiaNews
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Turistas de várias nacionalidades contribuíram para os quatro dias de festa, na Arena Pantanal
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A estrutura tinha capacidade para receber até 50 mil pessoas e foi montado no Parque de Exposições que fica na Avenida Beira Rio, no Bairro Dom Aquino.
Nem mesmo o calor e o sol forte desanimaram os torcedores que marcaram presença em massa no local.
Porém, a pouca quantidade de detectores de metal e o hábito brasileiro de chegar atrasado, causaram empurra-empurra na porta do Fan Fest. A situação chegou a ser criticada por muitas pessoas, mas foi resolvida posteriormente.
Além de problemas logísticos, ocorreram ainda protestos de alguns estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) contra a Fifa e a Copa do Mundo em Cuiabá, mas a situação foi resolvida pela polícia.
Problemas como a não conclusão de obras destinadas à Copa do Mundo como a própria Arena que não estava pronta em sua totalidade e os Centro Oficiais de Treinamento além do aeroporto também marcaram o Mundial em Cuiabá.
No entanto, a situação foi "abafada" pela própria população cuiabana que deixou a indignação de lado e se entregou às festividades da Copa. Já os turistas se esbaldaram, elogiaram a receptividade e ignoraram o canteiro de obras que ainda é Cuiabá.
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