Cuiabá, Sábado, 29 de Novembro de 2025
MARIA JOAQUINA
17.07.2016 | 11h35 Tamanho do texto A- A+

Conheça a história e as curiosidades do primeiro edifício de MT

Primeiro condomínio vertical do Estado, Maria Joaquina marcou progresso da região

Marcus Mesquita/MidiaNews

Maria Joaquina foi inaugurado em 8 de abril de 1969 e marcou progresso de MT

Maria Joaquina foi inaugurado em 8 de abril de 1969 e marcou progresso de MT

VINÍCIUS LEMOS
DA REDAÇÃO

Em meio ao Centro Histórico de Cuiabá, é possível enxergar uma construção que carrega parte do progresso da cidade. Primeiro condomínio vertical de Mato Grosso, o Edifício Maria Joaquina era uma das grandes novidades do final da década de 60. Hoje, quase 50 anos depois da sua inauguração, o lugar carrega histórias e curiosidades que compõem parte da trajetória do Estado.

 

Inaugurado em 8 de abril de 1969, dia do aniversário da Capital, o prédio era moradia da alta sociedade cuiabana. A estrutura moderna e a boa localização, na Rua Cândido Mariano, na lateral da Praça Alencastro, eram os principais atributos para atrair compradores antes mesmo da finalização da obra.

 

Projetado pelo engenheiro Cássio Veiga de Sá, o Maria Joaquina possui 15 andares e 52 apartamentos. A construção foi feita pelos irmãos Filogônio Teodoro Ribeiro (Filó) e Braulio Ribeiro. O nome do edifício teria sido escolhido para homenagear a mãe deles, que morreu no dia seguinte à inauguração.

 

Para construir o prédio, a princípio os irmãos utilizaram recursos próprios. Porém, eles teriam encontrado dificuldades para concluir a obra somente com o dinheiro que possuíam. Em razão dos contratempos financeiros, tiveram de recorrer a um empréstimo bancário, por meio de intervenção do então senador Filinto Müller e de um dos diretores do Banco da Amazônia (Basa).

 

Os materiais utilizados na construção tiveram de ser importados de outros Estados, pois, na época, os itens não eram encontrados em Mato Grosso. Os trabalhadores que auxiliaram na obra, como azulejistas, ferreiros, serralheiros, carpinteiros, entre outros, vieram de São Paulo.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Edificio Maria Joaquina

A entrada do condomínio, na rua Cândido Mariano, na região do Centro Histórico de Cuiabá

Primeira moradora, a empresária Edite Bechtel, de 80 anos, lembra da evolução trazida pelo Maria Joaquina. Ela conta que os moradores de Cuiabá ficavam encantados com a construção modernista.

 

“Aqui só morava a alta sociedade, grandes empresários, secretários do Estado e bancários. É um prédio de primeira. O ideal do engenheiro e dos irmãos que construíram o edifício era a progressão de Cuiabá, porque aqui era uma região muito atrasada”, relata.

 

Edite mudou-se antes mesmo de o prédio ser entregue aos outros moradores. Proprietária de um hotel nas proximidades da Praça Alencastro, ela solicitou aos construtores que seu apartamento ficasse pronto um ano antes da inauguração.

 

“Eu me mudei para cá no ano de 1968. Morei sozinha aqui, com a minha família, durante um ano. Quando cheguei, não tinha parede em muitos andares, havia somente a estrutura. Eu decidi me mudar para cá porque morava com meus dois filhos pequenos no meu próprio hotel, mas queria que minhas crianças tivessem mais espaço para brincar”, diz.

 

Entre as memórias que a empresária  carrega, durante os primeiros anos do Maria Joaquina, ela destaca e ligação entre o lugar e o Centro Histórico da Capital. Edite revela que os moradores do condomínio costumavam utilizar a Praça Alencastro como área de lazer.

 

“A praça era muito bonita, tinha um coreto e era cheia de flores. Essa região central era muito movimentada durante o final de semana. Os cuiabanos vinham todos para cá. As crianças brincavam livremente. Também tinha um alto-falante na Praça Getúlio Vargas, que anunciava e mandava recados”, rememora.

 

Inauguração do edifício

 

A inauguração do prédio foi uma festa, que reuniu figuras públicas da época. No evento, estavam o governador Pedro Pedrossian, secretários estaduais e outras pessoas que ocupavam cargos importantes para Mato Grosso, que na época ainda não havia passado pela divisão, o que só ocorreria em 1979.

 

A professora Dilce Josetti Borges, que mora há cerca de oito anos no condomínio, acompanhou parte das comemorações que marcaram a inauguração do Maria Joaquina. Ela, que sempre morou na região central de Cuiabá, pontua que a construção chamava a atenção de quem passava pelos arredores da Praça Alencastro.

 

A praça era muito bonita, tinha um coreto e era cheia de flores. Essa região central era muito movimentada durante o final de semana

“O dia da inauguração foi um grande evento, com banda de música e muitos políticos do Estado. Havia pessoas que vieram de outros bairros para conhecer o Maria Joaquina. Foi uma grande novidade, porque Cuiabá era uma cidade que possuía apenas casas e havia ganhado, pela primeira vez, um prédio grande”, declara.

 

Uma das qualidades do condomínio, no período de sua inauguração, era a vista que proporcionava. Dos lugares da região central que podiam ser identificados pela janela dos apartamentos, se destacavam residências e prédios do Estado. No Centro Histórico ficava o Palácio Alencastro, onde funcionava a sede do governo do Estado, e a então Casa do Governador, que atualmente abriga o Museu de Arte de Mato Grosso.

 

Pela boa localização e pelo prestígio que possuía, o Maria Joaquina costumava receber, durante suas primeiras décadas de existência, figuras ilustres nos eventos que ocorriam em seu salão de festas, no 15º andar. Era comum a presença de integrantes do governo do Estado, personalidades da alta sociedade e artistas da região.

 

Pelo fato de o condomínio não possuir garagem, os automóveis dos moradores e dos convidados dos eventos costumavam ficar na redondeza da Praça Alencastro. Na época, não havia registros de roubos ou furtos dos veículos.

 

“Não existia um grande número de carros circulando pela cidade e também era seguro deixar o carro na praça.  Por isso os construtores do prédio não pensaram na garagem. As pessoas podiam deixar o vidro do veículo aberto, que ele não era roubado”, conta Dilce Josetti.

 

50 anos de construção

 

Quase meio século depois da fundação do prédio, o lugar ainda é um referencial para historiadores e amantes de arquitetura. É comum o prédio ser visitado por estudantes, que querem saber mais sobre o primeiro condomínio vertical do Estado.

 

Além da parte residencial, existem quatro empreendimentos instalados no térreo do condomínio. Há uma loja de roupa, uma ótica e dois bancos. Os estabelecimentos pagam condomínio, do mesmo modo que os moradores da parte residencial.

 

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Professora Dilce (à esquerda) e a empresária Edite compartilham histórias do condomínio

Em sua estrutura, o Maria Joaquina possui quatro elevadores, sendo dois deles sociais e outros dois de serviço. Cada andar possui quatro apartamentos, que são divididos em duas torres, classificadas em par e ímpar.

 

Há apartamentos com dois quartos, que possuem 95 metros quadrados, e com três quartos, com cerca de 140 metros quadrados. As unidades têm sala de estar, copa, cozinha, dois banheiros, área de serviço e sacada.

 

A professora Dilce Josetti destaca, entre as qualidades do Maria Joaquina, a sua localização. Por estar em uma área central, ela não precisa de carro para ir a diversos lugares.

 

“Gosto de morar aqui porque a localização facilita muito para mim. Os bancos, os comércios e o centro, é tudo muito perto. Além disso, é muito bom estar em um lugar que faz parte do Centro Histórico de Cuiabá”.

 

Dilce costuma admirar a vista de seu prédio. Apesar de a região não abrigar mais a Casa do Governador ou a sede do Governo, ela gosta de observar parte da região central da capital mato-grossense pela janela de sua sala.

 

“Acho que não tem outro prédio em Cuiabá que tenha uma vista tão bonita. Daqui, conseguimos ver a Prefeitura, a Praça e não há outras construções interferindo a nossa vista. Na frente e nos fundos, conseguimos ver a cidade”, elogia.

 

Esposa e braço direito do síndico, Dilce relata que há poucos anos houve uma reforma no prédio. Após uma análise feita no lugar, mesmo depois de mais de 40 anos da construção, não foi encontrada nenhuma grande rachadura na estrutura do lugar.

 

“Durante a reforma, os engenheiros disseram que não existe mais concreto como o que foi usado nesse prédio. Eles elogiaram a qualidade, disseram que é uma estrutura muito cara, que não é mais utilizada nas construções”, comenta.

 

Recentemente, o edifício passou por reforma no sistema hidráulico, no esgoto e em parte do sistema elétrico.

 

Durante a reforma, os engenheiros disseram que não existe mais concreto como o que foi usado nesse prédio

O síndico do Maria Joaquina, o servidor público Luiz Fernando Viegas, que mora ali desde 2009 e assumiu o cargo em 2011, explica que tiveram de ser feitas diversas adaptações no condomínio.

 

“Depois que assumi o prédio, tive que fazer diversas melhorias. Reformar a parte hidráulica e os elevadores. O prédio estava há quase 30 anos sem reforma, mas como ele foi bem construído, aguentou tanto tempo”, revela.

 

Problemas atuais

 

Mesmo sendo o primeiro edifício vertical do Estado, o Maria Joaquina não está livre de problemas que atingem as construções mais recentes. Em abril deste ano, o prédio foi alvo de assaltantes conhecidos como "homens-aranhas".

 

O crime, que se tornou recorrente em prédios da Capital, é praticado por homens que escalam as construções e entram nos apartamentos para furtar aparelhos eletrônicos e dinheiro.

 

De acordo com a professora Dilce, o crime aconteceu durante a Sexta-Feira Santa. Dois apartamentos foram invadidos durante a madrugada. Os criminosos teriam levado aparelhos eletrônicos das residências.

 

“Esses dois apartamentos estavam com as janelas abertas, isso acabou facilitando a entrada dos criminosos. Acredito que os ladrões primeiro viram o prédio pela Praça, contaram os andares e depois subiram para roubar os apartamentos”, revela.

 

Conforme o síndico do condomínio, a Praça Alencastro é um dos principais motivos para que os crimes na região tenham aumentado nos últimos anos.

 

“A segurança está ruim, porque a praça está cheia de dependentes químicos. No final de semana e nos feriados, aquela região se torna um lugar perigoso”, relata.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Praça Alencastro

Moradores afirmam que Praça Alencastro está abandonada e reclamam da insegurança trazida pelo lugar

O aumento da criminalidade na região fez com que os veículos, que outrora eram estacionados no entorno do Centro Histórico, tivessem de ir para garagens particulares. Os moradores gastam, em média, R$ 180 mensais para que possam guardar seus automóveis.

 

“A ausência de garagem se tornou um dos maiores problemas do Maria Joaquina. A falta de lugar para guardar o carro é um dos motivos para que os proprietários encontrem dificuldades para alugar ou vender seus apartamentos”, diz o síndico do Maria Joaquina.

 

Segundo Luiz Fernando Viegas, falta policiamento na região. Ele conta que há policiais que fazem rondas pelo Centro Histórico, porém as ações não são frequentes.

 

“Já fizemos reuniões com comerciantes, para solicitar que seja colocado um posto policial mais próximo ao Centro Histórico. A polícia tem ajudado, mas poderia ser uma área com mais segurança”, pontua.

 

Outra reclamação constante dos moradores do condomínio é referente à atual situação da Praça Alencastro. Além da insegurança, eles também afirmam que o lugar está abandonado pelo Poder Público.

 

“Hoje a praça não tem vida, como tinha antigamente. Nos anos em que me mudei para o prédio, era muito bom ver as flores e o modo como a Alencastro era bonita. Agora, ela está morta”, lamenta Edite, com a experiência de quem vive há quase 50 anos no lugar.

 

Segundo os moradores, houve diversas promessas para melhoria na Praça Alencastro. No entanto, nada foi cumprido nos últimos anos e o local permanece abandonado.

 

Nos anos em que me mudei para o prédio, era muito bom ver as flores e o modo como a Alencastro era bonita

Nem mesmo os problemas enfrentados pelo Maria Joaquina conseguem tirar a admiração que seus moradores possuem pelo lugar. Para eles, o condomínio continua sendo um dos melhores locais para viver. “Hoje em dia em todos os lugares do mundo há problemas com insegurança, aqui não é diferente”, afirma Edite.

 

Novos moradores

 

Além dos mais antigos, há também pessoas que se mudaram recentemente para o condomínio. Grande parte dos novos moradores são inquilinos, que alugaram apartamentos de proprietários que herdaram os imóveis. O aluguel custa cerca de R$ 1 mil.

 

O síndico justifica o aumento no número de inquilinos pelo fato de grande parte dos primeiros moradores do prédio terem morrido.

 

“A maioria dos moradores, há anos atrás, era composta por idosos. Mas eles foram falecendo e as propriedades ficaram para os parentes mais próximos, que acabaram alugando os apartamentos”, pontua Luiz Fernando Viegas.

 

Entre os novos moradores do condomínio está a designer de moda Bianca Poppi, de 24 anos. Um dos principais motivos que a fizeram morar no Maria Joaquina foi a história do lugar, que ela conhece desde a infância.

 

“Eu sabia que o Maria Joaquina era o primeiro prédio vertical do Estado. O meu pai é arquiteto e ele sempre me contava histórias sobre o prédio. Ele trabalhou durante anos na Prefeitura, que é bem em frente. Ele gosta muito da arquitetura modernista do lugar”, explica.

 

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Vista do Maria Joaquina permite enxergar diversos pontos da Capital, como a Igreja Matriz

A jovem, que considera o condomínio como um “ícone modernista”, mora com mais outros dois amigos. Além da arquitetura e da admiração que possui pelo prédio, ela também destaca a localização do edifício como um dos pontos positivos.

 

“A localização dele é incrível, no Centro Histórico de Cuiabá. A estética e a história também são impressionantes. Gosto muito dos cômodos dos apartamentos, que são bem espaçosos e possuem um ambiente mais aconchegante, propício para receber amigos e cozinhar”, argumenta.

 

Esperança de melhorias

 

Moradores recentes ou antigos carregam em comum a esperança de que o Centro Histórico passe por revitalizações e se torne mais seguro.

 

Apesar de estar desapontada com a atual situação da parte central de Cuiabá, Edite Bechtel não pretende se mudar. Ela criou o casal de filhos no lugar e viu suas crianças crescerem e saírem do lar para seguir suas vidas.

 

“Morar aqui é muito gostoso, apesar de tudo. Acho que aqui é mais tranquilo do que outras partes da cidade. Quando revitalizarem a Praça Alencastro, as coisas ficarão ainda melhores”, acredita.

 

Proprietária de três apartamentos no Maria Joaquina, dos quais dois estão alugados e o terceiro é onde ela mora, a empresária sempre foi apaixonada pelo prédio onde vive. Durante 21 anos, a idosa foi síndica do Maria Joaquina e dividia seu tempo entre administrar o hotel do qual é proprietária, cuidar da família e tomar conta do prédio.

 

Acho que aqui é mais tranquilo do que outras partes da cidade

Edite veio da Alemanha para o Brasil aos 16 anos, após casar-se com um espanhol. O marido da empresária faleceu. O filho tornou-se piloto de avião, se aposentou e atualmente mora em outra região de Cuiabá. A filha mudou-se com o marido para Brasília.

 

Atualmente ela mora sozinha, mas não demonstra ter medo da solidão. A idosa tem como um de seus passatempos preferidos alimentar os passarinhos que pousam em sua sacada diariamente.

 

Desde que começou a morar no Maria Joaquina, Edite passa ao menos alguns minutos de seus dias admirando a capital mato-grossense. Pela vista privilegiada de sua sacada, ela enxerga a cidade pela qual é apaixonada.

 

Ao admirar Cuiabá durante o início de uma noite de terça-feira, ela reflete sobre sua vida desde que chegou ao Maria Joaquina. Por fim, conclui. “Enquanto viver, vou continuar morando aqui”, diz, enquanto observa a Praça Alencastro.

 

Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

GALERIA DE FOTOS
Marcus Mesquita/MidiaNews

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina

Emanoele Daiane/Jornal Fotografico

Edificio Maria Joaquina




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
18 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Epaminondas Moraes  27.12.19 16h58
Saudades desses tempos. A imobiliária Maria Joaquina funcionava no 14 andar, foi meu primeiro trabalho. Imobiliária que abriu o bairro Shangri lá, com Dr Bernardo Oliveira, Dr Cássio Veiga de Sa, Filogonio Ribeiro e Bráulio Ribeiro.
1
0
Marco Antonio Canavarros  15.04.18 06h33
Boas lembranças. Minha mãe trabalhou como zeladora (faleceu quando tinha três anos). Lá moravam o meu padrinho Bráulio e a querida Tia Dinorah. Gostava dos pães na chapa (só na nanteiga) que comia com o tio Bráulio na padaria da esquina. Ficava com a Tia Dinorah no estacionamento. Ela comprava figurinhas pra eu colecionar...☺😊🔝
0
0
Helena Ortega  15.11.16 15h24
Moro em Cuiabá a36anos,amo essa cidade,eu à adotei como minha casa,a história dela me encanta.
2
1
JOSEFINA GUERRA SPOLON  18.07.16 22h07
Gostei da reportagem, pois, vivi 50 anos fora de Cuiabá e não sabia desses detalhes.
5
2
Rodrigo  18.07.16 22h06
Nossa muito Boa a matéria. Realmente precisamos de mais conteúdo interessante como está em pauta. Emocionante de ler e saber com bons detalhes sobre um ponto histórico como este.
3
2