Cuiabá e Várzea Grande estão entre as cidades brasileiras que mais desperdiçam água tratada, justamente em um momento em que os reservatórios do país operam próximos do limite e acendem um alerta para o risco de desabastecimento.
O tema foi abordado em reportagem exibida pelo Jornal Nacional, que mostrou que a combinação entre baixos níveis dos reservatórios, falta de chuvas regulares e perdas elevadas nos sistemas de distribuição pode agravar a crise hídrica em diversas regiões do Brasil.
Segundo informações do Jornal Nacional, especialistas alertam que combater o desperdício é uma das medidas mais rápidas e eficazes para preservar a oferta de água.
No caso de Cuiabá e Várzea Grande, os altos índices de perdas ocorrem principalmente por problemas estruturais, como vazamentos na rede de distribuição, ligações clandestinas e falhas na medição do consumo.
Na prática, uma parcela significativa da água captada, tratada e bombeada não chega às torneiras da população.
A reportagem entrou em contato com as responsáveis pelo abastecimento de água tanto em Cuiabá quanto em Várzea Grande.
No pronunciamento a Águas Cuiabá declarou que vai investir R$ 250 milhões até 2030 em ações para reduzir perdas. E o Departamento de Água de Várzea Grande disse que os vazamentos são consequência de problemas antigos; que busca soluções definitivas e faz reparos diários para garantir o abastecimento.
O jornal destacou ainda que, em períodos de estiagem prolongada, o impacto do desperdício se torna ainda mais grave, já que a reposição dos reservatórios não acompanha o ritmo de consumo.
Especialistas ouvidos pelo Jornal Nacional ressaltam que reduzir perdas é tão importante quanto economizar no uso doméstico, pois o desperdício estrutural compromete o abastecimento coletivo.
Além de investimentos em manutenção e modernização das redes, o alerta reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à gestão eficiente da água e à conscientização da população. Mudanças de hábitos, como evitar o uso excessivo e reparar vazamentos internos, também são apontadas como essenciais para enfrentar o cenário atual.
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