Cuiabá, Sábado, 4 de Abril de 2026
FUNDAÇÃO BRADESCO
12.01.2011 | 10h07 Tamanho do texto A- A+

Escola é acionada por prática de "bullying" em Cuiabá

Menina foi vítima de agressões durante 8 anos, no espaço escolar, no Jardim Vitória

Mayara Michels

Sede da Fundação Bradesco, em Cuiabá, onde teria ocorrido a agressão

Sede da Fundação Bradesco, em Cuiabá, onde teria ocorrido a agressão

DA REDAÇÃO

Uma jovem que estudava na Fundação Bradesco, no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá, entrou na Justiça com uma ação de indenização de R$ 50 mil, por ter sofrido "frequente discriminação", também conhecida como "bullying", desde que foi matriculada na instituição, com 8 anos de idade, em 2002. A ação foi proposta através da Defensoria Pública do Estado.

Quando ela tinha 10 anos, algumas alunas a apelidavam de "baleia, orca, tribufu", humilhando-a perante os demais colegas, inclusive, dentro da sala de aula.

O tempo foi passando e as agressões não cessavam. Xingamentos como "perebenta e sarnenta" estavam causando constrangimentos perante o restante da classe. Também lhe chamavam de "X-9", "Pamonha", "Mafalda", entre outros.

Ao receber ameaças na sala de aula, P.S.P. foi orientada por um professor a procurar a orientação pedagógica para relatar os fatos. Nenhuma providência foi tomada e a ameaça se concretizou no horário de saída das aulas. Em torno de 15 meninas cercaram a estudante e lhe deram socos, chutes, puxão de cabelo e rasgaram-lhe a camiseta.

Os pais, assim que tomaram conhecimento dos fatos, procuraram o diretor da escola para que fossem adotadas as providências necessárias, porém nada foi feito, nenhuma atitude foi tomada pela instituição de ensino.

Sem vislumbrar outros meios de resolver a situação, a família solicitou a transferência da aluna para outra escola e também buscou auxílio jurídico na Defensoria Pública, sendo atendida pela equipe multidisciplinar da instituição.

Em consulta com a psicóloga, foi constatado que P.S.P. passa por um sofrimento psíquico grave, consequência dos fatos ilícitos praticados pelas outras alunas dentro e fora da escola.

O defensor público Cláudio Aparecido Souto afirmou que está clara a prática de bullying: atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra ou outro.

Assim, Souto propôs uma Ação de Indenização por Danos Morais contra a instituição de ensino, pela "inequívoca omissão quanto aos fatos". Ele explicitou que várias pessoas confirmam frequentes brigas na escola, sem nenhuma solução por parte da direção.

"O maltrato intimidatório o fará sentir dor angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a consequências devastadoras, como o suicídio. (...) Para que este tipo de violência diminua, é necessária uma atuação mais forte da escola", cita trecho da ação.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no seu artigo 5, é expresso no sentido de proibir qualquer forma de discriminação, violência, por ação ou omissão aos seus direitos fundamentais.

O defensor público deu à causa o valor de R$ 50 mil e afirmou que a indenização pleiteada, "além de buscar a reparação justa pelos danos causados, deve servir como reprimenda pelos atos praticados".

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12 Comentário(s).

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damaris imura  25.03.16 13h17
eu estudo la no 8 ano e digo nada haver isso nao tem agressao nao nada so tem bons profissonais isso eu digo
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Ana Cristina  11.02.11 17h28
Quem conhece sabe da qualidade desta escola. Se o pai deixou estudar por 8 anos,a escola não é tão ruim assim, ou ele foi omisso. Poupar a aluna, depois de grande, de enfrentar seus problemas de relacionamento e ainda ficar contra a escola, não é educativo para ela.
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josé zito  12.01.11 18h30
Eu quis explicitar as coisas das quais vivíamos corriqueiramente, que estão intrínsecas no nosso ser, as questões emocionais, passionais, acompanham o ser humano pela vida toda, questões temporais não farao o ser humano perder o que aprendeu, ouviu, viveu, na infância. Pare e pensa, quem é feio é feio, quem é gordo é gordo, quem é magro é magro, quem é portador de uma inteligência não avantajada é burro. Somos o que somos porque somos iguais as arvores, feito de raízes. Hj em dia ta uma frescura do tamanho do mundo. Era tecnologica nenhuma daixará nossa educação e nossa história pra trás. BULLING É MOADJE. DE FILHINHO DE PAPAI.. QUERENDO VIRAR...
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Feliciano  12.01.11 18h02
Sr. Defensor Público, é com grande pesar que leio esta matéria; só mesmo quem não conhece a Fundação Bradesco para aceitar um argumento destes, se algum dia o Sr. tiver a boa oportunidade de conhecer os excelentes serviços prestados a comunidade por aquela Instituição de Ensino, o Sr. vai compreender o porque de algumas pessoas a criticarem e muitas outras elogiarem o Ensino e a Educação praticados nesta Instituição que é motivo de orgulho para nossa cidade e para aqueles que lá estudam e estudaram.
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Silvana  12.01.11 13h15
Olha Jose Zito....Sem fundamento seu comentário.... Hj a era do mundo é outra coisa,globalização,novas tecnologias, assim como quase nem se ouvia em falar brigas, violençia, assalto, doenças e ainda mas mães tinham partos em casa por tanto não se compara!!!
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